sexta, 17 de julho, 2026
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Há pessoas que são lembradas pelos títulos que conquistaram. Outras, pelas obras que construíram. Mas existem aquelas cuja maior realização é permanecer vivas na
memória de milhares de pessoas por aquilo que ensinaram, pelo exemplo que deram e pelos valores que semearam ao longo da vida. Em Coxim, um desses nomes é o do professor Alcides Neves Filho.
Nascido em 31 de outubro de 1967, na própria cidade onde escreveria sua história, Alcides cresceu aprendendo que a honestidade, o trabalho e o respeito eram patrimônios que nenhuma dificuldade poderia tirar. Filho de Alcides Neves e Zenaide Louzada Neves, ao lado das irmãs Elizabeth, Adnair e Luzia, construiu uma infância marcada pelos valores familiares que mais tarde levaria para dentro das quadras, das salas de aula e da vida.
Sua trajetória profissional nunca foi apenas sobre ensinar um esporte. Foi sobre ensinar disciplina, responsabilidade, amizade, coragem e perseverança. Porque, para ele, a Educação Física sempre significou muito mais do que movimento: significou formação humana.
Graduou-se em Educação Física pela Associação de Ensino de Tupã, em São Paulo, e mais tarde ampliou seus conhecimentos com a pós-graduação em Gestão Escolar pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O conhecimento adquirido nunca permaneceu apenas nos livros. Tornou-se prática diária, exemplo e inspiração.
Ao longo da carreira, dedicou sua vida à educação pública, atuando em escolas que fazem parte da história de Coxim, como William Tavares, Marechal Rondon, Clarice e Semíramis. Tornou-se servidor efetivo do município, onde encerrou um ciclo com a aposentadoria, e segue exercendo sua missão como professor efetivo da rede estadual de ensino.
Por mais de três décadas, suas aulas foram muito além do apito que marcava o início das atividades. Cada treino representava uma oportunidade de ensinar respeito ao adversário, trabalho em equipe, solidariedade e superação. Formou gerações de estudantes que aprenderam com ele que vencer é importante, mas vencer com caráter é essencial.
Treinador de futsal, basquete, atletismo e voleibol, Alcides ajudou incontáveis crianças e adolescentes a descobrirem talentos, fortalecerem a autoestima e acreditarem em si mesmos. Em cada campeonato, em cada treino sob o sol forte ou nas noites de preparação para competições escolares, estava presente não apenas o professor, mas um educador comprometido em enxergar potencial onde muitos viam apenas limitações.
Quem passou por suas aulas dificilmente esquece seu jeito leve de ensinar. Dono de um humor espontâneo, sempre encontrava uma maneira de arrancar um sorriso dos alunos. Transformava o ambiente esportivo em um espaço de acolhimento, amizade e aprendizado. Sua simpatia aproximava as pessoas; seu respeito conquistava confiança; sua competência consolidava admiração.
No dia 14 de agosto de 1995, deu mais um passo importante em sua caminhada ao inaugurar sua academia. O espaço rapidamente deixou de ser apenas um local para exercícios físicos e passou a representar um ambiente de convivência, saúde e incentivo à qualidade de vida. Ali, Alcides continuou fazendo aquilo que sempre soube fazer melhor: cuidar de pessoas.
Entretanto, nenhuma conquista profissional supera a construção de sua família.
Ao lado da esposa, Vanize Paula Onuszezak Neves, com quem se casou em 13 de janeiro de 1999, edificou um lar sustentado pelo respeito, pelo companheirismo e pelos mesmos princípios que sempre transmitiu aos seus alunos. Dessa união nasceram Alcides Neves Neto e Maria Rita Onuszezak Neves, seus maiores orgulhos e a continuidade dos valores que sempre cultivou.
Fora das quadras, Alcides continua sendo um apaixonado pelo esporte. Gosta de acompanhar praticamente todas as modalidades esportivas, aprecia boa música e mantém um jeito simples de viver. Entre uma aula e outra, preserva pequenos hábitos que revelam sua humanidade, como o indispensável descanso após o almoço momento sagrado que, quando interrompido, costuma tirar um pouco de sua conhecida tranquilidade e render boas histórias entre familiares e amigos.
Mas seria impossível resumir Alcides apenas pelos cargos que ocupou, pelas escolas onde trabalhou ou pelos esportes que ensinou.
