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Perita do caso Nardoni fez análise de laudo sobre morte de Sophia em Campo Grande

Em sua análise, Rosângela diz que Sophia foi abusada várias vezes

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23 de junho de 2023

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Thatiana Melo - Midiamax

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A defesa que atua para o pai da pequena Sophia OCampo, morta aos 2 anos, em Campo Grande, em janeiro deste ano, teve o caso analisado pela perita Rosângela Monteiro, que atuou no caso Nardoni em 2008. A mãe e o padrasto são acusados de espancar e estuprar Sophia.

Jornal Midiamax conversou com a perita Rosângela que confirmou ter feito uma consultoria para a defesa do caso Sophia, onde analisou o material enviado pela advogada, Janice Andrade. Em seu parecer, Rosângela é bem clara ao afirmar que Sophia foi abusada inúmeras vezes. 

Confira o trecho do parecer feito pela perita em São Paulo e que o Jornal Midiamax teve acesso com exclusividade:

 

“A violência sexual foi claramente identificada pelo rompimento de hímen, a heperemia em partes da vagina e esquimoses na face interna das coxas, e o rompimento do hímen já estava cicatrizado, portanto fora realizado em data anterior da morte da vítima”, diz parte da análise feita. 

Em outro trecho é relatado por Rosângela que: “Há muito tempo essa menina sofria abusos. A ausência de esperma não significa que o suspeito não tenha sido o autor. Ele pode perfeitamente ter usado preservativo, pode ter sido utilizado qualquer outro objeto por ele, pela mãe ou por outrem, já que o esperma de outro homem foi constatado em uma colcha encontrada no local”. 

Rosângela ainda é enfática ao dizer que o fato de ter dado ausência para esperma, não quer dizer que não houve manipulação do local. “Na sequência, realiza o exame de DNA tanto na amostra em que foi realizado o exame de esperma. O resultado foi ausência de esperma e presença somente de material biológico da vítima nas duas amostras, tanto na que foi realizado exame de esperma como na que não foi”, fala a análise.

 

“Veja, o exame de DNA é super sensível. O fato da pesquisa de esperma ter dado negativo, não quer dizer que não houve manipulação no local. Poderia conter a pele do agressor se ele manipulou o local”, fala a análise da perita. 

Segundo a advogada que está atuando para o pai de Sophia, a análise não foi anexada ao processo, já que ainda estão à espera da oitiva do perito que atendeu ao caso, e logo após isso será feito o pedido formal para Rosângela Monteiro fazer o parecer que será anexado ao processo. 

Casa periciada

Jornal Midiamax teve acesso ao laudo pericial que analisou a casa de Sophia. Logo na entrada da residência, em específico na varanda, foi observada a bagunça com lixos, objetos espalhados pelo chão e fraldas que estavam em sacos, além de embalagens vazias de latas de cerveja, demonstrando alto consumo de álcool. Na área de serviço, foi notado que recentemente roupas haviam sido lavadas e uma toalha branca chamou a atenção da perícia, já que estava separada das outras roupas estendidas no varal.

 

Já dentro da casa foi possível notar a desordem. Na sala havia um colchão no chão e sobre ele uma colcha, de cor rosa, onde os peritos encontraram três manchas: uma de cor marrom e outras duas, sendo uma delas de cor avermelhada, sugerindo ser sangue.

Na outra mancha encontrada foi usada luz azulada e com auxílio de óculos de coloração amarela pode-se perceber que se tratava de sêmen. Ainda na sala, foram encontrados vários medicamentos, que iam de tratamento para dores de cabeça, anti-inflamatórios, dores de garganta e prisão de ventre. 

Também na sala foram encontrados dois tubos de lubrificante feminino, sendo um deles aberto e quase no final. Um dos tubos estava em cima de um móvel ao lado do colchão que estava no chão da sala e outro em cima de um móvel onde ficava uma CPU, que foi apreendida para passar pela perícia. 

No quarto havia brinquedos espalhados, um ventilador quebrado e a cama também estava com o estrado quebrado. Uma toalha pendurada na porta do guarda-roupa foi periciada e encontrados vestígios de sêmen. Na cozinha havia louças na pia por lavar e outras limpas, e no banheiro tinha uma banheira, de cor rosa, com água limpa em seu interior. 

Segundo a conclusão da perícia, havia objetos e vestígios remetendo à prática sexual na sala e no quarto e um alinho que destoava da desordem na sala e no quarto, além de limpeza recente no banheiro, o que sugere possível tentativa de alteração da cena na residência. 

