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Secretário diz que não há UTI nem particular

Idoso morreu esperando por oito horas vaga no HU de Campo Grande. Hospital diz que informou à Central de Regulação sobre falta de vaga.

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23 de fevereiro de 2016

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G1 MS

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O secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares, afirmou que a falta de vagas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não é situação apenas nos hospitais públicos, mas também na rede privada. Por causa desse problema, um idoso de 62 anos morreu ao esperar por oito horas uma vaga de UTI no Hospital Universitário de Campo Grande nesta segunda-feira (22).

“Porque o privado também não tem disponível. Esse paciente, absolutamente, se dependesse de uma solicitação na área privada que fosse salvar a vida dele, isso teria sido feito”, explicou o secretário.

Sebastião Nogueira da Silva foi internado na manhã de domingo em Costa Rica, município distante 338 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, e por causa de uma insuficiência respiratória, teve de ser transferido.

A confusão começou quando o paciente chegou ao HU depois de quatro horas de viagem. O hospital mostrou à família o documento negando o pedido da Secretaria Municipal de Saúde para transferir o paciente. Mas a família tinha o mesmo documento, emitido poucos minutos depois, autorizando a mudança para a capital.

“Isso acontece por um desrespeito das duas centrais de regulação, principalmente a estadual em que isso ocorre quase que diariamente”, afirmou a diretora técnica do HU, Ana Lúcia Lyrio.

O Tião da Pipoca lutava contra o câncer de sangue e passou mal. Em casos graves como do Sebastião, o paciente é transferido para uma UTI mesmo sem vaga aberta. Segundo o secretário, é a transferência sem vaga garantida. Na prática era para ser uma exceção, mas tem se tornado regra. 

“Mesmo que não se tenha vaga aqui em Campo Grande que é a referência dele, a Central autoriza o transporte. Eventualmente, nessas quatros horas você consegue viabilizar uma vaga. Se não conseguir viabilizar uma vaga, o lugar mais seguro para o paciente ficar é na ambulância”, pontuou o secretário.

Hoje no HU são 34 pacientes internados no corredor. Alguns em camas hospitalares, outros em macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que não são devolvidas porque o paciente precisa ficar nelas. Tem pessoas doentes até em cadeiras esperando por um leito.

Pedido
Às 9h30 de domingo foi feito o pedido de vaga à Central de Regulação. Às 10h48 saiu o número da senha e às 11h a resposta: a transferência não foi autorizada, mas, mesmo assim, o paciente foi transferido por estar em situação de vaga zero.

Um outro documento entregue para a família do paciente mostra que a transferência de Costa Rica para Campo Grande foi autorizada para central de regulação de Mato Grosso do Sul às 11h16 (de MS) de domingo (21).

O paciente morreu na madrugada de segunda-feira (22), no Hospital Regional, para onde foi transferido após ficar oito horas dentro de uma ambulância em frente ao HU à espera de vaga em UTI.

Segundo informações da família da vítima, Sebastião Nogueira da Silva, de 62 anos, precisava de internação por conta de uma insuficiência respiratória aguda.

Inquérito policial
Enquanto aguardava liberação de vaga, a família do paciente foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga para denunciar o caso por volta das 22h30 de domingo.

Um boletim de ocorrência por omissão de socorro foi registrado e o delegado de plantão, Hoffman D&39;ávila, foi até o hospital verificar a denúncia. No local, ele informou que não ficou caracterizada a situação de omissão de socorro, já que o paciente recebeu atendimento e conseguiu a transferência em seguida.

Ainda conforme o delegado, Sebastião teve uma parada cardíaca enquanto aguardava dentro da UTI móvel no hospital. Caso a ambulância fosse desligada ou ficasse sem gasolina, os equipamentos que mantinham o paciente estabilizado parariam de funcionar.

