terça, 21 de julho, 2026
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Pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da edaravona à rede pública, ampliando as alternativas terapêuticas para pessoas que enfrentam a doença em seus estágios iniciais.
A medida representa um avanço na assistência aos pacientes e deverá beneficiar pessoas em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul. A expectativa é que o medicamento passe a ser disponibilizado pelo SUS após a conclusão dos procedimentos necessários para sua implementação, prevista para ocorrer em até 180 dias.
A edaravona será indicada para adultos diagnosticados com ELA nos graus 1 e 2 da enfermidade e que apresentem evolução da doença de até dois anos.
O medicamento atua reduzindo o estresse oxidativo nas células nervosas, mecanismo que pode contribuir para retardar a progressão da doença em pacientes que atendam aos critérios clínicos definidos pelos especialistas.
Embora não represente a cura da ELA, a terapia é considerada um importante recurso para preservar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurológica degenerativa que compromete os neurônios motores, responsáveis por transmitir os comandos do cérebro aos músculos do corpo.
Com a evolução da enfermidade, o paciente passa a apresentar fraqueza muscular progressiva, dificuldades para caminhar, falar, engolir e, nos casos mais avançados, para respirar.
Apesar dos avanços científicos, a doença ainda não possui cura, tornando fundamental o diagnóstico precoce e o acesso aos tratamentos disponíveis.
Um dos principais obstáculos no enfrentamento da ELA é a identificação da doença. Como não existe um exame laboratorial específico capaz de confirmar o diagnóstico, os médicos precisam reunir informações clínicas, exames de imagem e testes neurológicos para excluir outras enfermidades com sintomas semelhantes.
Esse processo pode levar vários meses, retardando o início do tratamento e o acompanhamento especializado.
A incorporação da edaravona ao SUS representa uma notícia importante também para pacientes de Coxim e da região norte de Mato Grosso do Sul, que dependem da rede pública para o tratamento de doenças de alta complexidade.
Mesmo quando o atendimento especializado é realizado em centros de referência, como Campo Grande, a oferta do medicamento pelo SUS pode reduzir barreiras de acesso e garantir mais qualidade de vida aos pacientes que convivem com a ELA.
Especialistas destacam que, além da medicação, o acompanhamento multidisciplinar envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos continua sendo essencial para preservar a autonomia e oferecer melhores condições de vida às pessoas diagnosticadas com a doença.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos produzidos pela farmacêutica francesa...
21 de julho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos produzidos pela farmacêutica francesa Excelvision, especializada na fabricação de colírios e géis oftálmicos. A medida tem caráter preventivo e foi adotada após autoridades sanitárias da França identificarem falhas nas condições de produção da empresa.
A decisão repercute em todo o país e serve de alerta para pacientes que fazem uso de medicamentos para tratamento de doenças oculares, incluindo moradores de Coxim e da região norte de Mato Grosso do Sul.
A suspensão foi adotada depois que uma inspeção realizada pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM), em junho deste ano, apontou irregularidades no cumprimento das boas práticas de fabricação.
Segundo os órgãos de vigilância, foram encontradas deficiências relacionadas principalmente aos procedimentos necessários para garantir a esterilidade dos medicamentos, requisito considerado essencial para produtos destinados ao uso nos olhos.
Diante do resultado da fiscalização, foi emitido um alerta sanitário internacional, levando diversos países a reforçarem o monitoramento sobre os produtos fabricados pela empresa.
Com a determinação da Anvisa, nenhum medicamento produzido pela Excelvision poderá ser importado para o Brasil enquanto a fabricante não comprovar que corrigiu as irregularidades apontadas pelas autoridades sanitárias.
A restrição vale para todos os medicamentos fabricados pela empresa, independentemente da marca comercial, da apresentação ou do lote.
A medida não significa que pacientes devam interromper tratamentos por conta própria. Especialistas orientam que qualquer dúvida sobre medicamentos oftálmicos seja esclarecida com o médico responsável ou com o farmacêutico antes de qualquer substituição.
Caso seja necessário, os profissionais de saúde poderão indicar alternativas terapêuticas registradas e autorizadas para comercialização no país.
Em Coxim, onde colírios e outros medicamentos oftalmológicos são amplamente utilizados por pacientes em tratamentos de alergias, infecções, glaucoma, olho seco e no pós-operatório de cirurgias, a decisão reforça a importância da fiscalização sanitária para garantir que apenas produtos seguros cheguem às farmácias.
Embora a suspensão seja direcionada à importação dos medicamentos da fabricante francesa, a orientação para consumidores é adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados e sempre observar a procedência dos produtos.
A Anvisa informou que a restrição permanecerá em vigor até que a empresa comprove o cumprimento integral das normas internacionais de qualidade e segurança exigidas para a fabricação de medicamentos estéreis.
Saúde
O mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso do Sul continua enfrentando desafios no combate às doenças...
17 de julho de 2026
O mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso do Sul continua enfrentando desafios no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar do aumento dos casos confirmados de dengue e chikungunya em diversas regiões, Coxim não integra a relação de municípios com alta taxa de incidência de nenhuma das duas doenças, cenário que reforça a importância das ações preventivas desenvolvidas no município.
De acordo com o levantamento estadual, Mato Grosso do Sul contabiliza 1.548 casos confirmados de dengue, além de mais de 4,8 mil casos prováveis ainda em investigação. O Estado também apura dois óbitos suspeitos relacionados à doença, mas, até o momento, nenhuma morte por dengue foi confirmada.
Os maiores índices de incidência da dengue concentram-se em municípios como Santa Rita do Pardo, Corumbá, Angélica, Batayporã, Selvíria, Costa Rica, Ladário, Amambai, Jardim, Paraíso das Águas, Douradina, Jaraguari e Pedro Gomes. Campo Grande permanece com baixa incidência, e Coxim também não aparece entre as cidades classificadas em situação de alerta elevado.
Chikungunya preocupa mais
Enquanto a dengue apresenta um cenário relativamente estável, a chikungunya continua avançando no Estado. O boletim aponta 9.187 casos confirmados e aproximadamente 12,9 mil casos prováveis em investigação.
A doença já provocou 28 mortes confirmadas em Mato Grosso do Sul, além de outros dois óbitos que seguem sob análise pelas autoridades de saúde.
Ao todo, 24 municípios apresentam alta incidência de chikungunya, entre eles Dourados, Bonito, Jardim, Corumbá, Aquidauana, Sidrolândia, Jaraguari e Amambai. Coxim também não figura nessa lista, indicando que o município permanece fora das áreas de maior circulação do vírus neste momento.
Prevenção continua sendo essencial
Mesmo sem integrar o grupo de cidades com maior incidência, especialistas alertam que o risco de transmissão permanece em todo o Estado. O mosquito Aedes aegypti se reproduz rapidamente em recipientes com água parada, tornando indispensável a participação da população no combate aos criadouros.
A orientação é eliminar qualquer objeto que possa acumular água, manter caixas d'água vedadas, limpar calhas, descartar corretamente materiais inservíveis e permitir o trabalho das equipes de vigilância quando necessário.
As autoridades reforçam ainda que pessoas com sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele ou dores intensas nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação médica e evitar a automedicação, contribuindo para o diagnóstico precoce e o controle das doenças.