Seu maior legado está nas pessoas.
Está no ex-aluno que escolheu o caminho da educação porque encontrou nele uma referência.
Está no jovem que permaneceu longe das drogas porque encontrou no esporte um propósito.
Está no adulto que ainda hoje recorda, com carinho, dos conselhos recebidos antes de uma competição.
Está em cada cidadão que aprendeu que disciplina e respeito caminham juntos.
Em uma sociedade que tantas vezes procura exemplos distantes, Coxim encontrou um deles bem perto de casa.
Mais do que ensinar fundamentos esportivos, Alcides Neves Filho sempre compreendeu a dimensão da responsabilidade que carregava como educador. Em cada aula, enxergava crianças e adolescentes que precisavam ser acolhidos, orientados e incentivados a acreditar em um futuro melhor. Para ele, a educação e o esporte jamais foram apenas profissões, mas instrumentos capazes de transformar vidas.
Convicto de que uma quadra pode ser tão importante quanto uma sala de aula na formação do caráter, sempre acreditou que o esporte é uma das portas mais eficazes para proteger crianças e jovens dos caminhos da violência, das drogas e de tantas vulnerabilidades que desafiam a juventude. Por isso, nunca mediu esforços para incentivar seus alunos a permanecerem na escola, respeitarem o próximo, cultivarem disciplina e descobrirem seus talentos.
Seu compromisso ultrapassava o horário das aulas. Muitas vezes, um treino representava um espaço de escuta, uma palavra de incentivo ou um conselho dado no momento certo. Alcides sabia que um professor pode marcar uma vida para sempre, e fez dessa consciência um princípio inegociável de sua trajetória. Ao longo de mais de três décadas dedicadas à educação pública e ao esporte, ajudou a formar não apenas atletas, mas cidadãos preparados para enfrentar a vida com dignidade, responsabilidade e esperança.
Esse talvez seja o maior legado de Alcides Neves Filho: compreender que medalhas envelhecem, troféus acumulam poeira, mas o caráter construído em uma criança permanece por toda a vida. É essa convicção que faz dele não apenas um professor de Educação Física, mas um verdadeiro educador, cuja missão sempre foi transformar o esporte em uma ferramenta de inclusão, proteção social e construção de um futuro melhor para as novas gerações de Coxim.
Ao longo de mais de trinta anos dedicados ao esporte e à educação, Alcides Neves Filho construiu uma reputação baseada em valores que não envelhecem: honestidade, compromisso, humildade, ética e amor pelo próximo. Sua imagem é associada à seriedade, ao profissionalismo e à dedicação incondicional aos alunos. Tornou-se uma presença respeitada por diferentes gerações, admirado por colegas, ex-estudantes, atletas, famílias e pela comunidade.
A história de Alcides demonstra que um professor pode ensinar muito mais do que técnicas esportivas. Pode ensinar maneiras de viver.
Enquanto muitos medem o sucesso pelos troféus expostos em prateleiras, o verdadeiro patrimônio de Alcides permanece espalhado por Coxim: nas lembranças, no caráter das pessoas que ajudou a formar, nos valores transmitidos silenciosamente durante décadas e na certeza de que educar é uma das mais nobres formas de transformar uma sociedade.
Seu nome já faz parte da história da educação e do esporte coxinense. Não apenas pelos anos de serviço prestado, mas porque deixou marcas onde elas realmente importam: no coração das pessoas.
Orgulhos Coxinenses
Existem pessoas que escolhem uma profissão. Outras fazem da profissão uma missão. A história de Angela Kwiatkowski pertence ao segundo grupo. Sua trajetória...
10 de julho de 2026
Existem pessoas que escolhem uma profissão. Outras fazem da profissão uma missão. A história de Angela Kwiatkowski pertence ao segundo grupo. Sua trajetória é marcada pela convicção de que a educação é a mais poderosa ferramenta de transformação social, capaz de mudar destinos, despertar talentos e construir comunidades mais justas.
Nascida em 10 de junho de 1981, na cidade de Campo Mourão, no interior do Paraná, Angela cresceu em um ambiente onde os valores da honestidade, do trabalho e do respeito ao próximo sempre estiveram presentes. Filha de José Edmundo Kwiatkowski e Maria Teresa Alflem Kwiatkowski, aprendeu desde cedo que o conhecimento não é apenas um patrimônio individual, mas uma riqueza que se multiplica quando compartilhada.