"Nesse caso, se for instaurado inquérito, a delegacia competente que fará a investigação terá que apurar a relação do nexo causal da morte com a omissão de socorro", finalizou o delegado.

Saúde

Governo prepara plataforma para agilizar compra de medicamentos e reduzir burocracia no SUS

O Governo Federal está finalizando uma nova estratégia para modernizar a aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde. A proposta...

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16 de junho de 2026

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O Governo Federal está finalizando uma nova estratégia para modernizar a aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde. A proposta prevê a criação da plataforma CIX, um sistema digital que permitirá a estados e municípios comprar remédios diretamente dos fabricantes, reduzindo etapas burocráticas e tornando o abastecimento mais ágil.

A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios enfrentados pelos gestores públicos: a demora nos processos de compra, que muitas vezes resulta na falta de medicamentos nas unidades de saúde. Com a nova ferramenta, a expectativa é acelerar as aquisições e ampliar a eficiência da distribuição de insumos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Pelo modelo em estudo, as administrações estaduais e municipais poderão negociar diretamente com as empresas fornecedoras por meio da plataforma, substituindo parte dos procedimentos tradicionais de licitação. A medida pretende simplificar a gestão das compras públicas, sem abrir mão dos mecanismos de controle e transparência.

Além de reduzir o tempo necessário para a aquisição de medicamentos, o governo acredita que a centralização das negociações em um ambiente digital poderá proporcionar maior competitividade entre os fornecedores, contribuindo para a redução de custos e o fortalecimento da logística de abastecimento.

A criação da CIX faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da gestão pública na área da saúde. A expectativa é que o novo sistema diminua a ocorrência de desabastecimento de medicamentos, um problema recorrente enfrentado por estados e municípios, especialmente em situações de aumento da demanda.

Os detalhes sobre o funcionamento da plataforma e o cronograma de implantação devem ser apresentados pelo Governo Federal nos próximos meses. A expectativa é de que a ferramenta represente um novo modelo para as compras públicas de medicamentos, tornando o processo mais rápido, eficiente e alinhado às necessidades da população.

 

 

Anvisa

Anvisa manda recolher hormônio do crescimento falsificado e proíbe lote de remédio contra o câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a...

Anvisa manda recolher hormônio do crescimento falsificado e proíbe lote de remédio contra o câncer

15 de junho de 2026

Anvisa manda recolher hormônio do crescimento falsificado e proíbe lote de remédio contra o câncer

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a comercialização, distribuição e utilização de um lote do medicamento oncológico Kimmtrak, após identificar que o produto foi desviado durante um furto de carga na Europa.

As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e têm como objetivo evitar riscos à saúde dos pacientes que utilizam esses medicamentos.

De acordo com a Anvisa, o lote do hormônio do crescimento foi identificado como falsificado, o que significa que sua origem e composição não podem ser comprovadas. Já o lote do Kimmtrak foi retirado da cadeia regular de distribuição após ser alvo de um roubo de carga, comprometendo as condições de armazenamento e transporte do medicamento.

Diante da situação, a agência determinou que os produtos sejam retirados imediatamente de circulação, uma vez que não há garantias de que tenham sido conservados de forma adequada nem de que mantenham sua eficácia e segurança.

A Anvisa orienta pacientes, profissionais de saúde, hospitais e estabelecimentos farmacêuticos a verificarem a procedência dos medicamentos antes da utilização. Caso algum dos lotes interditados seja identificado, a recomendação é interromper o uso e comunicar imediatamente a Vigilância Sanitária local ou a própria agência.

O órgão também reforça que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados e por canais oficiais de distribuição. A medida busca reduzir o risco de exposição da população a produtos falsificados, adulterados ou desviados, que podem colocar a saúde dos pacientes em perigo.

A Anvisa ressalta que ações como essa fazem parte do monitoramento contínuo do mercado farmacêutico para garantir que apenas medicamentos seguros, eficazes e com origem comprovada cheguem aos consumidores brasileiros.