quarta, 17 de junho, 2026
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Ampla Visão
26 de agosto de 2014
‘ABACAXI’ A candidatura de Marina Silva trará mais problemas do que benefícios às pretensões de Nelsinho. Nosso perfil econômico, dependente do agronegócio, não casa com o discurso (dela) messiânico que acena para um cenário de incertezas.
PERGUNTAS que ouvi na AL: Marina mudará o Código Florestal? Ficará com os ambientalistas ou o agronegócio? Para a construção da Usina de Belo Monte? Fora de eventual 2º turno ficaria neutra outra vez ou Apoiaria Dilma ou Aécio?
COLISÕES Já ocorrem no comando de campanha do PSB e deve ecoar nos Estados onde a REDE tem representantes. No MS. fala-se que a advogada Tatiana Ujacov poderia integrar a coordenação da campanha, hoje nas mãos de Nelsinho.
‘À FRANCESA’ O prefeito Murilo, já em dificuldades de conciliar a administração de Dourados com a campanha de Eduardo Campos, não hesitará em adotar a saída sutil e simpática de passar essa missão à gente de maior identificação com Marina.
QUESTÕES: Os ganhos políticos de Murilo na atual conjuntura são duvidosos, pois o PSB não conseguiu se estruturar de forma significativa nem em Dourados. Além do mais, ele deixou de se firmar no cenário estadual com a perda da eleição ao Senado.
DÚVIDAS Até onde dura a empatia por Marina pela comoção da morte de Eduardo Campos? A campanha dela se sustentará sem a estrutura igual a dos concorrentes? Reverá seus conceitos ou se arriscará a repetir só os 19,33% dos votos de 2010?
RADICAL Se no 2º turno entre Dilma e Serra, ela lavou as mãos fazendo algumas ‘recomendações’ à candidata do PT, não se sabe o que fará se repetir o insucesso. Mas o PT irá preservá-la na campanha, desde que ela não seja uma ameaça real à Dilma.
AZAMBUJA Se for esperto não repetirá a postura fraca de Aécio Neves, carente de indignação e veemência no trato do agronegócio. Mas Azambuja precisa separar quem é eleitor de Marina e quem é eleitor de Nelsinho, para a hipótese de ir ao 2º turno.
A PROPÓSITO Vejo que as candidaturas ao governo estadual não estão atreladas à sucessão presidencial. Aliás, isso já era esperado pelo esgotamento natural do quadro partidário nacional que infelizmente não se renovou nos últimos 4 anos.
OUTRO DADO: O desempenho de Delcídio e Azambuja não conseguem até aqui beneficiar seus candidatos ao Senado. Se Antonio João não leva jeito, não agrada, Ricardo Ayache, também não seduz ou convence. Ainda fracos nas pesquisas.
EQUÍVOCO Nem sempre funciona o discurso da renovação contra a classe política na postulação ao Senado. No imaginário do eleitor, o cargo de Senador exige experiência, equilíbrio e intimidade com o universo amplo da administração pública.
PROPAGANDA Na política faz o povo sonhar com as grandezas passadas e com as glorias do futuro. Ela começou na Revolução Francesa, e foi usada nas duas Guerras Mundiais e na Revolução Comunista na Rússia. Se bem usada costuma funcionar.
COMPARAÇÃO Claro que não se pode apelar para os padrões usados por Tiririca, mas os programas dos candidatos ao Governo do MS não surpreendem. As variações decorrem do potencial de cada um deles no vídeo e do tempo disponível.
REFLEXÃO Não pode faltar nos momentos de entusiasmo. Cabe aos marqueteiros dar apenas a linguagem ao discurso político e não pensar pelos candidatos. O marketing tem que fazer a sociedade compreender as propostas e ideias dos candidatos. E só.
2º TURNO É a interrogação maior na sucessão estadual onde os envolvidos monitoram o cenário nacional. Portanto é de se questionar sim: quais os reflexos nas urnas no caso de Dilma vencer no 1º turno e Delcídio precisar disputar o 2º turno?
MEMÓRIA Nas últimas eleições prefeiturais de Campo grande, nem todos os candidatos à vereança se dedicaram de corpo e alma no 2º turno. Os derrotados ficaram desmotivados enquanto os eleitos se acomodaram com o lugar garantido.
INEVITÁVEL os questionamentos: Até onde os candidatos – derrotados e vitoriosos – companheiros do postulante ao cargo de governador que ficar de fora do 2º turno, estarão motivados com a mesma tesão em prol do candidato, um ex-adversário?
A TESE de que 2º turno é ‘outra eleição’ não é absoluta. A relatividade dela está amparada nos exemplos já registrados em todo o país e nos cenários compostos de realidades e personagens diferentes. Portanto, cada caso é um caso.
DIRETO ao ponto: Havendo 2º turno, quem votou em Azambuja votaria em Nelsinho contra Delcídio. Ainda: o eleitor de Nelsinho votaria em Azambuja para tentar derrotar Delcídio? Não há pesquisas neste sentido, mas as hipóteses já preocupam.
ABSTENÇÃO Como esquecê-la se já superou a marca dos 18%? Além dos motivos citados acima, ela pode ajudar a fazer a diferença num 2º turno. Muitos eleitores simplesmente acham que já cumpriram o dever votando no 1º turno.
RESOLVE? A nossa população evangélica em 2014 será de 51 milhões; 25,03% dos 204.578.931 brasileiros, mais que os 40 milhões de eleitores do Bolsa Família. Mas são portadores dos mesmos vícios e ambições pelo poder. Ufa! Ainda bem!
ERRATA As eleições seguintes à morte de Ari Coelho, prefeito de Campo Grande, tiveram como candidatos o vereador (vencedor) do PTB, Wilson Fadul e o deputado federal Dolor de Andrade (UDN). O governador era Fernando C. da Costa.
“Se a estrada não passa pela sua casa, mude a casa para a estrada”. (Peticov)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José