Ainda jovem, escolheu trilhar o caminho da ciência. Ingressou na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Campo Mourão, onde concluiu, em 2004, o curso de Tecnologia de Alimentos. A formação lhe proporcionou sólida base técnica, mas foi ao longo da vida profissional que descobriu sua verdadeira vocação: ensinar, orientar e inspirar pessoas.

Ao longo dos anos, Angela compreendeu que educar vai muito além da transmissão de conteúdos. Significa acreditar no potencial humano, acolher diferenças, incentivar sonhos e criar oportunidades para que cada estudante descubra sua própria capacidade de transformar o mundo.
Em janeiro de 2013, um novo capítulo começou a ser escrito. Angela chegou a Coxim trazendo consigo experiência, conhecimento e, principalmente, disposição para contribuir com o desenvolvimento da educação pública federal na região norte de Mato Grosso do Sul. A cidade, que passou a fazer parte de sua história, também foi profundamente marcada por sua presença.
Foi no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) – Campus Coxim que sua atuação ganhou ainda mais relevância. Há seis anos e sete meses à frente da direção da unidade, Angela consolidou uma gestão pautada pelo diálogo, pela responsabilidade, pelo planejamento e pelo compromisso permanente com a qualidade do ensino.
Sob sua liderança, o campus fortaleceu sua identidade como espaço de formação cidadã, produção de conhecimento e inclusão social. Mais do que administrar uma instituição, Angela dedicou-se a construir um ambiente onde estudantes, servidores e comunidade pudessem encontrar oportunidades de crescimento, respeito e pertencimento.
Sua forma de liderar nunca esteve baseada na imposição, mas na escuta, na cooperação e na valorização das pessoas. Essa postura fez nascer algo que não se conquista por decreto nem por cargo: o respeito genuíno.

Entre os corredores, laboratórios e salas de aula do campus, Angela tornou-se referência. É admirada pelos estudantes, reconhecida pelos servidores e respeitada por toda a comunidade acadêmica. Muitos a enxergam não apenas como gestora, mas como uma educadora presente, sensível às necessidades de cada pessoa e comprometida com o futuro daqueles que confiam na instituição.
Seu amor pela educação manifesta-se diariamente nos pequenos gestos: no incentivo aos projetos de ensino, pesquisa e extensão; na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade; na preocupação com o bem-estar dos alunos; na valorização das equipes de trabalho e na busca constante por melhorias que ultrapassam estruturas físicas e alcançam vidas.
Angela acredita que cada diploma representa uma história de superação. Cada estudante que conclui sua formação leva consigo muito mais do que conhecimento técnico: carrega autoestima, autonomia e esperança. É essa certeza que alimenta sua dedicação incansável.
Ao lado do companheiro, Weverson de Lima Ferreira, construiu uma caminhada pautada pelo equilíbrio entre a vida pessoal e o compromisso profissional, demonstrando que é possível exercer a liderança sem abrir mão da sensibilidade, da humanidade e da empatia.
Sua história também se confunde com a própria história recente da expansão da educação profissional e tecnológica no interior do Brasil. Em uma região onde o acesso ao ensino superior e técnico representa oportunidade de mudança de vida para milhares de jovens, Angela ajudou a consolidar o Instituto Federal como instrumento de desenvolvimento regional.

Ao longo de sua trajetória, mostrou que educar não é apenas formar profissionais. É formar cidadãos conscientes, críticos e preparados para enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação.
Há educadores que deixam marcas em cadernos. Outros deixam marcas em prédios, laboratórios ou documentos administrativos. Angela Kwiatkowski escolheu um legado mais duradouro: deixar marcas nas pessoas.
Seu nome passou a ser associado ao compromisso, à competência, ao acolhimento e à seriedade. Virtudes construídas não em discursos, mas na rotina silenciosa de quem trabalha todos os dias acreditando que cada decisão pode melhorar a vida de alguém.
Sua caminhada continua sendo escrita diariamente, sempre movida pela convicção de que a educação transforma indivíduos, fortalece comunidades e constrói o futuro de uma sociedade.
Mais do que uma gestora, Angela Kwiatkowski tornou-se parte da história da educação de Coxim. Uma mulher cuja trajetória inspira pelo conhecimento, pela humildade, pela dedicação e pela capacidade de fazer da educação um verdadeiro ato de esperança.
