sexta, 12 de junho, 2026
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Existem pessoas que atravessam nossa vida
Existem pessoas que deixam marcas.
E existem aquelas raríssimas que se transformam em capítulos permanentes da história de uma cidade.
Maria Aparecida Ignotti Lima, a querida Professora Cidinha, é uma dessas mulheres.
Seu nome não está gravado apenas em documentos escolares, atas ou registros funcionais. Seu nome está escrito na memória afetiva de gerações inteiras de coxinenses que tiveram o privilégio de sentar-se diante dela e descobrir que aprender podia ser uma das experiências mais fascinantes da vida.
Hoje, aposentada, ela talvez não tenha dimensão da imensidão de seu legado.
Porque os anos passaram.
As escolas mudaram.
Os alunos cresceram.
Muitos se tornaram pais, avós, profissionais, autoridades e educadores.
Mas existe algo que permaneceu intacto: a lembrança da professora que transformava História em poesia.
Da professora que não apenas ensinava sobre o passado.
Ela fazia seus alunos caminharem por ele.
As raízes de uma grande educadora
A história da Professora Cidinha começou muito antes de Coxim.
Muito antes das salas lotadas.
Muito antes das aulas que encantariam centenas de jovens.
Ela nasceu em 22 de julho de 1944, na cidade de Irapuã, interior de São Paulo.
Era um Brasil diferente.
Um país ainda rural em muitas regiões, onde os sonhos eram construídos lentamente e onde a educação representava uma das poucas pontes para um futuro melhor.
Filha de João Francisco Ignotti e Maria Rafaela Colucci Ignotti, cresceu cercada pelos valores da família, da honestidade e do trabalho.
Ao lado dos irmãos Elza Aparecida Ignotti Kopcak e Celso Carlos Ignotti, aprendeu desde cedo a importância da união familiar e do respeito às pessoas.
Ainda menina, carregava consigo uma característica que a acompanharia por toda a vida: a curiosidade.
Aquela curiosidade típica das pessoas destinadas ao conhecimento.
A curiosidade de quem deseja entender o mundo.
De quem deseja conhecer as histórias escondidas atrás das histórias.
De quem busca compreender não apenas o que aconteceu, mas por que aconteceu.
Talvez ali já estivesse nascendo a professora.
Talvez ali já estivesse sendo moldada a mulher que um dia encantaria gerações.
Centenário do Sul: onde nasceu a professora
Foi em Centenário do Sul, no Paraná, que Maria Aparecida viveu boa parte de sua juventude.
Ali estudou.
Ali amadureceu.
Ali construiu seus sonhos.
Ali encontrou sua vocação.
Em uma época em que a profissão docente exigia muito mais do que conhecimento, ela decidiu abraçar o magistério.
Formou-se professora normalista.
Mas ser normalista, para ela, nunca foi apenas possuir um diploma.
Era assumir uma missão.
Era compreender que educar significava ajudar a construir futuros.
Era acreditar que uma sala de aula podia transformar destinos.
Enquanto muitas pessoas escolhem profissões, ela escolheu um propósito.
E faria dele a razão de sua vida.
Um amor que atravessou meio século
Foi também em Centenário do Sul que floresceu uma das mais belas histórias de sua trajetória.
Ela conheceu José Abdias Mateus Lima.
O encontro transformou-se em namoro.
O namoro transformou-se em casamento.
E o casamento transformou-se numa união que atravessaria cinquenta anos.
Cinco décadas de amor.
Cinco décadas de companheirismo.
Cinco décadas compartilhando sonhos, alegrias, desafios e conquistas.
Ao lado de José Abdias, construiu uma família sólida e baseada em valores que sempre fizeram parte de sua essência.
Dessa união nasceram Afonso Celso Mateus Lima e Marta Valéria Mateus Lima.
Filhos que cresceram acompanhando a dedicação da mãe à educação.
Filhos que testemunharam de perto o amor que ela nutria por seus alunos.
Porque para a Professora Cidinha, ensinar nunca terminava quando a aula acabava.
Era um modo de viver.
O destino chamado Coxim
Em 1981, a vida escreveu um novo capítulo.
A família chegou a Coxim.
Uma cidade que ainda não sabia que estava recebendo uma das educadoras mais marcantes de sua história.
Ela trouxe na bagagem muito mais do que roupas e objetos pessoais.
Trouxe experiência.
Trouxe conhecimento.
Trouxe sensibilidade.
Trouxe uma paixão inabalável pelo ensino.
E, acima de tudo, trouxe a capacidade rara de despertar sonhos.
