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No relato, o artista ainda contou que perdeu um compromisso profissional por causa da doença. “Infelizmente tenho que admitir que estou doente com esse problema de demência e esquecimento! Então é isso! Orem por mim”, pediu.
29 de fevereiro de 2024
(Istoe/ LETÍCIA SENA)
Em uma série de Stories no Instagram, o humorista Pedro Manso, 51, revelou que foi diagnosticado com demência. Na segunda-feira, 26, ele abriu o coração ao contar que tem enfrentado problemas de memória e esquecimento recentemente. “Estou passando por um problema muito sério de demência, esquecimento muito sério. E hoje resolvi passar para vocês e cheguei a essa conclusão, não queria acreditar, mas infelizmente tenho que aceitar e pedir a Deus que me dê a cura e me proteja, e alertar a muitos que possam estar passando por esse mesmo problema”, desabafou Pedro.
No relato, o artista ainda contou que perdeu um compromisso profissional por causa da doença. “Infelizmente tenho que admitir que estou doente com esse problema de demência e esquecimento! Então é isso! Orem por mim”, pediu.
Manso disse que sua mãe teve Alzheimer, uma das formas mais comuns de demência, mas que acredita que não está com a mesma doença. Ele disse que vai procurar um especialista para fazer um diagnóstico e um tratamento adequados. “A situação está se agravando muito rápido. Eu, às vezes, esqueço de ligar para os meus amigos mais chegados, às vezes, me pedem para gravar vídeo e eu acho que tinha gravado e esqueço de mandar”, finalizou.
“A falta de memória é uma das queixas mais comuns no consultório neurológico e pode ser decorrente de várias causas, entre elas, as demências que são mais comuns a partir da quinta década de vida e geralmente cursa com uma perda progressiva de memória recente – que depois vai progredindo e dificultando as atividades do indivíduo e culmina por incapacita-lo”, inicia o profissional.
Diagnóstico
O diagnóstico precoce pode ajudar a prevenir a piora da doença aliada com um tratamento imediato. Para saber se tem demência, basta fazer um teste genético e um exame de sangue.
Prevenção
Ter bons hábitos como uma alimentação saudável, beber bastante água, não fumar, não ingerir drogas, não ser fumante, fazer exercícios físicos constantes e dormir bem, pode ajudar a inibir a doença, mas não garante evitá-la.
Tratamento
Não há tratamento curativo para essa condição degenerativa. Os tratamentos geralmente reduzem a velocidade da piora não havendo cura. Remédios, terapias de estimulacão cognitiva e atividade física podem ajudar a amenizar a doença.
Video
O governo de Lula (PT) apresenta um desempenho...
3 de mar�o de 2025
O governo de Lula (PT) apresenta um desempenho superior ao de Jair Bolsonaro (PL) em áreas como educação e direitos humanos, segundo pesquisa da AtlasIntel em parceria com a CNN Brasil. O levantamento, realizado entre 24 e 27 de fevereiro com 2.595 entrevistados, aponta que em dez das dezoito áreas analisadas, Lula se destaca, incluindo educação, turismo e políticas sociais. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Recentemente, Lula anunciou o pagamento da primeira parcela do programa Pé de Meia, que visa incentivar a permanência de alunos no ensino médio. A bolsa, no valor de R$ 1.000, foi paga na terça-feira, dia 25. Apesar dos avanços em educação, o governo Lula enfrenta críticas na área de segurança pública, onde obteve um desempenho inferior ao de Bolsonaro, conforme a pesquisa.
Além da segurança, outras áreas em que o governo Lula teve desempenho abaixo do antecessor incluem responsabilidade fiscal e controle de gastos, imposto e carga fiscal, e transportes. A segurança pública, em particular, é uma preocupação crescente entre os brasileiros, conforme ressaltado em uma pesquisa anterior da AtlasIntel/Bloomberg.
Por outro lado, em quatro áreas, os resultados foram considerados empate técnico, incluindo saúde e meio ambiente. A pesquisa reflete a percepção dos eleitores sobre as políticas e ações dos dois governos, destacando as áreas de maior e menor eficácia.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.