Orgulhos Coxinenses
Existem pessoas cuja trajetória ultrapassa os limites da própria família e passa a fazer parte da memória de uma cidade inteira. Histórias construídas com...
3 de julho de 2026
Existem pessoas cuja trajetória ultrapassa os limites da própria família e passa a fazer parte da memória de uma cidade inteira. Histórias construídas com muito trabalho, honestidade, coragem e dedicação, capazes de inspirar gerações. Assim é a vida de Maria Nunes Angelim de Melo, conhecida carinhosamente por todos em Coxim como Maria do Zé Guedes.
Sua história começa muito longe das margens do Rio Taquari. Nasce no sertão do Ceará, em 12 de setembro de 1943, na cidade de Parambu, filha de Manoel Nunes da Cunha e Cristina Nunes Angelim. Foi naquele cenário de sol forte, de gente simples e trabalhadora, que Maria aprendeu os valores que levaria por toda a vida: respeito, humildade, fé, honestidade e a certeza de que nenhuma conquista acontece sem esforço.
Como tantas mulheres nordestinas de sua geração, cresceu conhecendo de perto as dificuldades impostas pela vida no sertão. A escassez de oportunidades, o trabalho desde muito cedo e a necessidade de enfrentar os desafios com coragem moldaram uma personalidade firme, resiliente e profundamente humana.
Foi também no Nordeste que encontrou o grande amor de sua vida: José Guedes, homem que se tornaria não apenas seu marido, mas seu companheiro de todas as jornadas. O casamento, que perdurou por 65 anos, foi construído sobre pilares sólidos: amor, cumplicidade, respeito e muito trabalho.
Dessa união nasceram seis filhos, criados dentro de princípios que sempre nortearam a família: união, responsabilidade, simplicidade e dignidade.
A decisão que mudou o destino da família
Há momentos na vida em que é preciso escolher entre permanecer onde se está ou enfrentar o desconhecido em busca de um futuro melhor.
Foi exatamente essa escolha que Maria e Zé Guedes fizeram.
Como milhares de famílias nordestinas nas décadas de 1960 e 1970, decidiram deixar para trás sua terra natal. Não foi apenas uma mudança de endereço. Foi uma decisão que exigiu coragem para abandonar familiares, amigos, lembranças e toda uma vida construída no Ceará.
Na bagagem havia poucas malas.
Mas havia um patrimônio muito maior: disposição para trabalhar, esperança e confiança de que Deus abriria novos caminhos.
O destino escolhido foi Coxim, cidade que naquele período recebia migrantes vindos de diferentes regiões do país e oferecia oportunidades para quem estivesse disposto a começar do zero.

Chegaram praticamente sem nada além da vontade de vencer.
E recomeçaram.
Os primeiros anos: muito trabalho e poucos recursos
Os primeiros tempos em Coxim não foram fáceis.
Assim como acontece com toda família que precisa reconstruir a vida, Maria e Zé Guedes enfrentaram dificuldades financeiras, saudade da terra natal e inúmeros desafios.
Nada, porém, foi suficiente para fazê-los desistir.
Enquanto Zé Guedes trabalhava para consolidar os primeiros negócios, Maria desempenhava um papel fundamental dentro e fora de casa.
Cuidava dos filhos.
Administrava a rotina familiar.
Economizava cada centavo.
Auxiliava o marido.
Recebia clientes.
Organizava o comércio.
Era o equilíbrio da família em meio às dificuldades.
Como tantas mulheres de sua geração, ela nunca buscou reconhecimento.
Seu trabalho acontecia silenciosamente, mas era indispensável para que cada conquista se tornasse possível.
O nascimento de um patrimônio de Coxim
Com o passar dos anos, o esforço do casal deu frutos.
Nascia o Bar do Guedes, empreendimento que rapidamente deixaria de ser apenas um estabelecimento comercial para se transformar em um verdadeiro patrimônio afetivo da cidade.

Poucos lugares em Coxim conseguem reunir tantas histórias quanto o Bar do Guedes.
Ali passaram gerações.
Políticos.
Empresários.
Pescadores.
Motoristas.
Profissionais liberais.
Famílias inteiras.
Turistas.
Amigos que se reencontravam.
Novas amizades que surgiam.
Conversas que atravessavam horas.
Decisões importantes.
