sexta, 03 de julho, 2026
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Existem pessoas cuja trajetória ultrapassa os limites da própria família e passa a fazer parte da memória de uma cidade inteira. Histórias construídas com muito trabalho, honestidade, coragem e dedicação, capazes de inspirar gerações. Assim é a vida de Maria Nunes Angelim de Melo, conhecida carinhosamente por todos em Coxim como Maria do Zé Guedes.
Sua história começa muito longe das margens do Rio Taquari. Nasce no sertão do Ceará, em 12 de setembro de 1943, na cidade de Parambu, filha de Manoel Nunes da Cunha e Cristina Nunes Angelim. Foi naquele cenário de sol forte, de gente simples e trabalhadora, que Maria aprendeu os valores que levaria por toda a vida: respeito, humildade, fé, honestidade e a certeza de que nenhuma conquista acontece sem esforço.
Como tantas mulheres nordestinas de sua geração, cresceu conhecendo de perto as dificuldades impostas pela vida no sertão. A escassez de oportunidades, o trabalho desde muito cedo e a necessidade de enfrentar os desafios com coragem moldaram uma personalidade firme, resiliente e profundamente humana.
Foi também no Nordeste que encontrou o grande amor de sua vida: José Guedes, homem que se tornaria não apenas seu marido, mas seu companheiro de todas as jornadas. O casamento, que perdurou por 65 anos, foi construído sobre pilares sólidos: amor, cumplicidade, respeito e muito trabalho.
Dessa união nasceram seis filhos, criados dentro de princípios que sempre nortearam a família: união, responsabilidade, simplicidade e dignidade.
A decisão que mudou o destino da família
Há momentos na vida em que é preciso escolher entre permanecer onde se está ou enfrentar o desconhecido em busca de um futuro melhor.
Foi exatamente essa escolha que Maria e Zé Guedes fizeram.
Como milhares de famílias nordestinas nas décadas de 1960 e 1970, decidiram deixar para trás sua terra natal. Não foi apenas uma mudança de endereço. Foi uma decisão que exigiu coragem para abandonar familiares, amigos, lembranças e toda uma vida construída no Ceará.
Na bagagem havia poucas malas.
Mas havia um patrimônio muito maior: disposição para trabalhar, esperança e confiança de que Deus abriria novos caminhos.
O destino escolhido foi Coxim, cidade que naquele período recebia migrantes vindos de diferentes regiões do país e oferecia oportunidades para quem estivesse disposto a começar do zero.

Chegaram praticamente sem nada além da vontade de vencer.
E recomeçaram.
Os primeiros anos: muito trabalho e poucos recursos
Os primeiros tempos em Coxim não foram fáceis.
Assim como acontece com toda família que precisa reconstruir a vida, Maria e Zé Guedes enfrentaram dificuldades financeiras, saudade da terra natal e inúmeros desafios.
Nada, porém, foi suficiente para fazê-los desistir.
Enquanto Zé Guedes trabalhava para consolidar os primeiros negócios, Maria desempenhava um papel fundamental dentro e fora de casa.
Cuidava dos filhos.
Administrava a rotina familiar.
Economizava cada centavo.
Auxiliava o marido.
Recebia clientes.
Organizava o comércio.
Era o equilíbrio da família em meio às dificuldades.
Como tantas mulheres de sua geração, ela nunca buscou reconhecimento.
Seu trabalho acontecia silenciosamente, mas era indispensável para que cada conquista se tornasse possível.
O nascimento de um patrimônio de Coxim
Com o passar dos anos, o esforço do casal deu frutos.
Nascia o Bar do Guedes, empreendimento que rapidamente deixaria de ser apenas um estabelecimento comercial para se transformar em um verdadeiro patrimônio afetivo da cidade.

Poucos lugares em Coxim conseguem reunir tantas histórias quanto o Bar do Guedes.
Ali passaram gerações.
Políticos.
Empresários.
Pescadores.
Motoristas.
Profissionais liberais.
Famílias inteiras.
Turistas.
Amigos que se reencontravam.
