quinta, 02 de julho, 2026
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Com o objetivo de ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado integral às pessoas com síndrome de Down, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul disponibiliza gratuitamente o "Curso de Formação para Pais e Profissionais no Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down". A capacitação é oferecida na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul, e é voltada especialmente para familiares e profissionais que atuam junto a crianças, adolescentes e adultos com a condição.
Com carga horária de 40 horas, o curso oferece conteúdos fundamentados em evidências científicas e orientações voltadas ao cuidado humanizado e integral. A proposta é apoiar mães, pais, familiares e profissionais no enfrentamento dos desafios e na promoção do desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down em todas as etapas da vida.
Entre os temas abordados estão o diagnóstico e o período pós-parto, aspectos psicológicos e familiares, direitos e cidadania, além da importância da interação social e da construção de redes de apoio.
A capacitação pode ser realizada no ritmo do próprio participante e de qualquer localidade, por meio da plataforma Moodle da ESP/MS.
Para a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, ampliar o acesso ao conhecimento é uma estratégia essencial para fortalecer o cuidado às pessoas com síndrome de Down e suas famílias.
"O cuidado começa pela informação de qualidade. Quando famílias e profissionais têm acesso ao conhecimento, conseguem tomar decisões mais seguras, compreender melhor as necessidades de cada pessoa e construir uma rede de apoio mais preparada e acolhedora. Essa formação representa o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde com a promoção da inclusão, da autonomia e da atenção integral ao longo de toda a vida", afirmou.
Além de apoiar familiares, a formação contribui para a qualificação dos profissionais que atuam junto às pessoas com síndrome de Down, fortalecendo práticas baseadas no acolhimento, no respeito às singularidades e na garantia de direitos.
Os interessados podem acessar gratuitamente o curso por meio da plataforma da ESP/MS.
Acesso ao curso:
Plataforma EaD da Saúde MS
Saúde
Uma pesquisa desenvolvida no Brasil pode transformar o tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares. Cientistas da Universidade Estadual de Campinas desenvolveram um stent...
1 de julho de 2026
Uma pesquisa desenvolvida no Brasil pode transformar o tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares. Cientistas da Universidade Estadual de Campinas desenvolveram um stent biodegradável fabricado por impressão 3D, tecnologia que permite criar um dispositivo capaz de manter a artéria aberta durante o período necessário e, posteriormente, ser absorvido naturalmente pelo organismo.
O novo modelo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química da universidade e utiliza uma resina especial que combina resistência mecânica e biocompatibilidade. A proposta é oferecer uma alternativa aos stents metálicos tradicionais, que permanecem de forma permanente no corpo mesmo após cumprirem sua função.
Segundo os responsáveis pelo projeto, a tecnologia busca reduzir possíveis complicações associadas aos implantes convencionais, como inflamações prolongadas e dificuldades em futuros procedimentos cardiovasculares. Com a absorção gradual do dispositivo, a expectativa é que o vaso sanguíneo recupere sua função natural sem a presença de um material permanente.
Outro diferencial do projeto é a utilização da impressão 3D, que abre caminho para a produção de stents personalizados de acordo com as características de cada paciente. Essa possibilidade pode aumentar a precisão do tratamento e contribuir para melhores resultados clínicos.
Embora ainda precise passar por novas etapas de avaliação antes de chegar aos hospitais, o desenvolvimento representa um importante avanço da ciência brasileira e reforça o potencial das tecnologias biomédicas para tornar os procedimentos cardiovasculares mais seguros, modernos e menos invasivos.
Especialistas avaliam que soluções biodegradáveis como essa podem marcar uma nova geração de dispositivos médicos, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e ampliando as possibilidades de tratamento para doenças que continuam entre as principais causas de morte no mundo.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/mL utilizada em aplicações...
1 de julho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/mL utilizada em aplicações injetáveis, após a identificação de uma falha de qualidade que pode representar risco à saúde. A decisão vale para todo o território nacional e envolve a interrupção da comercialização, distribuição e utilização do medicamento.
A medida foi adotada depois que análises apontaram a presença de partículas na solução injetável, um problema que indica a existência de materiais estranhos ou componentes que não foram completamente dissolvidos durante o processo de fabricação. Esse tipo de irregularidade pode comprometer a segurança do produto, principalmente quando administrado diretamente na corrente sanguínea.
O lote afetado é o 24112378, produzido pela farmacêutica Hypofarma, e corresponde à apresentação em caixas contendo 100 ampolas de 2 mL. A determinação é direcionada principalmente a hospitais, clínicas, unidades de saúde e demais estabelecimentos que utilizam o medicamento em atendimentos médicos.
A Anvisa orienta que instituições de saúde verifiquem seus estoques e retirem imediatamente o lote interditado de circulação, evitando sua administração em pacientes. A recomendação também vale para distribuidoras e estabelecimentos responsáveis pelo armazenamento do produto.
É importante destacar que a suspensão se restringe ao lote identificado na resolução da agência reguladora. Outros lotes da dipirona fabricados pela empresa ou por outros laboratórios não foram incluídos na medida e continuam autorizados para comercialização, desde que atendam aos padrões de qualidade exigidos.
A atuação da Anvisa faz parte do monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no país. Sempre que são detectadas falhas capazes de comprometer a eficácia ou a segurança de um produto, o órgão pode determinar medidas preventivas, como recolhimento, interdição ou suspensão da distribuição, com o objetivo de proteger a saúde da população.
Pacientes que tenham dúvidas sobre medicamentos utilizados durante internações ou procedimentos médicos devem procurar orientação junto ao profissional de saúde responsável pelo atendimento. Já as unidades de saúde devem seguir as determinações da agência reguladora e adotar as providências necessárias para impedir o uso do lote suspenso.