quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Após a família de Tom Veiga querer exumar o corpo do intérprete de Louro José por suspeitarem de envenenamento, mais uma polêmica veio à tona. Dessa vez, a ex-empregada do artista afirmou que a relação entre ele e a ex-mulher Cybelle não era das melhores, e que a empresária teria até chegado a agredi-lo.
Segundo a coluna de Leo Dias, que teve acesso ao depoimento de Josenilde Cássia Santos Silva, Cybelle era muito ciumenta. A funcionária de Tom Veiga trabalhou para ele durante pouco mais de um ano, e testemunhou situações bem tensas entre o casal. Ela prestou depoimento no 15º Serviço Notarial da Barra da Tijuca, no dia 4 de dezembro de 2020.
Josilene afirmou que Tom a via como uma pessoa “de grande confiança, inclusive confidenciando assuntos de sua vida pessoal”. A funcionária contou que em 4 de setembro de 2020, dois meses antes da morte do ator, ele teria levado uma “surra” da esposa, que partiu para cima dele com uma garrafa de vinho quebrada. Com medo de morrer, Tom fugiu da casa dos dois legando apenas um short e os documentos.
“Neilton [nome real de Tom Veiga] e Cybelle discutiram, o que fez Neilton se recolher para o quarto por volta das 14h, enquanto Cybelle se manteve no andar debaixo da casa. Por volta das 18h, Neilton desceu de seu quarto e foi para a varanda da casa, onde ficou mexendo no aparelho celular e tomando vinho. Cybelle foi até Neilton para retomar a discussão. Neilton se recusou a conversar com Cybelle e se manteve sentado, tomando vinho e mexendo em seu aparelho celular. Cybelle, então, aumentou o tom de voz e começou a provocá-lo, mas sem que ele reagisse, retornou para a sala e lá ficou. Por volta das 19h30, [a empregada] deixou a casa de seu patrão, pois havia ficado além de seu horário habitual, porque estava aguardando um vizinho que lhe faria uma doação de cestas básicas. Ficou preocupada em deixar a casa de seu patrão com aquele clima pesado, mas entendeu que a briga do casal não passaria das discussões. Ao retornar para trabalhar na terça-feira, dia 8 de setembro de 2020, não encontrou o carro de seu patrão na porta de casa e estranhou. Ingressou na casa e encontrou Cybelle. Ao indagar Cybelle, perguntando sobre seu patrão como de costume, Cybelle disse: ‘Só esperei você sair. Dei muito nele. Dei até ele não aguentar mais”, dizia o trecho.
“Recebeu, na sequência da sua chegada, uma mensagem de Neilton dizendo que precisava falar com ela quando ela estivesse fora da casa, voltando do trabalho. Assim ela fez e, ao sair do trabalho, ligou para Neilton. Neilton então contou tudo o que aconteceu no dia 4 de setembro. Relatou a ela, com detalhes, a surra que levou e que teve que fugir de casa temendo pela sua vida. Neilton disse a ela que Cybelle só
esperou ela sair para agredi-lo verbalmente e fisicamente. Como ele não reagiu às agressões físicas, ela tomou dele a taça de vinho e tacou na parede. Neilton disse que ela ainda teria outras 11 taças para quebrar e que ele não reagiria. Ele, então, entrou em casa e ela foi atrás, batendo nele com toda a vontade. Ele caiu no sofá e ela seguiu batendo nele e dizendo: ‘Reage seu cuzão, reage’. A todo tempo ela dizia que faria ele reagir para então acabar com a carreira dele. Ela também dizia para ligar para o advogado, pois ela queria o divórcio. Ele conseguiu se desvencilhar e retornou para a varanda, quando ela, então, pegou a garrafa de vinho e bateu contra o braço dele. Ele disse a Josenilde que seguiria apanhando sem reagir, pois sabia que ela queria levar o assunto para a mídia. Na sequência, ela quebrou a garrafa de vinho e partiu na direção dele com a garrafa quebrada, foi aí que ele percebeu que sua vida estava em risco, pois, ao ver que ele realmente não reagiria, Cybelle partiu para matá-lo. Por isso, ele correu pelo jardim, pegou o controle da garagem e fugiu descalço, apenas com o short que vestia, sem documentos, sem dinheiro e sem celular. Ele realmente teve medo de morrer e, depois de ter sido socorrido por amigos próximos, foi para um hotel, onde ficaria até que Cybelle saísse da casa para nunca mais voltar”, continuou.
Depois da briga, Tom teria pedido para a empregada chamar o chaveiro, para que todas as fechaduras da casa fossem trocadas. Nesse tempo, Cybelle já tinha parado de morar com ele. O ator também teria falado com o condomínio para não deixar que ela tivesse acesso à casa dele. Tom colocou câmeras por toda
propriedade e pedia que Josilene dormisse na casa, por medo de ficar sozinho.
A funcionária também disse que ele repetia: “Ela [Cybelle] tentou me matar. Ela tentou me matar. Ela ficou um monstro e, eu, uma formiguinha. Se eu não saísse, ela ia acabar com a minha vida. Do jeito que ela estava descontrolada, a vontade dela era acabar com a minha vida”, finaliza.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José