Novas amizades que surgiam.
Conversas que atravessavam horas.
Decisões importantes.
Comemorações.

Momentos inesquecíveis.
Muito além da boa comida e do atendimento acolhedor, o Bar do Guedes tornou-se um símbolo da hospitalidade coxinense.
E quem chegava ao local logo percebia que havia algo diferente.
Esse diferencial tinha nome.
Chamava-se Maria.
A mulher que acolhia a todos
Quem frequentava o Bar do Guedes não encontrava apenas uma empresária.
Encontrava uma anfitriã.
Maria sempre fez questão de receber cada cliente com atenção, respeito e simplicidade.
Conhecia pessoas pelo nome.
Perguntava pela família.

Acompanhava o crescimento de crianças que depois voltavam ao bar já adultas.
Criava vínculos que ultrapassavam a relação entre comerciante e cliente.
Foi essa forma humana de tratar as pessoas que fez do estabelecimento um dos mais queridos da cidade.
Ao lado do marido, Maria ajudou a construir uma marca baseada não apenas na qualidade do serviço, mas principalmente na confiança conquistada junto à comunidade.
O maior patrimônio sempre foi a família
Apesar do sucesso empresarial, Maria nunca permitiu que o trabalho ocupasse o lugar mais importante de sua vida.
Sua prioridade sempre foi a família.
Criou os seis filhos ensinando, pelo exemplo, que honestidade vale mais que riqueza, que respeito abre portas e que o trabalho dignifica qualquer pessoa.
Esses ensinamentos atravessaram gerações.
Hoje, filhos, netos e demais familiares carregam consigo o legado deixado por Maria e Zé Guedes.
A despedida do companheiro de uma vida inteira
Depois de mais de seis décadas caminhando lado a lado, Maria enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua história: a partida de Zé Guedes.
A dor da perda foi imensa.
Mas, mais uma vez, ela demonstrou a força que sempre caracterizou sua trajetória.
Em vez de deixar que a tristeza encerrasse a história construída pelo casal, decidiu seguir em frente.
Continuou presente.
Continuou firme.
Continuou cuidando da família.
Continuou preservando aquilo que ambos construíram durante toda uma vida.
A matriarca do Bar do Guedes
Hoje, Maria permanece ao lado dos filhos acompanhando a rotina do Bar do Guedes.
Sua presença continua sendo uma referência.
Mesmo sem ocupar os holofotes, é ela quem representa a memória viva do empreendimento.
Sua experiência orienta as novas gerações.
Sua história inspira todos que a conhecem.
Cada canto do estabelecimento guarda um pouco de sua dedicação.
Cada cliente antigo conhece sua importância.
Cada nova geração aprende que o sucesso daquele lugar foi construído por um casal que nunca teve medo do trabalho.
Uma mulher que representa milhares de brasileiras
A história de Maria do Zé Guedes também representa a trajetória de milhares de mulheres brasileiras que, muitas vezes longe dos holofotes, ajudaram a construir cidades, empresas e famílias.
Mulheres que enfrentaram mudanças, criaram filhos, trabalharam incansavelmente e transformaram dificuldades em oportunidades.
Sua força nunca precisou ser medida pela voz alta.
Foi medida pela perseverança.
Pela capacidade de recomeçar.
Pela fé.
Pela dedicação.
Pelo amor à família.
Um legado que permanecerá para sempre
Hoje, ao olhar para trás, é impossível contar a história do Bar do Guedes sem contar a história de Maria.
Também é impossível falar sobre parte da história empresarial e social de Coxim sem lembrar do casal que fez daquele estabelecimento um ponto de encontro da cidade.
Maria do Zé Guedes não construiu apenas um comércio.
Construiu relações.
Construiu amizades.
Construiu uma família unida.
Construiu uma tradição que atravessa gerações.
Sua vida demonstra que a verdadeira grandeza não está apenas nas grandes conquistas materiais, mas na capacidade de transformar trabalho em dignidade, família em fortaleza e acolhimento em legado.
