sexta, 24 de julho, 2026
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Uma pesquisa realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, apontou uma redução de aproximadamente 50% na prevalência dos principais tipos de HPV entre jovens brasileiros após a implementação da vacinação. Os dados, coletados em dois períodos distintos, mostram que a presença do vírus caiu de 14,98% para 7,95%, indicando a eficácia do imunizante na população de 16 a 25 anos.
A pesquisa Pop-Brasil analisou amostras de mais de 16 mil jovens em duas fases: a primeira, com 6.388 participantes não vacinados, e a segunda, com mais de 10 mil participantes, incluindo vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde de diferentes regiões do país, focando na faixa etária de 16 a 25 anos, considerada a de maior risco de infecção por HPV, devido ao início da atividade sexual.
Apesar de a cobertura vacinal ainda estar abaixo do ideal, com 61,8% entre mulheres e 31,1% entre homens, a vacinação demonstrou efeito significativo na redução da prevalência dos tipos de HPV cobertos pela vacina. Nas mulheres, a prevalência caiu de 15,6% na primeira fase para 3,1% na segunda. Entre os homens vacinados, a redução foi de 13,8% para 4,6%, embora não tenha havido mudança estatisticamente significativa entre os não vacinados, devido à baixa cobertura nesse grupo.
A pesquisa identificou também um efeito de imunidade de rebanho, com diminuição na prevalência do HPV mesmo entre as mulheres não vacinadas, que passaram de 10,5% para valores inferiores na segunda fase. Essa tendência indica que altas taxas de vacinação ajudam a reduzir a circulação do vírus na população.
O estudo reforça que o esquema de uma dose da vacina, atualmente adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é eficaz, já que não houve diferença na prevalência do vírus entre quem recebeu uma, duas ou três doses. A vacinação contra HPV no SUS começou em 2014, inicialmente para meninas, e foi ampliada para meninos em 2017. Em 2024, o esquema passou de duas para uma dose. A cobertura vacinal, no entanto, ainda precisa ser ampliada para alcançar o percentual ideal de 90%.
O HPV é o principal causador do câncer de colo do útero e também pode afetar outros órgãos. A vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos de vírus oncogênicos, contribuindo para a prevenção de doenças relacionadas.
Julho Amarelo
Silenciosas e, muitas vezes, sem apresentar sintomas por anos, as hepatites virais continuam sendo um desafio para a saúde pública. Com o objetivo de incentivar o diagnóstico...
24 de julho de 2026
Silenciosas e, muitas vezes, sem apresentar sintomas por anos, as hepatites virais continuam sendo um desafio para a saúde pública. Com o objetivo de incentivar o diagnóstico precoce e ampliar a conscientização da população, a Prefeitura de Coxim promove neste sábado (25) uma mobilização especial dentro da campanha Julho Amarelo.
A ação será realizada das 8h às 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em formato drive-thru, permitindo que moradores façam o teste de forma rápida, gratuita e com total sigilo.
Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Serviço de Assistência Especializada (SAE), a iniciativa oferecerá testes rápidos para identificação das hepatites B e C, doenças que podem evoluir de forma silenciosa e provocar danos graves ao fígado quando não diagnosticadas e tratadas a tempo.
Além da testagem, profissionais da saúde estarão disponíveis para orientar a população sobre as formas de transmissão, prevenção, vacinação e tratamento das hepatites virais, esclarecendo dúvidas e incentivando o cuidado com a saúde.
O formato drive-thru foi escolhido para facilitar o acesso da população, permitindo que motoristas e pedestres sejam atendidos com agilidade durante toda a manhã.
Segundo a organização, o exame é realizado em poucos minutos e o atendimento ocorre de maneira reservada, garantindo a confidencialidade dos resultados e o encaminhamento adequado caso algum teste apresente resultado positivo.
O Julho Amarelo é uma campanha nacional voltada ao enfrentamento das hepatites virais, doenças que, em muitos casos, permanecem sem sintomas durante anos, dificultando o diagnóstico precoce.
Por isso, as autoridades de saúde reforçam que realizar o teste, mesmo na ausência de sintomas, é uma das formas mais eficazes de identificar precocemente a infecção, iniciar o tratamento quando necessário e interromper a cadeia de transmissão.
A Secretaria Municipal de Saúde convida toda a população de Coxim a participar da mobilização, destacando que cuidar da própria saúde também é um gesto de proteção à família e à comunidade. A expectativa é ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer a conscientização sobre uma doença que pode ser prevenida, controlada e tratada quando descoberta no momento certo.
Saúde
Pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O...
21 de julho de 2026
Pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da edaravona à rede pública, ampliando as alternativas terapêuticas para pessoas que enfrentam a doença em seus estágios iniciais.
A medida representa um avanço na assistência aos pacientes e deverá beneficiar pessoas em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul. A expectativa é que o medicamento passe a ser disponibilizado pelo SUS após a conclusão dos procedimentos necessários para sua implementação, prevista para ocorrer em até 180 dias.
A edaravona será indicada para adultos diagnosticados com ELA nos graus 1 e 2 da enfermidade e que apresentem evolução da doença de até dois anos.
O medicamento atua reduzindo o estresse oxidativo nas células nervosas, mecanismo que pode contribuir para retardar a progressão da doença em pacientes que atendam aos critérios clínicos definidos pelos especialistas.
Embora não represente a cura da ELA, a terapia é considerada um importante recurso para preservar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurológica degenerativa que compromete os neurônios motores, responsáveis por transmitir os comandos do cérebro aos músculos do corpo.
Com a evolução da enfermidade, o paciente passa a apresentar fraqueza muscular progressiva, dificuldades para caminhar, falar, engolir e, nos casos mais avançados, para respirar.
Apesar dos avanços científicos, a doença ainda não possui cura, tornando fundamental o diagnóstico precoce e o acesso aos tratamentos disponíveis.
Um dos principais obstáculos no enfrentamento da ELA é a identificação da doença. Como não existe um exame laboratorial específico capaz de confirmar o diagnóstico, os médicos precisam reunir informações clínicas, exames de imagem e testes neurológicos para excluir outras enfermidades com sintomas semelhantes.
Esse processo pode levar vários meses, retardando o início do tratamento e o acompanhamento especializado.
A incorporação da edaravona ao SUS representa uma notícia importante também para pacientes de Coxim e da região norte de Mato Grosso do Sul, que dependem da rede pública para o tratamento de doenças de alta complexidade.
Mesmo quando o atendimento especializado é realizado em centros de referência, como Campo Grande, a oferta do medicamento pelo SUS pode reduzir barreiras de acesso e garantir mais qualidade de vida aos pacientes que convivem com a ELA.
Especialistas destacam que, além da medicação, o acompanhamento multidisciplinar envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos continua sendo essencial para preservar a autonomia e oferecer melhores condições de vida às pessoas diagnosticadas com a doença.