sexta, 24 de julho, 2026
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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.
Saúde
Dados coletados entre 2016-2017 e 2020-2023 indicam redução significativa na prevalência do HPV, mesmo com baixa cobertura vacinal entre jovens no país.
24 de julho de 2026
Uma pesquisa realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, apontou uma redução de aproximadamente 50% na prevalência dos principais tipos de HPV entre jovens brasileiros após a implementação da vacinação. Os dados, coletados em dois períodos distintos, mostram que a presença do vírus caiu de 14,98% para 7,95%, indicando a eficácia do imunizante na população de 16 a 25 anos.
A pesquisa Pop-Brasil analisou amostras de mais de 16 mil jovens em duas fases: a primeira, com 6.388 participantes não vacinados, e a segunda, com mais de 10 mil participantes, incluindo vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde de diferentes regiões do país, focando na faixa etária de 16 a 25 anos, considerada a de maior risco de infecção por HPV, devido ao início da atividade sexual.
Apesar de a cobertura vacinal ainda estar abaixo do ideal, com 61,8% entre mulheres e 31,1% entre homens, a vacinação demonstrou efeito significativo na redução da prevalência dos tipos de HPV cobertos pela vacina. Nas mulheres, a prevalência caiu de 15,6% na primeira fase para 3,1% na segunda. Entre os homens vacinados, a redução foi de 13,8% para 4,6%, embora não tenha havido mudança estatisticamente significativa entre os não vacinados, devido à baixa cobertura nesse grupo.
A pesquisa identificou também um efeito de imunidade de rebanho, com diminuição na prevalência do HPV mesmo entre as mulheres não vacinadas, que passaram de 10,5% para valores inferiores na segunda fase. Essa tendência indica que altas taxas de vacinação ajudam a reduzir a circulação do vírus na população.
O estudo reforça que o esquema de uma dose da vacina, atualmente adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é eficaz, já que não houve diferença na prevalência do vírus entre quem recebeu uma, duas ou três doses. A vacinação contra HPV no SUS começou em 2014, inicialmente para meninas, e foi ampliada para meninos em 2017. Em 2024, o esquema passou de duas para uma dose. A cobertura vacinal, no entanto, ainda precisa ser ampliada para alcançar o percentual ideal de 90%.
O HPV é o principal causador do câncer de colo do útero e também pode afetar outros órgãos. A vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos de vírus oncogênicos, contribuindo para a prevenção de doenças relacionadas.
Julho Amarelo
Silenciosas e, muitas vezes, sem apresentar sintomas por anos, as hepatites virais continuam sendo um desafio para a saúde pública. Com o objetivo de incentivar o diagnóstico...
24 de julho de 2026
Silenciosas e, muitas vezes, sem apresentar sintomas por anos, as hepatites virais continuam sendo um desafio para a saúde pública. Com o objetivo de incentivar o diagnóstico precoce e ampliar a conscientização da população, a Prefeitura de Coxim promove neste sábado (25) uma mobilização especial dentro da campanha Julho Amarelo.
A ação será realizada das 8h às 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em formato drive-thru, permitindo que moradores façam o teste de forma rápida, gratuita e com total sigilo.
Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Serviço de Assistência Especializada (SAE), a iniciativa oferecerá testes rápidos para identificação das hepatites B e C, doenças que podem evoluir de forma silenciosa e provocar danos graves ao fígado quando não diagnosticadas e tratadas a tempo.
Além da testagem, profissionais da saúde estarão disponíveis para orientar a população sobre as formas de transmissão, prevenção, vacinação e tratamento das hepatites virais, esclarecendo dúvidas e incentivando o cuidado com a saúde.
O formato drive-thru foi escolhido para facilitar o acesso da população, permitindo que motoristas e pedestres sejam atendidos com agilidade durante toda a manhã.
Segundo a organização, o exame é realizado em poucos minutos e o atendimento ocorre de maneira reservada, garantindo a confidencialidade dos resultados e o encaminhamento adequado caso algum teste apresente resultado positivo.
O Julho Amarelo é uma campanha nacional voltada ao enfrentamento das hepatites virais, doenças que, em muitos casos, permanecem sem sintomas durante anos, dificultando o diagnóstico precoce.
Por isso, as autoridades de saúde reforçam que realizar o teste, mesmo na ausência de sintomas, é uma das formas mais eficazes de identificar precocemente a infecção, iniciar o tratamento quando necessário e interromper a cadeia de transmissão.
A Secretaria Municipal de Saúde convida toda a população de Coxim a participar da mobilização, destacando que cuidar da própria saúde também é um gesto de proteção à família e à comunidade. A expectativa é ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer a conscientização sobre uma doença que pode ser prevenida, controlada e tratada quando descoberta no momento certo.