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Saúde

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Santa Casa de Campo Grande recebe certificação para criar curso de Medicina

Hospital quer fazer vestibular já em 2027 e vê chance de melhorar condição financeira

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3 de julho de 2026

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CGNEWS

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A Santa Casa de Campo Grande comemorou a publicação no Diário Oficial da União do certificado do Ministério da Saúde que reconhece a instituição como um hospital de ensino. Embora já ofereça residências, esse passo habilita o hospital a criar o curso de Medicina, possibilidade que a direção espera concretizar já em 2027, com o lançamento do primeiro vestibular.

A presidente, Alir Terra, considerou que a certificação demonstra o reconhecimento da excelência do hospital, que já investia em formação de profissionais, participando de 12 pesquisas com outras instituições, com 16 residências médicas e 2 multiprofissionais. Ela lembrou que a notícia chega no mês em que a instituição completa 109 anos, no próximo dia 17.

No ano passado, em abril, a Santa Casa divulgou que estava pleiteando a certificação porque também ajudaria na condição financeira do hospital, com o recebimento de mensalidades, além de recursos adicionais.

O diretor da Escola de Saúde, Fábio Edir, apontou que médicos poderão ter vencimentos melhores por receberem também como preceptores. Por outro lado, o hospital passa a contar com novas fontes de financiamento diante da formação de pessoas e pesquisas.

Ele informou que a Santa Casa tentará adotar os procedimentos necessários para já ofertar no ano que vem a primeira turma. "Essa certificação demonstra o reconhecimento da qualidade do serviço assistencial prestado aos pacientes e que a Santa Casa é um polo na produção do conhecimento e de profissionais na área de saúde", analisou.

Em 2024, o MEC (Ministério da Educação) divulgou um edital para habilitar hospitais-escola para a oferta do curso de medicina. A formação possibilita que os estabelecimentos recebam até 30% a mais por procedimentos e tenham acesso a programas públicos específicos.

A Santa Casa convive com uma crise crônica de financiamento que se arrasta há anos. Atualmente, recebe aportes adicionais do poder público e há uma negociação com o Estado e o Município, com a participação do Poder Judiciário e do Ministério Público, em uma tentativa de haver uma nova pactuação para a prestação de serviços pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O hospital é a referência em uma série de especialidades e a falta de recursos ameaça a continuidade de serviços, como ocorreu no final do ano passado, quando salários atrasaram e funcionários ameaçaram com greve.

Em uma reunião na semana passada, no Fórum de Campo Grande, os presentes definiram a realização de uma perícia contábil que deve trazer parâmetros para a nova contratualização com o poder público.

CGNEWS

Saúde dos idosos

Governo Federal cria programa inédito para levar atendimento de saúde à casa de idosos

Uma nova etapa na assistência à população idosa brasileira começou a ser desenhada pelo Governo Federal. Com o lançamento do Programa de...

Governo Federal cria programa inédito para levar atendimento de saúde à casa de idosos

3 de julho de 2026

Governo Federal cria programa inédito para levar atendimento de saúde à casa de idosos

 

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Uma nova etapa na assistência à população idosa brasileira começou a ser desenhada pelo Governo Federal. Com o lançamento do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar, pela primeira vez, com uma estratégia nacional de financiamento voltada exclusivamente ao atendimento domiciliar de idosos que enfrentam limitações físicas e dificuldades de locomoção.

Apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Rio de Janeiro, o programa prevê um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões para estruturar equipes multiprofissionais que atuarão diretamente nas residências dos pacientes. Os recursos serão distribuídos entre R$ 163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027, fortalecendo a Atenção Primária à Saúde em todo o país.

A proposta busca oferecer um cuidado mais humanizado aos idosos que, por condições de saúde, têm dificuldade para se deslocar até unidades médicas. Com visitas programadas, profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas poderão acompanhar os pacientes em casa, monitorando tratamentos, prevenindo complicações e promovendo maior autonomia e qualidade de vida.

Além de beneficiar diretamente os idosos, a iniciativa também representa um importante suporte às famílias e cuidadores, que muitas vezes enfrentam desafios diários para garantir assistência contínua aos parentes acamados ou com limitações funcionais.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de três milhões de idosos acamados recebem atendimento pelo SUS em todo o Brasil. A expectativa é que, com a implantação do Padi Brasil, mais da metade desse público passe a contar com acompanhamento domiciliar regular, reduzindo internações evitáveis e melhorando o controle de doenças crônicas.

Especialistas avaliam que o fortalecimento da assistência em casa também pode contribuir para desafogar hospitais e unidades de pronto atendimento, permitindo que muitos problemas de saúde sejam acompanhados precocemente no ambiente familiar, onde o paciente costuma apresentar maior conforto e segurança.

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, o novo programa surge como uma resposta à crescente demanda por políticas públicas voltadas ao cuidado contínuo da pessoa idosa, reforçando o compromisso de ampliar o acesso à saúde e garantir um atendimento mais próximo, eficiente e digno para quem mais precisa.

 

Saúde

Ministério da Saúde prorroga vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos até o fim de 2026

O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia nacional de resgate da vacinação contra o HPV destinada a adolescentes e jovens de...

Ministério da Saúde prorroga vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos até o fim de 2026

3 de julho de 2026

Ministério da Saúde prorroga vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos até o fim de 2026

 

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O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia nacional de resgate da vacinação contra o HPV destinada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. A medida tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, proteger essa faixa etária e reduzir a circulação do vírus em todo o Brasil.

Desde o início da estratégia, quase 300 mil doses já foram aplicadas, demonstrando a adesão da população à campanha. A pasta reforça que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), um dos vírus sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo.

O HPV está relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, principalmente o câncer do colo do útero, além de tumores que podem atingir o pênis, a vulva, o ânus e a região da boca e da garganta. Em muitos casos, a infecção não apresenta sintomas, o que reforça a importância da prevenção por meio da imunização.

A estratégia de resgate busca alcançar adolescentes que, por diferentes motivos, não receberam a vacina na idade recomendada. Com a prorrogação do prazo, estados e municípios terão mais tempo para identificar esse público e intensificar as ações de vacinação nas unidades de saúde e em campanhas locais.

O Ministério da Saúde orienta que os jovens de 15 a 19 anos procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar a situação vacinal e receber a dose, caso ainda não tenham sido imunizados.

Além de proteger individualmente, a vacinação contribui para diminuir a transmissão do vírus na população, reduzindo a incidência de doenças e evitando milhares de casos de câncer que poderiam ser prevenidos ao longo dos próximos anos.