“Não é possível concluir nesse trabalho a existência de vestígios inequívocos de morte violenta em tal residência, não se descartando o prejuízo ante a falta de preservação do local durante o período entre a prisão dos supostos autores e a chegada da equipe pericial na residência”, disse a perita em laudo.

Segurança pública MS

Polícia Civil reforça efetivo com formação de 447 novos investigadores e escrivães em MS

Mato Grosso do Sul passou a contar com um reforço de 447 novos policiais civis após a formatura de 330 investigadores e 117 escrivães, realizada na noite da última...

Polícia Civil reforça efetivo com formação de 447 novos investigadores e escrivães em MS

14 de junho de 2026

Polícia Civil reforça efetivo com formação de 447 novos investigadores e escrivães em MS

 

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Mato Grosso do Sul passou a contar com um reforço de 447 novos policiais civis após a formatura de 330 investigadores e 117 escrivães, realizada na noite da última sexta-feira (12), em Campo Grande. Os profissionais concluíram o Curso de Formação Policial 2026 da Academia de Polícia Civil (Acadepol) e serão distribuídos para unidades em diversas regiões do Estado.

Os formandos enfrentaram um processo seletivo bastante concorrido. Dos cerca de 26 mil inscritos no concurso realizado em 2025, apenas 447 concluíram todas as etapas da seleção e da capacitação.

Durante a cerimônia, autoridades destacaram que a chegada dos novos servidores fortalece a estrutura da Polícia Civil, amplia a capacidade de investigação e melhora o atendimento à população.

A formação teve duração de pouco mais de quatro meses, com 810 horas de atividades entre aulas teóricas, treinamentos operacionais e estágios supervisionados. A grade curricular incluiu investigação criminal, polícia judiciária, combate aos crimes cibernéticos, uso de tecnologias, direitos humanos e ética profissional, preparando os novos policiais para os desafios da segurança pública no Estado.

Os investigadores e escrivães agora iniciam a carreira atuando em delegacias de diferentes municípios de Mato Grosso do Sul, reforçando o trabalho de enfrentamento à criminalidade e de atendimento à população.

 

Polícia

DOF apreende 2,1 toneladas de maconha escondidas em carga de milho na rodovia MS-160

O motorista foi preso em flagrante após abordagem em Tacuru; entorpecente estava oculto sob os grãos da carga.

DOF apreende 2,1 toneladas de maconha escondidas em carga de milho na rodovia MS-160

14 de junho de 2026

DOF apreende 2,1 toneladas de maconha escondidas em carga de milho na rodovia MS-160

 

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O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu 2.110 quilos de maconha escondidos sob uma carga de milho a granel na rodovia MS-160, em Tacuru, e prendeu em flagrante o motorista, de 37 anos, por tráfico interestadual de drogas.

Abordagem na rodovia

Segundo o boletim de ocorrência, a apreensão ocorreu durante patrulhamento da Operação Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Os policiais militares desconfiaram de uma carreta Scania G 420 que fazia ultrapassagens em locais proibidos e trafegava acima do limite de velocidade.

Na abordagem, o motorista demonstrou nervosismo. Ele se identificou como estudante e morador de Rio Brilhante e apresentou apenas uma versão em PDF da nota fiscal da carga no celular, informando que retiraria o documento físico em Tacuru.

Droga estava sob o milho

A contradição levou à vistoria da carga, quando os militares encontraram os fardos de maconha escondidos sob os grãos. De acordo com a polícia, o prejuízo estimado às organizações criminosas foi de R$ 4.445.000,00.

Questionado, o motorista informou que teria chegado no dia anterior a uma estrada vicinal perto de uma cooperativa, em Sete Quedas, onde dormiu na cabine enquanto o caminhão era carregado. Ele afirmou desconhecer a presença do entorpecente e disse que receberia coordenadas do destino final no Paraná de um homem que chamava de "Patrão" após passar por Tacuru.

Pesagem e encaminhamento do caso

Por causa da complexidade para separar a droga, o veículo foi levado até a empresa Ruaro Armazém Gerais, em Dourados, onde investigadores da Defron acompanharam a pesagem diferencial. O procedimento apontou peso bruto total de 45.740 kg, sendo 27.280 kg de milho, 2.110 kg de maconha e 16.350 kg de tara do veículo.

Os grãos foram deixados com a empresa como fiel depositária. Durante o deslocamento pela MS-156, a tampa do tombador do semirreboque apresentou falha e derramou grãos na pista, o que exigiu reparo e limpeza pelos policiais para evitar acidentes.

O caso foi registrado na sede da Defron. O entorpecente, dois aparelhos celulares e o conjunto veicular foram apreendidos. O motorista foi autuado em flagrante, sem uso de algemas, por não oferecer resistência.