No ano seguinte, em 1982, iniciou sua caminhada profissional na Escola Estadual Viriato Bandeira.
Era o começo de uma relação que duraria décadas.
Uma relação construída diariamente entre professora e alunos.
Entre conhecimento e descoberta.
Entre passado e futuro.
Muito além da sala de aula
Posteriormente, a Professora Cidinha também atuou na Fundação Educacional de Coxim (FEC), onde exerceu as funções de professora e coordenadora.
Sua competência e dedicação a levaram a assumir responsabilidades cada vez maiores.
Mas nunca perdeu aquilo que a diferenciava.
A capacidade de olhar cada estudante como um ser humano único.
Também lecionou na Escola Xaraés, ampliando ainda mais sua contribuição para a educação coxinense.
Por onde passou deixou marcas.
Não marcas burocráticas.
Não marcas administrativas.
Mas marcas humanas.
Daquelas que permanecem mesmo quando o tempo passa.
A professora que fazia a História ganhar vida
Mas existe algo que nenhum currículo consegue registrar.
Algo impossível de medir.
Algo que não aparece em certificados.
O encantamento.
Quem nunca foi aluno da Professora Cidinha talvez tenha dificuldade de compreender.
Mas quem foi, como eu fui, entenda imediatamente.
Ela não entrava na sala simplesmente para dar aula.
Ela entrava para abrir portais.
Quando falava da Grécia Antiga, não parecia que estávamos estudando um conteúdo escolar.
Parecia que embarcávamos em uma viagem.
As paredes desapareciam.
As carteiras deixavam de existir.
E, de repente, estávamos caminhando pelas ruas de Atenas.
Podíamos imaginar Sócrates dialogando com seus discípulos.
Platão escrevendo suas ideias.
Aristóteles refletindo sobre o mundo.
Quando chegava a vez de Roma, a transformação acontecia novamente.
Os imperadores ganhavam rosto.
As batalhas ganhavam significado.
Os monumentos surgiam diante de nossos olhos.
As estradas romanas pareciam se estender pela própria sala de aula.
A Península Ibérica.
O Egito.
As grandes navegações.
A Idade Média.
O Renascimento.
As revoluções que mudaram a humanidade.
Tudo deixava de ser conteúdo.
Tudo se tornava experiência.
Tudo ganhava vida.
Uma orquestra chamada sala de aula
Se fosse necessário encontrar uma definição para a maneira como conduzia suas aulas, talvez a melhor comparação fosse a de uma maestra.
Sim.
Uma maestra.
Porque a sala de aula era sua orquestra.
Cada aluno era um instrumento.
Cada conteúdo era uma partitura.
E ela sabia exatamente como harmonizar tudo.
Sua voz tinha ritmo.
Sua narrativa tinha emoção.
Sua didática possuía beleza.
Ela não precisava gritar para ser ouvida.
Não precisava impor para ser respeitada.
Seu conhecimento falava por ela.
Sua paixão pelo ensino conquistava naturalmente a atenção dos alunos.
A professora que mora na memória
Eu fui uma dessas alunas.
E carrego comigo a certeza de que não fui a única.
Muitos anos se passaram.
As fases da vida mudaram.
Novos professores vieram.
Novos desafios surgiram.
Mas algumas lembranças permanecem intactas.
Lembro da sensação de entrar na aula sem saber que sairíamos dali muito maiores do que entramos.
Lembro do fascínio que ela despertava.
Lembro de como nos fazia compreender que a História não era apenas uma coleção de datas.
Era a própria história da humanidade.
Era a história de quem fomos.
De quem somos.
E de quem podemos nos tornar.
Um legado eterno
Hoje, ao olhar para trás, percebemos que a Professora Cidinha ajudou a construir muito mais do que conhecimento.
Ela ajudou a construir pessoas.
Ajudou a formar caráter.
Ajudou a despertar sonhos.
Ajudou a mostrar que estudar é uma das formas mais bonitas de liberdade.
Seu legado está espalhado por Coxim.
Está nos profissionais que passaram por suas salas.
Está nos pais e mães que um dia foram seus alunos.
Está nos educadores que seguiram seus passos.
Está em cada pessoa que aprendeu a amar o conhecimento graças a ela.
A aposentadoria encerrou uma carreira.
Mas jamais encerrará sua influência.
Porque professores como Cidinha não se aposentam do coração de seus alunos.
Eles permanecem.
Vivem nas lembranças.
Vivem nas histórias contadas entre amigos.
Vivem nos reencontros escolares.
Vivem na gratidão silenciosa daqueles que tiveram a vida transformada por eles.
