terça, 16 de junho, 2026
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A ex-companheira de Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos, morto com 10 facadas, já tinha sido ameaçada mais de três vezes por ele. Um adolescente de 15 anos desferiu as facadas em Alessandro para defender a mãe em casa, no Jardim das Macaúbas, em Campo Grande, na madrugada de segunda-feira (15).
No domingo (14), a ex havia registrado boletim de ocorrência de ameaça contra o homem. Por volta das 22h, a mulher foi até a delegacia denunciar Alessandro, enquanto o filho ficou em casa.
Segundo os relatos de conhecidos da mulher, o ex-companheiro teria passado o dia inteiro andando na região, proferindo ameaças contra ela e seus filhos e tentando invadir a residência.
“À 1h da madrugada, na terceira tentativa de invadir a casa, lá estava o menino de 15 anos, que surpreendeu o invasor. Desde o início, a polícia estava atualizada da situação, de que ela estava sendo ameaçada de morte pelo ex-marido”, contou um conhecido ao Jornal Midiamax.
‘Atentava contra a mulher e as crianças’
Diante das ameaças, testemunhas acreditavam que Alessandro pudesse tentar contra a vida da ex e de seus filhos a qualquer momento. “Esse cara não era inocente; ele atentava contra a mulher e as crianças. Se ele conseguisse fazer o que estava disposto, hoje eu teria vários velórios. O ocorrido não foi por acaso, era premeditado [por Alessandro]”, afirmou.
Segundo conhecidos da mulher, a ex-companheira de Alessandro estava na delegacia registrando a denúncia de ameaça quando foi avisada sobre o assassinato na madrugada. Naquele dia, a polícia já estava em diligências, pois, de acordo com a família, a mulher tinha medida protetiva contra o ex.
Após ser avisada de que Alessandro foi assassinado, a mulher foi até a residência com os policiais e encontrou o corpo dele no quintal. A testemunha revelou à reportagem que o filho da mulher já estava monitorando Alessandro.
“Ele já cuidava dos movimentos dele e, quando Alessandro entrou, bateu de frente com o menino. Ele atingiu o adolescente com um soco e logo ele revidou com a única coisa que tinha nas mãos: a faca”, lembrou.
Facadas nas costas
Durante a madrugada, a PM esteve no local e acionou a Polícia Civil, juntamente com a equipe de perícia. Na ocasião, foram constatadas aproximadamente 10 facadas na região superior das costas de Alessandro. O casaco da vítima também estava com perfurações, indicando que a roupa possa ter sido retirada após as agressões do suspeito.
Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) também estiveram no local fazendo diligências em busca do suspeito e da arma usada no crime.
No local, foi constatada uma mancha de sangue no portão de uma residência, indicando que alguém possa ter se apoiado na estrutura. À reportagem, outra vizinha disse que ouviu um grito de socorro durante a madrugada.
“Eu só escutei alguém pedindo socorro e, depois, uma movimentação de carro e moto. Inicialmente, não fiquei com medo, mas hoje fiquei assustada com a mancha de sangue no portão. Como há movimentação de pessoas em situação de rua por aqui, pensei que fosse uma briga entre eles”, relatou.
Diante do envolvimento do adolescente, o caso será encaminhado para a Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).
Midiamax
Polícia
Mecânico foi autuado por violência doméstica e corrupção ativa; vítima segue internada com ferimentos.
16 de junho de 2026
Um mecânico de 36 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (15), no Bairro Jardim das Palmeiras, em Água Clara, acusado de agredir brutalmente a companheira, de 39 anos, até que ela desmaiasse duas vezes em via pública. Durante a prisão, ele ainda tentou subornar policiais militares para evitar a detenção, oferecendo dinheiro tanto no local quanto na delegacia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h30 e encontrou a vítima desacordada no chão, enquanto recebia atendimento de uma equipe de ambulância do Hospital Municipal.
Segundo testemunhas, o casal teria discutido em uma conveniência por motivos relacionados a ciúmes. Durante o desentendimento, o homem passou a agredir a mulher com diversos socos no rosto e no abdômen.
As agressões só foram interrompidas após a intervenção de moradores da região. A vítima foi socorrida com hematomas pelo corpo e sangramento genital, sendo encaminhada para atendimento médico. Ela permanece internada.
Ao ser abordado pelos policiais, o mecânico negou ter cometido o crime e alegou que a companheira havia caído sozinha por estar embriagada.
No entanto, durante o encaminhamento para a viatura, o suspeito ofereceu R$ 1 mil aos policiais para ser liberado. Já na Delegacia de Polícia Civil, aumentou a proposta para R$ 5 mil.
As ofertas foram recusadas imediatamente pelas equipes de segurança.
Diante dos fatos, o mecânico foi autuado em flagrante pelos crimes de violência doméstica e corrupção ativa. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Mulheres vítimas de violência ou pessoas que presenciem situações de agressão podem buscar ajuda por meio do telefone 180, que funciona 24 horas por dia oferecendo orientação e acolhimento.
Em casos de risco iminente ou emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Polícia
Réu alegou que criança teria inventado o estupro, mas sua versão foi considerada isolada e sem provas
16 de junho de 2026
Um homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão por estupro contra a enteada, de 6 anos, em Campo Grande. Os crimes aconteceram entre 2017 e 2024, e a condenação foi divulgada na segunda-feira (15).
De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o caso foi descoberto após a ex-companheira do réu desconfiar de que a própria filha estivesse sofrendo violência do pai. A filha foi ouvida em atendimento psicossocial e relatou que não sofreu abusos, mas contou que a enteada de seu pai era abusada. Ela tinha medo de ir à casa do próprio genitor.
Na época, o padrasto morava com a vítima e a mãe dela e se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com a criança para praticar o crime.
O réu foi interrogado em juízo e negou o estupro, alegando que a criança teria inventado a história por ciúmes da filha biológica. A versão do réu foi considerada isolada e sem provas pela Justiça, e ele foi condenado por estupro de vulnerável.
A pena de 18 anos e oito meses de reclusão deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Ele também foi condenado ao pagamento de R$ 5 mil à criança a título de danos morais.
Midiamax