quinta, 04 de junho, 2026
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A 3ª temporada de La Casa de Papel chegou ao fim com seu famoso grupo de ladrões em grandes apuros. E deu a deixa para os fãs: o bando liderado pelo Professor (Álvaro Morte) encararia o mais absoluto caos na 4ª temporada da série espanhola, que estreia na sexta-feira, 3, na Netflix.
Mais uma vez, o plano perfeito do Professor – desta vez, o roubo ao Banco da Espanha – saiu do controle. Logo no primeiro episódio da nova temporada, Nairóbi (Alba Flores) aparece entre a vida e a morte, após levar um tiro de um franco-atirador da polícia, e a ex-inspetora Raquel, agora Lisboa (Itziar Ituño), sendo interrogada depois de ser capturada. E Lisboa, amor da vida do Professor, enfrenta o dilema de preservar os companheiros ou entregar todos para não ir à prisão e perder a guarda da filha.
O universo do grupo está em colapso. Crises, brigas, traumas, traições, reviravoltas, descontroles, e a polícia fechando o cerco. E, ainda assim, eles precisam correr contra o tempo e manter o plano de roubar o ouro de dentro do banco, para poderem sair vivos de lá.
Na semana passada, Álvaro, Alba e também Darko Peric e Luka Peros, intérpretes, respectivamente, de Helsinki e Marsella, falaram sobre La Casa de Papel e a nova temporada, em uma videoconferência com jornalistas da América Latina, do qual o jornal O Estado de S. Paulo participou. Todos, claro, em suas respectivas casas. Os quatro atores estão na Espanha, que já ultrapassou a China no número de casos de coronavírus. A reportagem do Estado perguntou a eles sobre a situação preocupante do país e de como estão se cuidando. “As cifras de contágio, de falecimentos apresentados todos os dias…
Temos todos que levar isso muito a sério, sermos responsáveis, e ficarmos em casa”, diz Álvaro.
Darko contou que eles estavam há duas semanas confinados. “Cuidar-se. Cuidar uns dos outros”, aconselha ele. “O mesmo aqui”, emenda Luka. “Tem que se cuidar muito, isso não é brincadeira, é muito sério. Temos que ter paciência, isso passará com certeza, mas com muito tempo”, completa o ator. Alba disse também que o momento exige responsabilidade e de se ficar em casa. “E estou muito orgulhosa dos profissionais de saúde aqui de Madri, de toda a Espanha e do mundo também. Saímos todos os dias nas janelas para aplaudi-los”, afirma a atriz.
Alba interpreta uma das personagens populares da série. Aliás, Nairóbi foi ganhando espaço, e relevância, ao longo das temporadas. É dela frases marcantes, como ‘Que comece o matriarcado’. Muito disso é mérito da atriz, que personaliza Nairóbi com sua atuação. Não é possível imaginar outra atriz nesse papel. Sobre essa transição de sua personagem, Alba diz que ficou surpresa, mas também acredita que tem sorte.
Nesta 4ª temporada, Nairóbi está no cerne do caos, como um desdobramento do que aconteceu na temporada anterior. Ali, ela caiu na isca da polícia e foi atingida com um tiro, e agora, está lutando pela vida. Essa situação extrema faz com que todos os companheiros voltem seus esforços para salvá-la. Eles baixam a guarda enquanto os inimigos, no lado de dentro e de fora do banco, aproveitam para avançar algumas casas nesse jogo.
Juntam-se a isso a captura de Lisboa, a desestabilização do Professor quando a polícia forja a morte de sua amada, os traumas de Rio (Miguel Herrán) após ser submetido a torturas, entre outros percalços que não podemos citar aqui. “Dentro do Banco da Espanha, vai se desenvolver muito a idiossincrasia do grupo, quem é leal a quem, a parte das relações pessoais entre os membros do grupo. Também, nesta temporada, há movimento nesse sentido. Parece que, em vez de unir mais o grupo, num momento de tanto estresse, eles estão se separando”, analisa Alba.
Assim como o público, os atores contam que também são pegos de surpresa pelo roteiro. “Te surpreendem. Eu não sabia que Helsinki é gay. Não é como qualquer série de suspense, de ação”, diz Darko.
Produção bem-sucedida da Netflix, La Casa de Papel pode ganhar outra temporada. Álvaro conta que procura não pensar na pressão que naturalmente o sucesso da série traz. “Falo por mim: temos que deixar fora do set essa pressão; se não, fica impossível se concentrar. Se você está pensando que tem que cobrir uma expectativa, você não vai conseguir dar 100% do que quer dar diante da câmera”, diz o ator. “Quando estamos trabalhando, deixamos tudo isso à parte e nos contentamos com o que estamos fazendo. Trabalhar com coração, 100%, com todo amor do mundo.”
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José