sexta, 24 de julho, 2026
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Silenciosas e, muitas vezes, sem apresentar sintomas por anos, as hepatites virais continuam sendo um desafio para a saúde pública. Com o objetivo de incentivar o diagnóstico precoce e ampliar a conscientização da população, a Prefeitura de Coxim promove neste sábado (25) uma mobilização especial dentro da campanha Julho Amarelo.
A ação será realizada das 8h às 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em formato drive-thru, permitindo que moradores façam o teste de forma rápida, gratuita e com total sigilo.
Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Serviço de Assistência Especializada (SAE), a iniciativa oferecerá testes rápidos para identificação das hepatites B e C, doenças que podem evoluir de forma silenciosa e provocar danos graves ao fígado quando não diagnosticadas e tratadas a tempo.
Além da testagem, profissionais da saúde estarão disponíveis para orientar a população sobre as formas de transmissão, prevenção, vacinação e tratamento das hepatites virais, esclarecendo dúvidas e incentivando o cuidado com a saúde.
O formato drive-thru foi escolhido para facilitar o acesso da população, permitindo que motoristas e pedestres sejam atendidos com agilidade durante toda a manhã.
Segundo a organização, o exame é realizado em poucos minutos e o atendimento ocorre de maneira reservada, garantindo a confidencialidade dos resultados e o encaminhamento adequado caso algum teste apresente resultado positivo.
O Julho Amarelo é uma campanha nacional voltada ao enfrentamento das hepatites virais, doenças que, em muitos casos, permanecem sem sintomas durante anos, dificultando o diagnóstico precoce.
Por isso, as autoridades de saúde reforçam que realizar o teste, mesmo na ausência de sintomas, é uma das formas mais eficazes de identificar precocemente a infecção, iniciar o tratamento quando necessário e interromper a cadeia de transmissão.
A Secretaria Municipal de Saúde convida toda a população de Coxim a participar da mobilização, destacando que cuidar da própria saúde também é um gesto de proteção à família e à comunidade. A expectativa é ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer a conscientização sobre uma doença que pode ser prevenida, controlada e tratada quando descoberta no momento certo.
Saúde
Pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O...
21 de julho de 2026
Pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da edaravona à rede pública, ampliando as alternativas terapêuticas para pessoas que enfrentam a doença em seus estágios iniciais.
A medida representa um avanço na assistência aos pacientes e deverá beneficiar pessoas em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul. A expectativa é que o medicamento passe a ser disponibilizado pelo SUS após a conclusão dos procedimentos necessários para sua implementação, prevista para ocorrer em até 180 dias.
A edaravona será indicada para adultos diagnosticados com ELA nos graus 1 e 2 da enfermidade e que apresentem evolução da doença de até dois anos.
O medicamento atua reduzindo o estresse oxidativo nas células nervosas, mecanismo que pode contribuir para retardar a progressão da doença em pacientes que atendam aos critérios clínicos definidos pelos especialistas.
Embora não represente a cura da ELA, a terapia é considerada um importante recurso para preservar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurológica degenerativa que compromete os neurônios motores, responsáveis por transmitir os comandos do cérebro aos músculos do corpo.
Com a evolução da enfermidade, o paciente passa a apresentar fraqueza muscular progressiva, dificuldades para caminhar, falar, engolir e, nos casos mais avançados, para respirar.
Apesar dos avanços científicos, a doença ainda não possui cura, tornando fundamental o diagnóstico precoce e o acesso aos tratamentos disponíveis.
Um dos principais obstáculos no enfrentamento da ELA é a identificação da doença. Como não existe um exame laboratorial específico capaz de confirmar o diagnóstico, os médicos precisam reunir informações clínicas, exames de imagem e testes neurológicos para excluir outras enfermidades com sintomas semelhantes.
Esse processo pode levar vários meses, retardando o início do tratamento e o acompanhamento especializado.
A incorporação da edaravona ao SUS representa uma notícia importante também para pacientes de Coxim e da região norte de Mato Grosso do Sul, que dependem da rede pública para o tratamento de doenças de alta complexidade.
Mesmo quando o atendimento especializado é realizado em centros de referência, como Campo Grande, a oferta do medicamento pelo SUS pode reduzir barreiras de acesso e garantir mais qualidade de vida aos pacientes que convivem com a ELA.
Especialistas destacam que, além da medicação, o acompanhamento multidisciplinar envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos continua sendo essencial para preservar a autonomia e oferecer melhores condições de vida às pessoas diagnosticadas com a doença.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos produzidos pela farmacêutica francesa...
21 de julho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos produzidos pela farmacêutica francesa Excelvision, especializada na fabricação de colírios e géis oftálmicos. A medida tem caráter preventivo e foi adotada após autoridades sanitárias da França identificarem falhas nas condições de produção da empresa.
A decisão repercute em todo o país e serve de alerta para pacientes que fazem uso de medicamentos para tratamento de doenças oculares, incluindo moradores de Coxim e da região norte de Mato Grosso do Sul.
A suspensão foi adotada depois que uma inspeção realizada pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM), em junho deste ano, apontou irregularidades no cumprimento das boas práticas de fabricação.
Segundo os órgãos de vigilância, foram encontradas deficiências relacionadas principalmente aos procedimentos necessários para garantir a esterilidade dos medicamentos, requisito considerado essencial para produtos destinados ao uso nos olhos.
Diante do resultado da fiscalização, foi emitido um alerta sanitário internacional, levando diversos países a reforçarem o monitoramento sobre os produtos fabricados pela empresa.
Com a determinação da Anvisa, nenhum medicamento produzido pela Excelvision poderá ser importado para o Brasil enquanto a fabricante não comprovar que corrigiu as irregularidades apontadas pelas autoridades sanitárias.
A restrição vale para todos os medicamentos fabricados pela empresa, independentemente da marca comercial, da apresentação ou do lote.
A medida não significa que pacientes devam interromper tratamentos por conta própria. Especialistas orientam que qualquer dúvida sobre medicamentos oftálmicos seja esclarecida com o médico responsável ou com o farmacêutico antes de qualquer substituição.
Caso seja necessário, os profissionais de saúde poderão indicar alternativas terapêuticas registradas e autorizadas para comercialização no país.
Em Coxim, onde colírios e outros medicamentos oftalmológicos são amplamente utilizados por pacientes em tratamentos de alergias, infecções, glaucoma, olho seco e no pós-operatório de cirurgias, a decisão reforça a importância da fiscalização sanitária para garantir que apenas produtos seguros cheguem às farmácias.
Embora a suspensão seja direcionada à importação dos medicamentos da fabricante francesa, a orientação para consumidores é adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados e sempre observar a procedência dos produtos.
A Anvisa informou que a restrição permanecerá em vigor até que a empresa comprove o cumprimento integral das normas internacionais de qualidade e segurança exigidas para a fabricação de medicamentos estéreis.