Comemorações.

Momentos inesquecíveis.
Muito além da boa comida e do atendimento acolhedor, o Bar do Guedes tornou-se um símbolo da hospitalidade coxinense.
E quem chegava ao local logo percebia que havia algo diferente.
Esse diferencial tinha nome.
Chamava-se Maria.
A mulher que acolhia a todos
Quem frequentava o Bar do Guedes não encontrava apenas uma empresária.
Encontrava uma anfitriã.
Maria sempre fez questão de receber cada cliente com atenção, respeito e simplicidade.
Conhecia pessoas pelo nome.
Perguntava pela família.

Acompanhava o crescimento de crianças que depois voltavam ao bar já adultas.
Criava vínculos que ultrapassavam a relação entre comerciante e cliente.
Foi essa forma humana de tratar as pessoas que fez do estabelecimento um dos mais queridos da cidade.
Ao lado do marido, Maria ajudou a construir uma marca baseada não apenas na qualidade do serviço, mas principalmente na confiança conquistada junto à comunidade.
O maior patrimônio sempre foi a família
Apesar do sucesso empresarial, Maria nunca permitiu que o trabalho ocupasse o lugar mais importante de sua vida.
Sua prioridade sempre foi a família.
Criou os seis filhos ensinando, pelo exemplo, que honestidade vale mais que riqueza, que respeito abre portas e que o trabalho dignifica qualquer pessoa.
Esses ensinamentos atravessaram gerações.
Hoje, filhos, netos e demais familiares carregam consigo o legado deixado por Maria e Zé Guedes.
A despedida do companheiro de uma vida inteira
Depois de mais de seis décadas caminhando lado a lado, Maria enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua história: a partida de Zé Guedes.
A dor da perda foi imensa.
Mas, mais uma vez, ela demonstrou a força que sempre caracterizou sua trajetória.
Em vez de deixar que a tristeza encerrasse a história construída pelo casal, decidiu seguir em frente.
Continuou presente.
Continuou firme.
Continuou cuidando da família.
Continuou preservando aquilo que ambos construíram durante toda uma vida.
A matriarca do Bar do Guedes
Hoje, Maria permanece ao lado dos filhos acompanhando a rotina do Bar do Guedes.
Sua presença continua sendo uma referência.
Mesmo sem ocupar os holofotes, é ela quem representa a memória viva do empreendimento.
Sua experiência orienta as novas gerações.
Sua história inspira todos que a conhecem.
Cada canto do estabelecimento guarda um pouco de sua dedicação.
Cada cliente antigo conhece sua importância.
Cada nova geração aprende que o sucesso daquele lugar foi construído por um casal que nunca teve medo do trabalho.
Uma mulher que representa milhares de brasileiras
A história de Maria do Zé Guedes também representa a trajetória de milhares de mulheres brasileiras que, muitas vezes longe dos holofotes, ajudaram a construir cidades, empresas e famílias.
Mulheres que enfrentaram mudanças, criaram filhos, trabalharam incansavelmente e transformaram dificuldades em oportunidades.
Sua força nunca precisou ser medida pela voz alta.
Foi medida pela perseverança.
Pela capacidade de recomeçar.
Pela fé.
Pela dedicação.
Pelo amor à família.
Um legado que permanecerá para sempre
Hoje, ao olhar para trás, é impossível contar a história do Bar do Guedes sem contar a história de Maria.
Também é impossível falar sobre parte da história empresarial e social de Coxim sem lembrar do casal que fez daquele estabelecimento um ponto de encontro da cidade.
Maria do Zé Guedes não construiu apenas um comércio.
Construiu relações.
Construiu amizades.
Construiu uma família unida.
Construiu uma tradição que atravessa gerações.
Sua vida demonstra que a verdadeira grandeza não está apenas nas grandes conquistas materiais, mas na capacidade de transformar trabalho em dignidade, família em fortaleza e acolhimento em legado.
Hoje, Maria continua sendo exemplo de mulher, mãe, empresária e matriarca. Uma nordestina que saiu do sertão levando apenas coragem e esperança, mas que encontrou em Coxim uma nova terra para plantar suas raízes. E dessas raízes nasceu uma história que já faz parte do patrimônio humano e afetivo do município, escrita diariamente com simplicidade, honestidade e um amor incondicional pela família e pela comunidade que a acolheu.