Hoje, Maria continua sendo exemplo de mulher, mãe, empresária e matriarca. Uma nordestina que saiu do sertão levando apenas coragem e esperança, mas que encontrou em Coxim uma nova terra para plantar suas raízes. E dessas raízes nasceu uma história que já faz parte do patrimônio humano e afetivo do município, escrita diariamente com simplicidade, honestidade e um amor incondicional pela família e pela comunidade que a acolheu.
Orgulhos Coxinenses
Há homens que vivem seu tempo. E há aqueles raros escolhidos pela história que conseguem transformar sua própria existência em patrimônio de um povo, existem...
26 de junho de 2026
Há homens que vivem seu tempo. E há aqueles raros escolhidos pela história que conseguem transformar sua própria existência em patrimônio de um povo, existem aqueles que conseguimos ouvir, mesmo não estando mais aqui.
Zacarias Mourão foi um deles.
Seu nome não pertence apenas à música sertaneja. Não pertence apenas à cultura sul-mato-grossense. Não pertence apenas à memória de Coxim. Seu nome habita um território muito maior: o território da emoção coletiva, onde vivem as histórias que resistem às décadas, às mudanças e ao esquecimento.
Quando se fala em Zacarias Mourão, não se fala apenas de um compositor. Fala-se de um homem que carregou sua terra natal dentro do peito durante toda a vida. Um artista que transformou lembranças em versos, saudades em melodias e sentimentos em herança cultural.
Nascido em 15 de março de 1928, às margens do Rio Taquari, na histórica Coxim, Zacarias dos Santos Mourão chegou ao mundo em uma cidade ainda jovem, cercada pelas águas, pela natureza exuberante e pelas histórias de um sertão que ajudaria a moldar seu olhar sensível sobre a vida.
Filho daquela terra generosa, cresceu observando os movimentos do rio, o canto dos pássaros, as ruas simples, os encontros de vizinhos e os costumes de um povo que aprendia a construir seu destino em meio aos desafios do interior brasileiro.
Foi um menino inquieto.
Travesso.
Curioso.
Cheio da energia própria daqueles que nasceram para explorar o mundo.
Mas, mesmo sem saber, aquele garoto já guardava dentro de si algo que mais tarde se revelaria extraordinário: a capacidade de enxergar poesia onde os outros viam apenas rotina.
Ainda muito jovem, precisou deixar Coxim para seguir os estudos. Como tantos filhos do interior, partiu em busca de novos horizontes. Foi para o seminário em Petrópolis, no Rio de Janeiro, iniciando uma jornada que o levaria para muito longe das margens do Taquari.
Mas existe uma verdade que acompanha todos aqueles que amam profundamente sua terra: ninguém parte completamente.
Uma parte de Zacarias permaneceu em Coxim.
E uma parte de Coxim seguiu com Zacarias para onde quer que ele fosse.
Antes da partida, realizou um gesto aparentemente simples. No quintal da casa onde vivia, plantou uma pequena muda de pé de cedro.
Talvez fosse apenas uma despedida silenciosa.
Talvez uma esperança.
Talvez um símbolo de retorno.
Talvez tudo isso junto.
Anos mais tarde, ao voltar para sua cidade, encontrou aquela pequena árvore transformada em um cedro forte, robusto e imponente.
Naquele instante, não foi apenas a árvore que reencontrou.
Reencontrou a infância.
Os amigos.
As ruas.
Os sonhos.
Os rostos queridos.
A própria identidade.
Da emoção daquele encontro nasceu uma das mais belas e importantes composições da música sertaneja brasileira: Pé de Cedro.
A canção ultrapassou os limites da música.
Transformou-se em memória.
Transformou-se em símbolo.
Transformou-se em patrimônio afetivo.
Em cada verso, Zacarias registrou o sentimento universal de quem parte, mas jamais esquece de onde veio. Falou sobre saudade antes mesmo de ela se tornar moda. Falou sobre pertencimento antes que essa palavra ocupasse os discursos contemporâneos.
Falou sobre amor à terra natal.
E foi justamente por isso que “Pé de Cedro” atravessou gerações.
