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Sim Pai

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3 de julho de 2020

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Sim Pai
PALAVRA –Evangelho - Mateus 11:25-30 -  25 
Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. 27Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
MENSAGEM - O Mundo de hoje se preocupa em mostrar a grandeza dos Poderosos. Deus demonstra a grandeza dos Humildes. As Leituras Bíblicas confirmam essa verdade. A 1a Leitura descreve a volta do Rei vitorioso a Jerusalém. (Zc 9,9-10) O povo aguardava uma entrada triunfal e o profeta Zacarias anuncia uma entrada humilde e pacífica, montando não um cavalo de guerra, mas um jumento. Esta profecia faz lembrar a entrada de Jesus em Jerusalém. O povo esperava um Rei messiânico poderoso. E Jesus não se impõe pelo luxo ou pela força de um exército poderoso, mas montando um jumentinho, levando a todos a paz. Com este gesto, provará que conquistará o coração dos homens, com o seu amor... não pelas armas. Na 2ª Leitura, Paulo ensina que a vida “segundo a carne” gera morte; e que a vida “segundo o Espírito”, que recebemos no Batismo, gera vida. (Rm 8,9.11-13) O Evangelho narra o retorno dos Apóstolos da 1a Missão Apostólica. (Mt 11,25-30). Os Apóstolos voltam cansados, mas alegres e exultantes, por terem expulsado até os demônios. Jesus os escuta com muita atenção e interesse: muitos aceitaram sua pregação... outros não... Jesus faz uma oração de louvor, porque a proposta de salvação encontrou acolhimento no coração dos humildes: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, 
porque escondestes estas coisas aos sábios e inteligentes e os revelastes aos pequeninos.” Os Grandes e poderosos, os sábios e inteligentes não perceberam a presença do Reino de Deus e não acolheram a sua mensagem... Os Pequenos, os pobres, os humildes, os marginalizados acolheram com entusiasmo a sua palavra e o seu Reino. Deus nega-se aos doutos ensoberbecidos pela própria ciência, e se revela aos simples, conscientes da própria pequenez. Deus goza com os humildes, por pobres e pecadores que sejam..., e resiste aos soberbos, por mais santos que imaginem ser. E Jesus acrescenta: “SIM PAI, porque assim foi do teu agrado” : Oração despercebida, mas lema de vida para muitos (inclusive meu)... Sim Pai: atitude de Cristo: sua vida foi um contínuo SIM PAI..., mesmo agora que desejava que todos acolhessem a boa nova..., no horto das Oliveiras..., no Pai Nosso... Sim Pai deve ser também o nosso caminho da Salvação. É a vontade de Deus, vivida como se manifesta a cada momento... Dizendo Sim Pai, algo maravilhoso vai acontecer. Será o princípio de uma vida nova e a origem de um novo amor. Quem vive esse SIM PAI: encontra a Paz, que Cristo veio trazer. E Jesus faz um CONVITE: “Venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso..., porque a minha carga é suave e o meu fardo é leve”. Jesus vai tirar a carga pesada que os sábios e inteligentes haviam criado para o povo. Em troca, ele traz um novo modo de viver na justiça e na misericórdia. Cansados e aflitos são todos os que sofrem na vida. São os pobres de Deus, aos quais Jesus dirige sua alegre notícia 
e entre os quais ele se sente como um deles. Na vida quanta miséria humana: quantos problemas, quantos sofrimentos quanta desilusão e quanto amor negado! Há problemas que não tem solução, há dor que nenhum analgésico cura, há escuridão onde a luz não penetra! E Cristo nos repete: “Venham a mim vocês todos que estão cansados..., e eu os aliviarei...” Só ele poderá aliviar o peso de nossos sofrimentos... Quando os planos de Deus não correspondem aos nossos, rezemos com generosidade: “SIM PAI, porque assim foi do teu agrado...” Estou convencido que muito mais Paz começará a reinar em nosso coração... Senhor abre nossos ouvidos e nossos olhos para que possamos ver e ouvir o que é bom e justo. 
Clareia a nossa mente para podermos entender o significado profundo de nossa existência. Fazei que busquemos a sabedoria que vem de vós. Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 05.07.2020

Notícias Diocesanas e Eclesiais
Domingo - 05 de julho – Ordenação Presbiteral João Pedro Souza – Paróquia N.S. Perpétuo Socorro, Coxim-MS - (transmissão redes sociais Diocese Coxim)

CARIDADE da IGREJA CATÓLICA ITALIANA - em tempo de pandemia.
Até agora investiu mais de 230 milhões de Euro, já destinados à edilícia de culto.
- 16,5 milhões para as primeiras necessidades alimentares.
- 08,4 milhões para Hospitais e estruturas sanitárias.
- 200 milhões para pessoas e famílias em situação de pobreza ou para associações que operam
para a superação da emergência.
- 09 milhões aos Países africanos e outros Países pobres.
- 2.000 leitos para estruturas diocesanas a disposição da Proteção Civil para Médicos,
Enfermeiros, pessoas em quarentena ou sem moradia fixa.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José