quarta, 17 de junho, 2026
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Foragido desde junho do ano passado após matar ator Rafael Miguel e os pais em São Paulo, o empresário Paulo Cupertino Matias deixou vestígio no Paraná: um documento de identidade com novo nome, filiação e informando que nasceu em cidade de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o Portal G1, o assassino usa o nome falso de 'Manoel Machado da Silva' como um disfarce para se esconder. A Polícia Civil paranaense descobriu a fraude na segunda-feira (26) e alertou a polícia paulista, que investiga o homicídio e tenta prender o empresário.
Conforme o diretor, os institutos de identificação no Brasil não são interligados. “Se Paulo Cupertino já tivesse um RG no Estado do Paraná, ele não teria conseguido fazer um novo RG em nome de Manoel Machado da Silva porque o nosso banco de dados confrontaria essas digitais e acusaria a duplicidade. E também pela foto, no confronto facial”.
A carteira de identidade foi feita em Jataizinho, no interior do Paraná. A fraude foi descoberta com pesquisa no banco de dados, a pedido da polícia de São Paulo.
Rafael Miguel e os pais dele foram assassinados a tiros no dia 9 de junho de 2019. A família foi surpreendida por Cupertino ao chegar à casa da namorada do ator, filha do comerciante. O pai da jovem não aceitava o relacionamento.
O Campo Grande News tentou contato com o cartório de Rio Brilhante, mas estava fechado para horário de almoço.
Polícia
Mecânico foi autuado por violência doméstica e corrupção ativa; vítima segue internada com ferimentos.
16 de junho de 2026
Um mecânico de 36 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (15), no Bairro Jardim das Palmeiras, em Água Clara, acusado de agredir brutalmente a companheira, de 39 anos, até que ela desmaiasse duas vezes em via pública. Durante a prisão, ele ainda tentou subornar policiais militares para evitar a detenção, oferecendo dinheiro tanto no local quanto na delegacia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h30 e encontrou a vítima desacordada no chão, enquanto recebia atendimento de uma equipe de ambulância do Hospital Municipal.
Segundo testemunhas, o casal teria discutido em uma conveniência por motivos relacionados a ciúmes. Durante o desentendimento, o homem passou a agredir a mulher com diversos socos no rosto e no abdômen.
As agressões só foram interrompidas após a intervenção de moradores da região. A vítima foi socorrida com hematomas pelo corpo e sangramento genital, sendo encaminhada para atendimento médico. Ela permanece internada.
Ao ser abordado pelos policiais, o mecânico negou ter cometido o crime e alegou que a companheira havia caído sozinha por estar embriagada.
No entanto, durante o encaminhamento para a viatura, o suspeito ofereceu R$ 1 mil aos policiais para ser liberado. Já na Delegacia de Polícia Civil, aumentou a proposta para R$ 5 mil.
As ofertas foram recusadas imediatamente pelas equipes de segurança.
Diante dos fatos, o mecânico foi autuado em flagrante pelos crimes de violência doméstica e corrupção ativa. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Mulheres vítimas de violência ou pessoas que presenciem situações de agressão podem buscar ajuda por meio do telefone 180, que funciona 24 horas por dia oferecendo orientação e acolhimento.
Em casos de risco iminente ou emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Polícia
A ex-companheira de Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos, morto com 10 facadas, já tinha sido ameaçada mais de três vezes por ele. Um adolescente de 15 anos desferiu as...
16 de junho de 2026
A ex-companheira de Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos, morto com 10 facadas, já tinha sido ameaçada mais de três vezes por ele. Um adolescente de 15 anos desferiu as facadas em Alessandro para defender a mãe em casa, no Jardim das Macaúbas, em Campo Grande, na madrugada de segunda-feira (15).
No domingo (14), a ex havia registrado boletim de ocorrência de ameaça contra o homem. Por volta das 22h, a mulher foi até a delegacia denunciar Alessandro, enquanto o filho ficou em casa.
Segundo os relatos de conhecidos da mulher, o ex-companheiro teria passado o dia inteiro andando na região, proferindo ameaças contra ela e seus filhos e tentando invadir a residência.
“À 1h da madrugada, na terceira tentativa de invadir a casa, lá estava o menino de 15 anos, que surpreendeu o invasor. Desde o início, a polícia estava atualizada da situação, de que ela estava sendo ameaçada de morte pelo ex-marido”, contou um conhecido ao Jornal Midiamax.
‘Atentava contra a mulher e as crianças’
Diante das ameaças, testemunhas acreditavam que Alessandro pudesse tentar contra a vida da ex e de seus filhos a qualquer momento. “Esse cara não era inocente; ele atentava contra a mulher e as crianças. Se ele conseguisse fazer o que estava disposto, hoje eu teria vários velórios. O ocorrido não foi por acaso, era premeditado [por Alessandro]”, afirmou.
Segundo conhecidos da mulher, a ex-companheira de Alessandro estava na delegacia registrando a denúncia de ameaça quando foi avisada sobre o assassinato na madrugada. Naquele dia, a polícia já estava em diligências, pois, de acordo com a família, a mulher tinha medida protetiva contra o ex.
Após ser avisada de que Alessandro foi assassinado, a mulher foi até a residência com os policiais e encontrou o corpo dele no quintal. A testemunha revelou à reportagem que o filho da mulher já estava monitorando Alessandro.
“Ele já cuidava dos movimentos dele e, quando Alessandro entrou, bateu de frente com o menino. Ele atingiu o adolescente com um soco e logo ele revidou com a única coisa que tinha nas mãos: a faca”, lembrou.
Facadas nas costas
Durante a madrugada, a PM esteve no local e acionou a Polícia Civil, juntamente com a equipe de perícia. Na ocasião, foram constatadas aproximadamente 10 facadas na região superior das costas de Alessandro. O casaco da vítima também estava com perfurações, indicando que a roupa possa ter sido retirada após as agressões do suspeito.
Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) também estiveram no local fazendo diligências em busca do suspeito e da arma usada no crime.
No local, foi constatada uma mancha de sangue no portão de uma residência, indicando que alguém possa ter se apoiado na estrutura. À reportagem, outra vizinha disse que ouviu um grito de socorro durante a madrugada.
“Eu só escutei alguém pedindo socorro e, depois, uma movimentação de carro e moto. Inicialmente, não fiquei com medo, mas hoje fiquei assustada com a mancha de sangue no portão. Como há movimentação de pessoas em situação de rua por aqui, pensei que fosse uma briga entre eles”, relatou.
Diante do envolvimento do adolescente, o caso será encaminhado para a Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).
Midiamax