E enquanto existir um ex-aluno que se recorde de uma aula sobre Grécia, Roma, Egito ou qualquer outro capítulo da humanidade, a Professora Cidinha continuará presente.
Continurá ensinando.
Continuará inspirando.
Continuará fazendo aquilo que fez durante toda a vida.
Transformar conhecimento em encantamento.
Porque existem professores que passam pela escola.
Existem professores que marcam uma geração.
E existem aqueles que entram para a história.
Maria Aparecida Ignotti Lima, nossa Professora Cidinha, pertence para sempre a essa última categoria, e apesar de ter se aposentado em 1996, continuou lecionando ate 2002 e hoje após anos de dedicação para educação coxinense aquela que por tantos anos se dedicou aos filhos de tantos agora recebe o cuidado dos seus, pois afinal...
Ela não apenas ensinou História.
Ela se tornou parte dela.
Cultura
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) lançou o edital “Raízes de MS”, iniciativa que destinará R$ 1,2 milhão para incentivar e...
10 de junho de 2026
A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) lançou o edital “Raízes de MS”, iniciativa que destinará R$ 1,2 milhão para incentivar e fortalecer manifestações culturais tradicionais em diversas regiões do Estado.
A proposta busca valorizar a identidade cultural sul-mato-grossense por meio do apoio a festividades, celebrações e eventos que preservam costumes, saberes populares e tradições transmitidas entre gerações.
De acordo com o edital, serão selecionados quatro projetos culturais, que receberão R$ 300 mil cada para a realização de ações voltadas à promoção da cultura regional. Os recursos poderão ser utilizados na organização de festivais, encontros culturais e outras atividades que contribuam para manter viva a história e as tradições das comunidades.
A iniciativa integra a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e conta com financiamento do Ministério da Cultura, reforçando o compromisso com a democratização do acesso aos recursos culturais e o fortalecimento da economia criativa no Estado.
Segundo a FCMS, o objetivo é estimular projetos capazes de ampliar a visibilidade das manifestações culturais tradicionais, promovendo a inclusão social, o turismo cultural e a preservação do patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul.
O edital representa uma oportunidade para produtores culturais, associações e entidades ligadas à cultura popular desenvolverem projetos que valorizem as raízes e a diversidade cultural sul-mato-grossense, fortalecendo a identidade regional e ampliando o alcance das tradições locais para as futuras gerações.
Orgulhos Coxinenses
Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e...
29 de maio de 2026
Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e humanas para toda uma comunidade. Jorge Antônio Gai pertence a essa rara geração de homens cuja história não se resume aos próprios passos, mas se mistura à identidade de uma cidade inteira.
Sua trajetória não é feita apenas de processos, audiências ou tribunais. É construída sobre valores. Sobre dignidade. Sobre o peso da palavra dada. Sobre a honestidade que nunca se curva. Sobre o trabalho silencioso de quem constrói um legado sem precisar levantar a voz para ser reconhecido.
Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas à advocacia, Jorge Gai consolida seu nome como um dos grandes pilares da história jurídica de Coxim e do norte de Mato Grosso do Sul. Não apenas pela competência técnica admirável, mas principalmente pela forma humana, ética e profundamente respeitosa com que escolhe exercer sua profissão.
Nascido em 14 de junho de 1950, na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Jorge vem de uma família simples, numerosa e marcada pela perseverança. Filho de Vitelio Gai e Julieta Brondani Gai, cresce ao lado de nove irmãos em uma realidade onde o dinheiro era escasso, mas os ensinamentos eram imensos.
Seu pai, homem humilde e trabalhador, sustentava a família como taxista e costumava repetir aos filhos que a única herança verdadeira capaz de mudar destinos seria o estudo. Não havia patrimônio financeiro para deixar. Havia, porém, um legado muito maior: a convicção de que a educação era a mais poderosa riqueza que alguém poderia carregar pela vida.
E talvez nenhuma frase tenha atravessado tanto a existência de Jorge quanto essa.
Enquanto muitos adolescentes viviam os anos da juventude entre distrações e descobertas, Jorge aprendia cedo o significado da responsabilidade. Ainda jovem, divide a rotina entre o trabalho e os estudos. Frequenta o colegial pela manhã e trabalha à tarde em um escritório de contabilidade. Não conhece privilégios. Conhece esforço.

Cada conquista surge da disciplina.
Cada passo nasce da persistência.