Porque não falava apenas de uma árvore.
Falava de raízes.
Falava de identidade.
Falava daquilo que permanece vivo mesmo quando o tempo insiste em seguir adiante.
Graças à força dessa composição, o nome de Coxim passou a ecoar muito além das fronteiras regionais. O Brasil inteiro passou a conhecer, através da música, uma cidade que se transformou em inspiração permanente para um de seus filhos mais ilustres.
Poucos artistas conseguiram fazer tanto por sua terra natal quanto Zacarias Mourão.
Ele levou Coxim para os palcos.
Levou Coxim para os rádios.
Levou Coxim para os discos.
Levou Coxim para o coração do Brasil.
Ao longo de sua carreira, construiu uma obra monumental. Mais de mil e trezentas músicas gravadas revelam a dimensão de um talento raro, capaz de unir simplicidade popular e profundidade poética.
Trabalhou em grandes emissoras de rádio.
Atuou como produtor artístico.
Participou de momentos importantes da indústria fonográfica nacional.
Conviveu com grandes nomes da música brasileira.
Conquistou reconhecimento em diferentes regiões do país.
Mas jamais abandonou suas origens.
Quanto mais distante estava geograficamente, mais próximo parecia estar emocionalmente de Coxim.
Suas composições funcionavam como pontes.
Pontes entre passado e presente.
Pontes entre memória e futuro.
Pontes entre a cidade e aqueles que precisaram deixá-la.
Em músicas como “A Mato-grossense”, “Saudade de Coxim” e “Fala Coxim”, o compositor registrou não apenas paisagens, mas sentimentos. Não apenas lugares, mas identidades. Não apenas histórias, mas modos de viver.
Sua obra ajudou a construir uma narrativa afetiva sobre Coxim.
Uma narrativa que continua viva.
Uma narrativa que continua inspirando.
Uma narrativa que continua emocionando.
Por isso, Zacarias tornou-se muito mais que um artista.
Tornou-se um símbolo cultural.
Uma referência.
Uma espécie de guardião da memória coletiva coxinense.
Quando retornava à cidade, encontrava inspiração.
Quando partia, levava saudade.
E foi desse ciclo permanente entre ida e volta que nasceu uma das obras mais autênticas da música sertaneja brasileira.
Em 23 de maio de 1989, sua trajetória terrena foi interrompida de forma repentina.
A notícia de sua morte provocou profunda comoção.
Coxim chorou e calou, um silêncio que ecoou em todos os lares.
Mato Grosso do Sul chorou.
A música sertaneja perdeu um de seus grandes arquitetos da palavra.
Mas a história de homens como Zacarias não termina com a morte.
Porque existem pessoas que permanecem através daquilo que construíram.
E Zacarias construiu muito.
Construiu canções.
Construiu memórias.
Construiu identidade cultural.
Construiu pertencimento.
Construiu orgulho.
Décadas após sua partida, sua presença continua sendo sentida.
Está presente nos festivais.
Nas escolas.
Nos projetos culturais.
Nas rodas de viola.
Nas conversas entre amigos.
Nas lembranças dos mais velhos.
Na curiosidade dos mais jovens.
E, principalmente, no coração daqueles que compreendem a importância de preservar a própria história.
Amigos, admiradores, músicos, pesquisadores, escritores, jornalistas, agentes culturais e cidadãos coxinenses continuam defendendo e respeitando seu legado com dedicação e carinho.
Mantêm viva sua memória.
Compartilham suas histórias.
Divulgam suas canções.
Protegem sua contribuição cultural.
Compreendem que homenagear Zacarias não é apenas recordar o passado.
É garantir futuro para a identidade cultural de Coxim.
Porque uma cidade sem memória perde parte de sua alma.
E Zacarias é uma das maiores expressões da alma coxinense.
Seu legado pertence às novas gerações.
Pertence aos que vieram antes.
Pertence aos que ainda virão.
Pertence a todos aqueles que entendem que a cultura é uma das formas mais nobres de eternidade.
