quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Pelo visto, não foram apenas os sul-mato-grossenses que se surpreenderam com a queda de temperatura no Estado. De volta à região pantaneira para gravar as últimas cenas da novela Pantanal, o elenco da rede Globo viveu um grande ‘perrengue’ nesta terça-feira (17) – quando a sensação termina atingiu -1°C em MS – e precisou comprar casacos de última hora em Aquidauana, a 148 quilômetros de Campo Grande, para conseguir se proteger do frio.
Inicialmente, o registro foi compartilhado pelo ator Marcos Palmeira – que interpreta o personagem José Leôncio na trama. “Comprando casado em #Aquidauana. Muita emoção com tanto carinho. #Pantanal”, escreveu nos stories. Para quem passava pela região central da cidade no momento, o sentimento foi ainda maior.
Solange Aparecida Alvarenga Salina, 46 anos, trabalha como auxiliar de serviços gerais. Ela contou ao MidiaMAIS que passeava pela região quando avistou duas caminhonetes parando em frente a uma loja de vestuário. Ao chegar mais perto, viu que o passageiro era ninguém menos que Marcos Palmeira.
“Eu trabalho ali na região, eu estava atravessando a rua. Foi quando vi duas caminhonetes por volta de 9h40 da manhã. Quando cheguei a 20 metros da caminhonete vi que era o Marcos Palmeira”, recorda a mulher, emocionada.
Solange estava acompanhada da amiga e ambas tiraram foto do ator, que, por sinal, estava acompanhado de Dira Paes. No local, os atores tiraram foto e compraram casacos para o elenco todo de 'Pantanal'. Segundo os artistas aos moradores de Aquidauana, está muito frio na região onde está sendo realizada a gravação. Além disso, ninguém da equipe tinha levado casaco.
“Da outra vez eles passaram calor e agora estão passando frio”, brincou Solange.
Video
O governo de Lula (PT) apresenta um desempenho...
3 de mar�o de 2025
O governo de Lula (PT) apresenta um desempenho superior ao de Jair Bolsonaro (PL) em áreas como educação e direitos humanos, segundo pesquisa da AtlasIntel em parceria com a CNN Brasil. O levantamento, realizado entre 24 e 27 de fevereiro com 2.595 entrevistados, aponta que em dez das dezoito áreas analisadas, Lula se destaca, incluindo educação, turismo e políticas sociais. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Recentemente, Lula anunciou o pagamento da primeira parcela do programa Pé de Meia, que visa incentivar a permanência de alunos no ensino médio. A bolsa, no valor de R$ 1.000, foi paga na terça-feira, dia 25. Apesar dos avanços em educação, o governo Lula enfrenta críticas na área de segurança pública, onde obteve um desempenho inferior ao de Bolsonaro, conforme a pesquisa.
Além da segurança, outras áreas em que o governo Lula teve desempenho abaixo do antecessor incluem responsabilidade fiscal e controle de gastos, imposto e carga fiscal, e transportes. A segurança pública, em particular, é uma preocupação crescente entre os brasileiros, conforme ressaltado em uma pesquisa anterior da AtlasIntel/Bloomberg.
Por outro lado, em quatro áreas, os resultados foram considerados empate técnico, incluindo saúde e meio ambiente. A pesquisa reflete a percepção dos eleitores sobre as políticas e ações dos dois governos, destacando as áreas de maior e menor eficácia.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.