Aos 18 anos, presta concurso para o Banco do Brasil um dos mais concorridos e respeitados do país naquela época. É aprovado entre os melhores colocados e assume suas funções em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. Para muitos, aquilo já significaria estabilidade suficiente para uma vida inteira. Mas Jorge carrega dentro de si algo maior: o desejo profundo de estudar Direito.
Em 1970 ingressa na recém-criada Faculdade de Direito de Cruz Alta. Trabalha, estuda, enfrenta dificuldades e segue em frente sem jamais abandonar o compromisso consigo mesmo e com os sonhos que carrega desde a juventude. Os primeiros anos da faculdade acontecem em meio a jornadas cansativas, deslocamentos e rotinas intensas. Ainda assim, permanece firme.
Quando finalmente recebe o diploma de advogado, aquele momento ultrapassa a realização individual. Torna-se um símbolo familiar. Mais tarde, Jorge descobriria que o maior sonho de seu pai era justamente ver um filho formado em Direito.
Talvez por isso sua formação tenha um significado tão profundo.
Não se tratava apenas de uma profissão.
Tratava-se da concretização de uma esperança construída dentro de uma família simples que acreditava no poder transformador da educação.
O destino então conduz Jorge até Mato Grosso do Sul.

No ano de 1975, transferido pelo Banco do Brasil, Jorge chega inicialmente à cidade de Rio Verde. Era um tempo de novos horizontes, de recomeços e de construção de sonhos. Foi também naquele mesmo ano que a vida lhe reservou outro encontro definitivo: Maria Lúcia Guerra Gai.
Os dois começaram a namorar em julho de 1975, iniciando uma história de amor que atravessaria décadas e se tornaria um dos alicerces mais importantes de sua vida. Embora trabalhasse em Rio Verde pelo Banco do Brasil, o escritório de advocacia de Jorge já funcionava em Coxim, cidade que começava a ocupar espaço definitivo em sua trajetória.
Em 1976, Jorge consegue a transferência do Banco do Brasil para Coxim. E é ali, definitivamente, que sua história passa a se confundir com a própria história da cidade.
Ao chegar em Coxim, Jorge divide a rotina entre o banco e a advocacia. Pela manhã cumpre suas atividades na instituição financeira. À tarde mergulha nos corredores do fórum, nas audiências, nos processos e nas causas humanas que passam a definir sua caminhada.
E é ali que sua história ganha raízes profundas
Os anos 70 e 80 são marcados por intensos conflitos fundiários no então jovem Mato Grosso do Sul. As disputas por posse e domínio de terras movimentam os tribunais e exigem advogados preparados para lidar não apenas com questões jurídicas complexas, mas também com dramas humanos, tensões sociais e interesses poderosos.
Jorge enfrenta esse período com firmeza, equilíbrio e ética
Sua atuação rapidamente conquista respeito. Não apenas pelo conhecimento jurídico, mas pela serenidade de suas posições, pela responsabilidade com que trata cada cliente e pela absoluta honestidade que se torna marca permanente de sua trajetória.
Ao longo do tempo, seu nome deixa de ser apenas o de um advogado competente. Passa a representar confiança.
E confiança talvez seja o patrimônio mais raro que um homem pode construir.
No dia 12 de fevereiro de 1977, Jorge e Maria Lúcia oficializam a união construída sobre amor, companheirismo e respeito mútuo. O casamento transforma-se em um dos pilares de sua existência. São quase cinco décadas caminhando lado a lado, compartilhando sonhos, desafios, conquistas e valores.
Dessa união nascem os filhos Johnny Guerra Gai, Rômulo Guerra Gai, Luciano Guerra Gai e Larissa Guerra Gai. Mais tarde, a família amplia ainda mais seus laços de amor com a chegada da filha adotiva Lucicleide Leite Sobreira Giglio, acolhida com o mesmo carinho, proteção e dedicação que sempre marcaram a essência da família Gai.
A vocação para o Direito atravessa gerações. Johnny, Rômulo e Luciano seguem os passos do pai na advocacia, compartilhando não apenas o exercício profissional, mas os princípios éticos que fazem de Jorge uma referência humana e jurídica.
Seu escritório transforma-se não apenas em ambiente profissional, mas em continuidade de uma história familiar construída sobre honestidade, responsabilidade e respeito às pessoas.

Mas talvez uma das maiores riquezas da vida de Jorge esteja nos momentos em que deixa os processos de lado para assumir o papel que mais lhe emociona: o de avô.
Os netos David Roger Alves Guerra Gai, Athena Andrade Brondani Gai, Melissa Gai Cunha Pereira, Danielle Vitória Silva Gai e Agatha Camargo Gai representam a continuidade de uma árvore familiar cultivada com amor, firmeza e valores sólidos.
