quarta, 17 de junho, 2026
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Os dados do Boletim InfoGripe, divulgado ontem (20) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), confirmam a tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças em todo o país.
Foram registrados 3,7 mil casos de SRAG na Semana Epidemiológica 15, que corresponde aos dias 10 a 16 de abril de 2022. Entre eles, cerca de 1,8 mil foram em crianças de 0 a 4 anos. De acordo com a Fiocruz, a incidência em crianças cresceu muito desde fevereiro, apresentando a formação de um platô e agora inicia um declínio.
Por outro lado, a análise alerta que continua aumentando o percentual de casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atingiu 41,5% do total de casos de SRAG registrados nas últimas quatro semanas, mesmo a doença sendo observada fundamentalmente em crianças.
Na faixa de 0 a 4 anos, os testes laboratoriais indicaram 66,4% de VSR, caindo para 23% na faixa de 5 a 11 anos. Nos dados nacionais para todas as idades, há estabilização nas faixas etárias adultas, com positividade de 36% para o rinovírus e de 28% para Sars-CoV-2 (covid-19).
Análise regional
Entre as 27 unidades da federação, oito apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraná, Roraima e Rio Grande do Sul. Alagoas e Paraíba estão com indicativo de crescimento no curto prazo. Todos eles com incidência principalmente na população infantil.
Entre as capitais, oito apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), e Rio Branco (AC).
Segundo a Fiocruz, 30 macrorregiões de saúde estão atualmente em nível pré-epidêmico para a incidência de SRAG, 21 em nível epidêmico, 64 em nível alto, duas em nível muito alto e uma em nível extremamente alto: Corumbá/MS.
Os dados do InfoGripe mostram que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência foi 1,6% para Influenza A, 0,2% para Influenza B, 41,5% para VSR e 37,4% para Sars-CoV-2. Entre os óbitos em que houve confirmação laboratorial do vírus respiratório causador da SRAG, 1,6% foi por Influenza A, 7,8% por VSR e 79,8% por Sars-CoV-2 (covid-19).
Saúde
O Governo Federal está finalizando uma nova estratégia para modernizar a aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde. A proposta...
16 de junho de 2026
O Governo Federal está finalizando uma nova estratégia para modernizar a aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde. A proposta prevê a criação da plataforma CIX, um sistema digital que permitirá a estados e municípios comprar remédios diretamente dos fabricantes, reduzindo etapas burocráticas e tornando o abastecimento mais ágil.
A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios enfrentados pelos gestores públicos: a demora nos processos de compra, que muitas vezes resulta na falta de medicamentos nas unidades de saúde. Com a nova ferramenta, a expectativa é acelerar as aquisições e ampliar a eficiência da distribuição de insumos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Pelo modelo em estudo, as administrações estaduais e municipais poderão negociar diretamente com as empresas fornecedoras por meio da plataforma, substituindo parte dos procedimentos tradicionais de licitação. A medida pretende simplificar a gestão das compras públicas, sem abrir mão dos mecanismos de controle e transparência.
Além de reduzir o tempo necessário para a aquisição de medicamentos, o governo acredita que a centralização das negociações em um ambiente digital poderá proporcionar maior competitividade entre os fornecedores, contribuindo para a redução de custos e o fortalecimento da logística de abastecimento.
A criação da CIX faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da gestão pública na área da saúde. A expectativa é que o novo sistema diminua a ocorrência de desabastecimento de medicamentos, um problema recorrente enfrentado por estados e municípios, especialmente em situações de aumento da demanda.
Os detalhes sobre o funcionamento da plataforma e o cronograma de implantação devem ser apresentados pelo Governo Federal nos próximos meses. A expectativa é de que a ferramenta represente um novo modelo para as compras públicas de medicamentos, tornando o processo mais rápido, eficiente e alinhado às necessidades da população.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a...
15 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a comercialização, distribuição e utilização de um lote do medicamento oncológico Kimmtrak, após identificar que o produto foi desviado durante um furto de carga na Europa.
As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e têm como objetivo evitar riscos à saúde dos pacientes que utilizam esses medicamentos.
De acordo com a Anvisa, o lote do hormônio do crescimento foi identificado como falsificado, o que significa que sua origem e composição não podem ser comprovadas. Já o lote do Kimmtrak foi retirado da cadeia regular de distribuição após ser alvo de um roubo de carga, comprometendo as condições de armazenamento e transporte do medicamento.
Diante da situação, a agência determinou que os produtos sejam retirados imediatamente de circulação, uma vez que não há garantias de que tenham sido conservados de forma adequada nem de que mantenham sua eficácia e segurança.
A Anvisa orienta pacientes, profissionais de saúde, hospitais e estabelecimentos farmacêuticos a verificarem a procedência dos medicamentos antes da utilização. Caso algum dos lotes interditados seja identificado, a recomendação é interromper o uso e comunicar imediatamente a Vigilância Sanitária local ou a própria agência.
O órgão também reforça que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados e por canais oficiais de distribuição. A medida busca reduzir o risco de exposição da população a produtos falsificados, adulterados ou desviados, que podem colocar a saúde dos pacientes em perigo.
A Anvisa ressalta que ações como essa fazem parte do monitoramento contínuo do mercado farmacêutico para garantir que apenas medicamentos seguros, eficazes e com origem comprovada cheguem aos consumidores brasileiros.