quarta, 17 de junho, 2026
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A ingestão de gorduras saturadas da manteiga, banha de porco e carne vermelha aumenta o risco de morte prematura, como confirmou um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine.
A pesquisa, que envolveu mais de 120 mil pessoas e durou três décadas, revelou também que substituir tais alimentos por gorduras como a do azeite de oliva pode trazer benefícios substanciais para a saúde.
“Houve confusão generalizada na comunidade biomédica e no público em geral nos últimos anos sobre os efeitos na saúde de tipos específicos de gorduras”, disse o autor principal do estudo, Dong Wang, doutorando em Saúde Pública na Universidade de Harvard.
“Esse estudo documenta benefícios importantes das gorduras insaturadas, especialmente quando elas substituem gorduras saturadas e trans”, completou o pesquisador.
Uma das principais conclusões da pesquisa foi que as pessoas que comeram mais gorduras saturadas e trans tiveram taxas de mortalidade mais elevadas do que aquelas que consumiram o mesmo número de calorias em carboidratos.
A pesquisa apontou, ainda, que a substituição de gorduras saturadas como a da manteiga, banha e carne vermelha por gorduras insaturadas de alimentos vegetais - como azeite de oliva, óleo de canola e óleo de soja - pode oferecer “benefícios substanciais para a saúde e deve continuar sendo uma mensagem essencial nas recomendações nutricionais”.
Saúde
O Governo Federal está finalizando uma nova estratégia para modernizar a aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde. A proposta...
16 de junho de 2026
O Governo Federal está finalizando uma nova estratégia para modernizar a aquisição de medicamentos destinados à rede pública de saúde. A proposta prevê a criação da plataforma CIX, um sistema digital que permitirá a estados e municípios comprar remédios diretamente dos fabricantes, reduzindo etapas burocráticas e tornando o abastecimento mais ágil.
A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios enfrentados pelos gestores públicos: a demora nos processos de compra, que muitas vezes resulta na falta de medicamentos nas unidades de saúde. Com a nova ferramenta, a expectativa é acelerar as aquisições e ampliar a eficiência da distribuição de insumos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Pelo modelo em estudo, as administrações estaduais e municipais poderão negociar diretamente com as empresas fornecedoras por meio da plataforma, substituindo parte dos procedimentos tradicionais de licitação. A medida pretende simplificar a gestão das compras públicas, sem abrir mão dos mecanismos de controle e transparência.
Além de reduzir o tempo necessário para a aquisição de medicamentos, o governo acredita que a centralização das negociações em um ambiente digital poderá proporcionar maior competitividade entre os fornecedores, contribuindo para a redução de custos e o fortalecimento da logística de abastecimento.
A criação da CIX faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da gestão pública na área da saúde. A expectativa é que o novo sistema diminua a ocorrência de desabastecimento de medicamentos, um problema recorrente enfrentado por estados e municípios, especialmente em situações de aumento da demanda.
Os detalhes sobre o funcionamento da plataforma e o cronograma de implantação devem ser apresentados pelo Governo Federal nos próximos meses. A expectativa é de que a ferramenta represente um novo modelo para as compras públicas de medicamentos, tornando o processo mais rápido, eficiente e alinhado às necessidades da população.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a...
15 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a comercialização, distribuição e utilização de um lote do medicamento oncológico Kimmtrak, após identificar que o produto foi desviado durante um furto de carga na Europa.
As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e têm como objetivo evitar riscos à saúde dos pacientes que utilizam esses medicamentos.
De acordo com a Anvisa, o lote do hormônio do crescimento foi identificado como falsificado, o que significa que sua origem e composição não podem ser comprovadas. Já o lote do Kimmtrak foi retirado da cadeia regular de distribuição após ser alvo de um roubo de carga, comprometendo as condições de armazenamento e transporte do medicamento.
Diante da situação, a agência determinou que os produtos sejam retirados imediatamente de circulação, uma vez que não há garantias de que tenham sido conservados de forma adequada nem de que mantenham sua eficácia e segurança.
A Anvisa orienta pacientes, profissionais de saúde, hospitais e estabelecimentos farmacêuticos a verificarem a procedência dos medicamentos antes da utilização. Caso algum dos lotes interditados seja identificado, a recomendação é interromper o uso e comunicar imediatamente a Vigilância Sanitária local ou a própria agência.
O órgão também reforça que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados e por canais oficiais de distribuição. A medida busca reduzir o risco de exposição da população a produtos falsificados, adulterados ou desviados, que podem colocar a saúde dos pacientes em perigo.
A Anvisa ressalta que ações como essa fazem parte do monitoramento contínuo do mercado farmacêutico para garantir que apenas medicamentos seguros, eficazes e com origem comprovada cheguem aos consumidores brasileiros.