quarta, 17 de junho, 2026
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Depois de uma noite de pânico, duas meninas de 11 e 13 anos procuraram a polícia nesta quarta-feira (10) para denunciar o pai por estupro de vulnerável em Costa Rica, a 333 quilômetros de Campo Grande. As vítimas foram até a delegacia da cidade, depois que o homem passou a mão na filha mais nova, que precisou se esconder no banheiro para parar o abuso.
De acordo com o delegado Alexandro Mendes de Araujo, responsável pelo caso, as meninas tomaram a iniciativa de procurar a polícia depois que o pai, que é usuário de crack, abusou da filha mais nova pela primeira vez. Visivelmente abalada, a menina de 11 anos contou para a polícia que o homem estava embriagado e começou a passar a mão nas coxas e nas nádegas dela.
Assustada, a criança correu e se escondeu dentro do banheiro da casa, onde ficou até o pai ir dormir. Assim que o suspeito entrou no quarto, a menina saiu do local, mas por medo ela não conseguiu dormir. De manhã, a vítima resolveu contar para a irmã de 13 anos o que havia acontecido.
Assim que soube da história, a mais velha ficou revoltada e confessou que também era vítima do pai desde que tinha 10 anos de idade. As irmãs então foram à delegacia e contaram para o delegado, que diante da gravidade do caso foi até a residência da família e prendeu o suspeito em flagrante por estupro de vulnerável.
“A menina de 13 anos contou que desde os 10 anos era molestada pelo pai, ela passava a mão por todo o corpo dela e a ameaçava matar ela e a mãe para que não contasse a alguém. Ela inclusive contou que já havia sido agredida com um tapa na cara quando tentou parar os abusos ou começou a chorar”, relata Alexandro, que ainda destacou que mesmo em conjunção carnal, os atos são considerados estupro.
Em todo o momento as crianças relatavam a polícia como o pai era violento. Segundo o delegado, as ameaças as filhas eram ainda mais graves pelo fato do suspeito estar em regime semiaberto por conta de uma tentativa de homicídio. “Eram ameaças reais. Era nítido o medo das meninas”, explica o delegado.
Ainda conforme o delegado, os abusos aconteciam quando a mãe das crianças estava dormindo ou trabalhando, já que o marido era viciado em crack e ela era a responsável por sustentar a família. “As vítimas narram que a gravidade do vício dele era tão grande que ele já vendeu fogão, geladeira e até a roupa do corpo para comprar droga”.
O homem está preso em flagrante pelo abuso da filha mais nova, mas a prisão pode ser convertida para preventiva. Conforme o delegado, o inquérito terá indícios do crime contra as duas meninas.
Polícia
Mecânico foi autuado por violência doméstica e corrupção ativa; vítima segue internada com ferimentos.
16 de junho de 2026
Um mecânico de 36 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (15), no Bairro Jardim das Palmeiras, em Água Clara, acusado de agredir brutalmente a companheira, de 39 anos, até que ela desmaiasse duas vezes em via pública. Durante a prisão, ele ainda tentou subornar policiais militares para evitar a detenção, oferecendo dinheiro tanto no local quanto na delegacia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h30 e encontrou a vítima desacordada no chão, enquanto recebia atendimento de uma equipe de ambulância do Hospital Municipal.
Segundo testemunhas, o casal teria discutido em uma conveniência por motivos relacionados a ciúmes. Durante o desentendimento, o homem passou a agredir a mulher com diversos socos no rosto e no abdômen.
As agressões só foram interrompidas após a intervenção de moradores da região. A vítima foi socorrida com hematomas pelo corpo e sangramento genital, sendo encaminhada para atendimento médico. Ela permanece internada.
Ao ser abordado pelos policiais, o mecânico negou ter cometido o crime e alegou que a companheira havia caído sozinha por estar embriagada.