Hoje, o homem já não caminha pelas ruas da cidade.
Mas sua voz continua caminhando.
Continua atravessando décadas.
Continua atravessando fronteiras.
Continua encontrando novos ouvidos e novos corações.
O menino que um dia plantou um pequeno cedro no quintal de casa jamais poderia imaginar que, na verdade, estava plantando algo muito maior.
Plantava memória.
Plantava identidade.
Plantava cultura.
Plantava eternidade.
E assim como aquele cedro cresceu firme diante das tempestades e do passar dos anos, também cresceu sua obra.
Hoje, ambos permanecem de pé.
Um na terra de Coxim.
Outro na história do Brasil.
Ambos lembrando que existem raízes profundas demais para serem arrancadas pelo tempo.
E que enquanto houver alguém cantando seus versos, emocionando-se com suas canções ou contando sua história, Zacarias Mourão continuará vivo.
Não apenas como compositor.
Não apenas como artista.
Mas como a voz eterna de Coxim.
O homem que transformou saudade em patrimônio.
O poeta que fez do sertão melodia.
O filho que colocou Coxim no mapa musical do Brasil.
E que, por isso, jamais deixará de pertencer à sua terra e ao seu povo.
Orgulhos Coxinenses
Existem pessoas que fazem da profissão um trabalho. Outras fazem dela uma missão. E há aquelas que conseguem transformar a própria voz em abrigo, esperança,...
19 de junho de 2026
Existem pessoas que fazem da profissão um trabalho. Outras fazem dela uma missão. E há aquelas que conseguem transformar a própria voz em abrigo, esperança, amizade e companhia para milhares de pessoas. Assim é Odavia Ferreira de Souza, conhecida por todos simplesmente como Dalvinha Souza.
Há mais de quatro décadas em Coxim, ela deixou de ser apenas uma comunicadora para se tornar parte da história da cidade. Sua voz atravessa gerações, acompanha manhãs, consola corações, informa, diverte e aproxima pessoas. São 24 anos dedicados ao rádio, construídos com honestidade, responsabilidade e uma paixão que nunca perdeu a intensidade.
Dalvinha carrega em sua essência os valores que aprendeu dentro de casa. Filha de Marcelino Ferreira Capim e Valdevina Ferreira Capim, cresceu em uma família numerosa, cercada pelo carinho e pela convivência com os irmãos Célio, Sônia, Antônio (Carioca), Celso, Altair Poeta, Luzinete, Isaías, Oziel, Otoniel, Josias e Josué.
Foi nesse ambiente de simplicidade, respeito e união que moldou o caráter que hoje todos reconhecem: uma mulher íntegra, de palavra firme, coração generoso e olhar sempre atento às necessidades do próximo.
A educação também ocupou lugar importante em sua caminhada. Formou-se em Licenciatura em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campus de Coxim, demonstrando desde cedo seu interesse pelo conhecimento, pela cultura e pelas histórias das pessoas talvez porque, antes mesmo de contá-las no rádio, sempre soube ouvi-las.
A mulher que fez da comunicação um compromisso com as pessoas
Entrar no rádio nunca significou apenas falar ao microfone.
Para Dalvinha, comunicar sempre foi criar pontes entre as pessoas.
Ao longo de mais de duas décadas de profissão, conquistou algo que não se compra nem se improvisa: a credibilidade.
Seu nome tornou-se sinônimo de informação séria, utilidade pública, respeito ao ouvinte e compromisso com a verdade. Cada notícia anunciada, cada entrevista conduzida e cada mensagem compartilhada carregam a marca de uma profissional preparada, ética e profundamente comprometida com a comunidade.
Hoje, continua escrevendo essa história na Rádio Vale FM 102,9, onde, aos sábados, às 10h30, divide os microfones com os companheiros Jeferson e Rosana Amaral, no animado programa Sábado Show.
Ali, entre músicas, entrevistas, informação e muitas risadas, Dalvinha revela outra de suas maiores virtudes: a capacidade de fazer qualquer pessoa sentir-se bem-vinda.
