sexta, 03 de julho, 2026
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O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia nacional de resgate da vacinação contra o HPV destinada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. A medida tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, proteger essa faixa etária e reduzir a circulação do vírus em todo o Brasil.
Desde o início da estratégia, quase 300 mil doses já foram aplicadas, demonstrando a adesão da população à campanha. A pasta reforça que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), um dos vírus sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo.
O HPV está relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, principalmente o câncer do colo do útero, além de tumores que podem atingir o pênis, a vulva, o ânus e a região da boca e da garganta. Em muitos casos, a infecção não apresenta sintomas, o que reforça a importância da prevenção por meio da imunização.
A estratégia de resgate busca alcançar adolescentes que, por diferentes motivos, não receberam a vacina na idade recomendada. Com a prorrogação do prazo, estados e municípios terão mais tempo para identificar esse público e intensificar as ações de vacinação nas unidades de saúde e em campanhas locais.
O Ministério da Saúde orienta que os jovens de 15 a 19 anos procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar a situação vacinal e receber a dose, caso ainda não tenham sido imunizados.
Além de proteger individualmente, a vacinação contribui para diminuir a transmissão do vírus na população, reduzindo a incidência de doenças e evitando milhares de casos de câncer que poderiam ser prevenidos ao longo dos próximos anos.
Saúde
Formação na modalidade EaD oferece 40 horas de conteúdo sobre diagnóstico, direitos, acolhimento e redes de apoio.
2 de julho de 2026
Com o objetivo de ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado integral às pessoas com síndrome de Down, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul disponibiliza gratuitamente o "Curso de Formação para Pais e Profissionais no Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down". A capacitação é oferecida na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul, e é voltada especialmente para familiares e profissionais que atuam junto a crianças, adolescentes e adultos com a condição.
Com carga horária de 40 horas, o curso oferece conteúdos fundamentados em evidências científicas e orientações voltadas ao cuidado humanizado e integral. A proposta é apoiar mães, pais, familiares e profissionais no enfrentamento dos desafios e na promoção do desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down em todas as etapas da vida.
Entre os temas abordados estão o diagnóstico e o período pós-parto, aspectos psicológicos e familiares, direitos e cidadania, além da importância da interação social e da construção de redes de apoio.
A capacitação pode ser realizada no ritmo do próprio participante e de qualquer localidade, por meio da plataforma Moodle da ESP/MS.
Para a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, ampliar o acesso ao conhecimento é uma estratégia essencial para fortalecer o cuidado às pessoas com síndrome de Down e suas famílias.
"O cuidado começa pela informação de qualidade. Quando famílias e profissionais têm acesso ao conhecimento, conseguem tomar decisões mais seguras, compreender melhor as necessidades de cada pessoa e construir uma rede de apoio mais preparada e acolhedora. Essa formação representa o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde com a promoção da inclusão, da autonomia e da atenção integral ao longo de toda a vida", afirmou.
Além de apoiar familiares, a formação contribui para a qualificação dos profissionais que atuam junto às pessoas com síndrome de Down, fortalecendo práticas baseadas no acolhimento, no respeito às singularidades e na garantia de direitos.
Os interessados podem acessar gratuitamente o curso por meio da plataforma da ESP/MS.
Acesso ao curso:
Plataforma EaD da Saúde MS
Saúde
Uma pesquisa desenvolvida no Brasil pode transformar o tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares. Cientistas da Universidade Estadual de Campinas desenvolveram um stent...
1 de julho de 2026
Uma pesquisa desenvolvida no Brasil pode transformar o tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares. Cientistas da Universidade Estadual de Campinas desenvolveram um stent biodegradável fabricado por impressão 3D, tecnologia que permite criar um dispositivo capaz de manter a artéria aberta durante o período necessário e, posteriormente, ser absorvido naturalmente pelo organismo.
O novo modelo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química da universidade e utiliza uma resina especial que combina resistência mecânica e biocompatibilidade. A proposta é oferecer uma alternativa aos stents metálicos tradicionais, que permanecem de forma permanente no corpo mesmo após cumprirem sua função.
Segundo os responsáveis pelo projeto, a tecnologia busca reduzir possíveis complicações associadas aos implantes convencionais, como inflamações prolongadas e dificuldades em futuros procedimentos cardiovasculares. Com a absorção gradual do dispositivo, a expectativa é que o vaso sanguíneo recupere sua função natural sem a presença de um material permanente.
Outro diferencial do projeto é a utilização da impressão 3D, que abre caminho para a produção de stents personalizados de acordo com as características de cada paciente. Essa possibilidade pode aumentar a precisão do tratamento e contribuir para melhores resultados clínicos.
Embora ainda precise passar por novas etapas de avaliação antes de chegar aos hospitais, o desenvolvimento representa um importante avanço da ciência brasileira e reforça o potencial das tecnologias biomédicas para tornar os procedimentos cardiovasculares mais seguros, modernos e menos invasivos.
Especialistas avaliam que soluções biodegradáveis como essa podem marcar uma nova geração de dispositivos médicos, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e ampliando as possibilidades de tratamento para doenças que continuam entre as principais causas de morte no mundo.