No entanto, durante o encaminhamento para a viatura, o suspeito ofereceu R$ 1 mil aos policiais para ser liberado. Já na Delegacia de Polícia Civil, aumentou a proposta para R$ 5 mil.
As ofertas foram recusadas imediatamente pelas equipes de segurança.
Diante dos fatos, o mecânico foi autuado em flagrante pelos crimes de violência doméstica e corrupção ativa. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Mulheres vítimas de violência ou pessoas que presenciem situações de agressão podem buscar ajuda por meio do telefone 180, que funciona 24 horas por dia oferecendo orientação e acolhimento.
Em casos de risco iminente ou emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Polícia
A ex-companheira de Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos, morto com 10 facadas, já tinha sido ameaçada mais de três vezes por ele. Um adolescente de 15 anos desferiu as...
16 de junho de 2026
A ex-companheira de Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos, morto com 10 facadas, já tinha sido ameaçada mais de três vezes por ele. Um adolescente de 15 anos desferiu as facadas em Alessandro para defender a mãe em casa, no Jardim das Macaúbas, em Campo Grande, na madrugada de segunda-feira (15).
No domingo (14), a ex havia registrado boletim de ocorrência de ameaça contra o homem. Por volta das 22h, a mulher foi até a delegacia denunciar Alessandro, enquanto o filho ficou em casa.
Segundo os relatos de conhecidos da mulher, o ex-companheiro teria passado o dia inteiro andando na região, proferindo ameaças contra ela e seus filhos e tentando invadir a residência.
“À 1h da madrugada, na terceira tentativa de invadir a casa, lá estava o menino de 15 anos, que surpreendeu o invasor. Desde o início, a polícia estava atualizada da situação, de que ela estava sendo ameaçada de morte pelo ex-marido”, contou um conhecido ao Jornal Midiamax.
‘Atentava contra a mulher e as crianças’
Diante das ameaças, testemunhas acreditavam que Alessandro pudesse tentar contra a vida da ex e de seus filhos a qualquer momento. “Esse cara não era inocente; ele atentava contra a mulher e as crianças. Se ele conseguisse fazer o que estava disposto, hoje eu teria vários velórios. O ocorrido não foi por acaso, era premeditado [por Alessandro]”, afirmou.
Segundo conhecidos da mulher, a ex-companheira de Alessandro estava na delegacia registrando a denúncia de ameaça quando foi avisada sobre o assassinato na madrugada. Naquele dia, a polícia já estava em diligências, pois, de acordo com a família, a mulher tinha medida protetiva contra o ex.
Após ser avisada de que Alessandro foi assassinado, a mulher foi até a residência com os policiais e encontrou o corpo dele no quintal. A testemunha revelou à reportagem que o filho da mulher já estava monitorando Alessandro.
“Ele já cuidava dos movimentos dele e, quando Alessandro entrou, bateu de frente com o menino. Ele atingiu o adolescente com um soco e logo ele revidou com a única coisa que tinha nas mãos: a faca”, lembrou.
Facadas nas costas
Durante a madrugada, a PM esteve no local e acionou a Polícia Civil, juntamente com a equipe de perícia. Na ocasião, foram constatadas aproximadamente 10 facadas na região superior das costas de Alessandro. O casaco da vítima também estava com perfurações, indicando que a roupa possa ter sido retirada após as agressões do suspeito.
Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) também estiveram no local fazendo diligências em busca do suspeito e da arma usada no crime.
No local, foi constatada uma mancha de sangue no portão de uma residência, indicando que alguém possa ter se apoiado na estrutura. À reportagem, outra vizinha disse que ouviu um grito de socorro durante a madrugada.
“Eu só escutei alguém pedindo socorro e, depois, uma movimentação de carro e moto. Inicialmente, não fiquei com medo, mas hoje fiquei assustada com a mancha de sangue no portão. Como há movimentação de pessoas em situação de rua por aqui, pensei que fosse uma briga entre eles”, relatou.
Diante do envolvimento do adolescente, o caso será encaminhado para a Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).
Midiamax