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Eleições de 2016 pesarão em 2018

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3 de setembro de 2015

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BETO PEREIRA São 9 os motivos expostos pelo deputado na petição ao TRE-MS objetivando sua desfiliação (por justa causa) do PDT pela discriminação praticada pelo presidente Dagoberto. Uma atitude corajosa à espera de guarida judicial. 
EXPLICO: Dagoberto pratica ‘reserva de mercado’. Antevendo concorrência interna no PDT, poda o crescimento de novas lideranças e mantém o controle do partido para melhor negociar alianças e candidaturas nas eleições. O caciquismo sobrevive!
AYACHE Como o PSB não faz reserva de mercado para futuras candidaturas, achou nele o partido ideal para seu projeto. Mas os petistas já ‘torceram o nariz’ para as suas justificativas ao deixar o partido e devem aumentar as críticas contra ele. 
AS OPINIÕES sobre Ayache divergem. Uma delas: bom discurso e imagem graças ao trabalho na Cassems com apoio de André, PMDB, PDT e outros partidos. Disputaria com Bernal e Marcos Trad uma vaga para o 2º turno na sucessão da capital. 
PROCEDE Em baixa e sem um bom nome, o PT toparia indicar o candidato a vice de Bernal em 2016, num acordo para 2018 onde duas vagas do Senado estarão em disputa. Para ambos, o adversário maior a derrotar é o PMDB. Concorda?
A PROPÓSITO O apetite dos petistas por cargos públicos é insaciável em todos os níveis. No Governo Federal são 25 mil companheiros em cargos de confiança. Na capital não será diferente como desdobramento pelo apoio já anunciado.  
MARCOS TRAD Diz que a volta de Bernal não o preocupa e que seu distanciamento do PMDB e de André só irá beneficiá-lo. Insiste em manter a coerência e não esconde que mantém boas relações com Reinaldo. Aliás, esse dado é ‘interessante’. 
TUCANOS Reinaldo vêm se desdobrando para dar conta das ações administrativas e tratar pessoalmente das ações políticas com vistas às eleições de 2016. As costuras nas cidades interioranas seriam prioridades. Quanto à capital, é outra conversa. 
É NATURAL que Reinaldo inclua a capital no seu projeto. Mas a volta de Bernal exige reflexão. O tucano o apoiou circunstancialmente no 2º turno, mas não há identificação pessoal e política com Bernal. É notório; são completamente diferentes!
COMPARE! Reinaldo assumiu sem a retórica do revanchismo e atraiu a simpatia da opinião pública.   Seu estilo e suas boas relações permitiram que rapidamente montasse sua equipe de governo, afinada com o ditado ‘é para frente que se anda’. 
PESADÊLO As pessoas são o que são. Não mudam.  No retorno, o mesmo Bernal amargo e rancoroso. Só contradições: se diz amadurecido, prega a união e trégua, mas anuncia revanche, caça as bruxas, repudiando qualquer oposição.  
RUI PIMENTEL Para definir Bernal recorro ao saudoso radialista para distinguir popularidade e credibilidade na vida pública. Afirmava o bom baiano: “a popularidade não garante capacidade e nem credibilidade. São coisas distintas”.  
ENFIM... Tenho sérias dúvidas de que o pessoal no entorno de Bernal possa persuadi-lo a mudar de postura. Pura submissão; faltam vontade e capacidade de influenciar.  A queda de cabelos e o aumento de peso - as únicas mudanças visíveis nele.
ESTRANHO A capital, que já teve Nilda Coelho, Suely Fonseca, Elizabethi Puccinelli, Antonieta Amorim e Andréia Olarte no honroso posto de 1ª. Dama, ainda não conhece a atual. Será que agora, Bernal finalmente vai apresentá-la à cidade?
ROSE Conferi na governadoria o apreço de Reinaldo pela sua vice. Não esquece o papel relevante dela naquelas eleições. E as várias candidaturas na capital ajudaria Rose, que a exemplo de João Rocha, votou pela cassação de Bernal. Lembra?
A POLÍTICA é dinâmica; nela não sobrevive quem tenha‘problemas estomacais’. Vale a regra: ‘amanhã é outro dia. ’ As justificativas variam; ideologia, questões partidárias e foro íntimo. Tudo graças a falta de memória e a cumplicidade do eleitor. 
LEMBRETE Embora não se deve discutir sobre as decisões judiciais, todas elas são passíveis de recursos. Nos meios forenses questiona-se os dois votos que divergiram do voto do desembargador Divoncir, visto como perfeito quanto ao mérito. 
VERGONHA O Planalto sem dinheiro para pagar as terras invadidas pelos índios no MS, mas gastará US$4,5 bilhões na compra de 36 caças suecos. Com a grana de apenas um deles resolveria essa questão, evitando o agravamento do problema. 
INVERTEMOS as prioridades: gastamos no Haiti, Venezuela e África; esquecemos dos problemas internos. Os números das vítimas da violência  assustadores; as prisões e os hospitais públicos sangrando. E a Dilma só viajando na maionese. 
INCOERÊNCIA Gastou-se fortunas (superfaturadas) com a Copa e repete-se agora a dose com as Olimpíadas. Prioridades para o jeito petista de governar. Mas a questão da terra indígena vai sendo empurrada com a barriga. Até quando isso?
O CIRCO Os deputados Zé Teixeira e Barbosinha conhecem a fundo o problema, mas suas reclamações não são ouvidas pelos nossos senadores e o ministro Zé Eduardo, da Justiça, uma figura controvertida, o rei da encenação, sem credibilidade. 
REFLEXÃO Para assistir a uma palestra do Juiz Sergio Moro – sobre ‘colaboração premiada’ - paga-se R$ 20,00 ou 5 Kg de ração canina. Já o ex-presidente Lula faturou R$ 27 milhões com ‘palestras’ em apenas 3 anos. Um país de brincadeira!
“Não se faz política com fígado, guardando rancor na geladeira.” (Ulysses Guimarães)

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José