É neles que Jorge vê o futuro.
É neles que permanece vivo o ensinamento recebido ainda na infância por seu pai: o conhecimento, a dignidade e a honestidade são patrimônios eternos.
Em 1983, outro capítulo importante marca sua trajetória profissional. Jorge assume a Assessoria Jurídica do Banco do Brasil, consolidando ainda mais o respeito conquistado ao longo dos anos tanto na advocacia quanto dentro da instituição bancária.
No mesmo período, ajuda a escrever uma das páginas mais importantes da história da advocacia regional. Participa diretamente da criação da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, tornando-se seu primeiro presidente. Naquele período, todos os profissionais da região ainda dependiam administrativamente da Capital.
A criação da Subseção representa independência institucional, fortalecimento jurídico e reconhecimento para toda a advocacia do norte do Estado.
Mais uma vez, Jorge demonstra aquilo que sempre norteia sua vida: pensar coletivamente.
Seu trabalho nunca se limita aos interesses pessoais. Ele compreende a advocacia como instrumento social, como missão pública e como ferramenta indispensável para a construção da justiça.
Os anos passam.
O mundo muda.
A tecnologia transforma profissões, rotinas e relações humanas.
Jorge acompanha todas essas mudanças sem jamais perder sua essência.
Vê as antigas máquinas de escrever desaparecerem diante dos computadores. Assiste aos processos físicos se tornarem digitais. Adapta-se às transformações tecnológicas, jurídicas e sociais. Mas permanece fiel àquilo que considera inegociável: ética, honestidade e autenticidade.
Enquanto muitos buscam soluções rápidas, ele insiste na construção sólida.
Enquanto o imediatismo domina o mundo moderno, Jorge segue acreditando no valor da reputação construída ao longo da vida.
E talvez seja justamente isso que torna sua trajetória tão admirável.
Porque ela prova que ainda é possível vencer sem abandonar princípios.
Ao falar sobre advocacia, Jorge costuma dizer que advogar é ciência, arte e abnegação. E talvez poucas frases consigam defini-lo tão bem.
Porque sua atuação jamais se resume à interpretação fria das leis. Existe sensibilidade em sua forma de enxergar o Direito. Existe humanidade em sua maneira de compreender conflitos. Existe prudência em suas palavras.
Ao orientar jovens advogados, insiste sempre no mesmo ensinamento: nenhum sucesso profissional vale a perda da honestidade.
Para ele, reputação não se conquista da noite para o dia. É construída lentamente, através do trabalho sério, da lealdade aos clientes, da ética profissional e da coragem de agir corretamente mesmo diante das dificuldades.
E é exatamente por nunca abrir mão desses valores que Jorge Antônio Gai se transforma em uma das figuras mais respeitadas da advocacia sul-mato-grossense.
Hoje, sua história ultrapassa os limites dos tribunais.
Ela pertence também à memória afetiva de Coxim.
Pertence aos corredores do fórum onde constrói amizades ao longo de décadas.
Pertence às famílias que encontram em seu trabalho amparo e orientação.
Pertence às gerações de advogados que enxergam em sua trajetória um exemplo raro de integridade.
Coxim aprende, ao longo do tempo, a admirar não apenas o advogado Jorge Gai, mas o homem Jorge Gai.
O homem de fala serena.
De postura firme.
De princípios sólidos.
De humildade intacta apesar de todas as conquistas.
Em tempos em que o mundo parece cada vez mais apressado, superficial e imediatista, Jorge representa a permanência de valores que nunca deveriam envelhecer.
Representa a dignidade.
Representa o compromisso.
Representa a honra.
E talvez seja justamente por isso que sua história emociona tanto.
Porque homens como Jorge Antônio Gai lembram à sociedade que o verdadeiro sucesso não está apenas nos títulos acumulados, nas homenagens recebidas ou no reconhecimento profissional.
O verdadeiro sucesso está na capacidade de atravessar o tempo sem perder a essência.
E Jorge Gai faz exatamente isso.
Constrói diariamente, através de sua vida e de sua trajetória, um legado que ultrapassa o Direito e alcança algo muito maior:
o respeito humano.
Um legado que permanece vivo em cada pessoa que aprende com sua caminhada.
Em cada jovem advogado que encontra inspiração em seus ensinamentos.
Em cada cidadão que reconhece nele um exemplo raro de honestidade e caráter.
Porque algumas pessoas não se tornam admiráveis apenas pelo que conquistam.
Tornam-se admiráveis pela forma como escolhem viver.