Porque sua comunicação nunca foi distante.
Ela conversa.
Ela acolhe.
Ela aproxima.
Muito além da radialista
Quem conhece Dalvinha apenas pelo rádio conhece apenas uma parte de sua história.
A mulher que o público encontra diariamente é também aquela que prefere os encontros sinceros às grandes aparições.
Reservada por natureza, discreta nas escolhas e elegante na forma de viver, nunca precisou fazer barulho para ser notada.
Sua força está justamente na simplicidade.
É uma amiga leal, dessas que permanecem mesmo quando as luzes se apagam.
Valoriza conversas verdadeiras, abraços espontâneos e amizades construídas ao longo da vida.
Quem tem o privilégio de dividir momentos ao seu lado sabe que sua gargalhada é contagiante.
Rir é quase um idioma para Dalvinha.
Seu sorriso transforma ambientes.
Sua alegria aproxima pessoas.
Sua presença torna qualquer encontro mais leve.

A natureza como refúgio
Entre uma jornada e outra de trabalho, Dalvinha encontra paz onde muitos encontram silêncio.
Ama viajar.
Descobrir novos lugares.
Respirar novos ares.
Mas é na natureza que reencontra sua essência.
O verde, os rios, os pássaros e a tranquilidade dos ambientes naturais renovam sua energia e alimentam sua alma.
Talvez por isso carregue consigo essa serenidade que tantos percebem.
Ela compreendeu que a verdadeira felicidade mora nas pequenas coisas.
Num pôr do sol.
Num café entre amigos.
Num reencontro em família.
Num final de semana cercado por quem ama.
Família: o seu porto seguro
Apesar da intensa rotina profissional, existe um lugar onde Dalvinha nunca deixa de estar presente: sua família.
É ali que encontra força.
É ali que celebra as conquistas.
É ali que compartilha as dificuldades.
Os laços construídos desde a infância continuam sendo seu maior patrimônio.
O respeito pelos pais, o carinho pelos irmãos e o cuidado constante com aqueles que ama revelam uma mulher que jamais perdeu suas raízes.

Uma influência construída pelo exemplo
Em tempos de redes sociais e exposição constante, Dalvinha também conquistou espaço como influenciadora digital.
Mas sua influência nunca esteve baseada em números.
Ela nasce da confiança.
Da coerência.
Da credibilidade construída ao longo dos anos.
Sua voz mobiliza campanhas sociais.
Incentiva ações solidárias.
Divulga projetos comunitários.
Leva informação de interesse público.
Sempre utilizando a comunicação como ferramenta de transformação social.
Uma mulher que venceu sem perder a essência
Nenhuma trajetória construída ao longo de 24 anos acontece por acaso.
Ela exigiu coragem.
Persistência.
Dedicação.
Renúncias.
Horas incontáveis de trabalho.
Mas, acima de tudo, exigiu caráter.
Dalvinha nunca precisou diminuir ninguém para conquistar seu espaço.
Nunca buscou reconhecimento a qualquer preço.
Foi conquistando cada degrau com competência, respeito e dignidade.
Hoje, é impossível contar parte da história da comunicação em Coxim sem mencionar seu nome.
Sua voz faz parte da memória afetiva de milhares de ouvintes.
Sua presença inspira colegas de profissão.
Seu exemplo demonstra que ainda é possível fazer comunicação com responsabilidade, sensibilidade e compromisso com as pessoas.
A voz que permanece
Existem profissionais que informam.
Existem comunicadores que entretêm.
E existem aqueles que conseguem marcar vidas.
Dalvinha Souza pertence a esse grupo raro.
Ela transformou palavras em companhia.
O microfone em instrumento de serviço.
A profissão em missão.
E a própria história em um exemplo de que talento, humildade e honestidade continuam sendo os maiores patrimônios que alguém pode construir.
Sua voz ecoa pelas ondas do rádio.
Mas é no coração de quem a conhece que ela encontra sua frequência mais forte.
Porque algumas pessoas passam pela vida.
Dalvinha Souza escolheu fazer parte da história de Coxim.