sexta, 03 de julho, 2026
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Uma nova etapa na assistência à população idosa brasileira começou a ser desenhada pelo Governo Federal. Com o lançamento do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar, pela primeira vez, com uma estratégia nacional de financiamento voltada exclusivamente ao atendimento domiciliar de idosos que enfrentam limitações físicas e dificuldades de locomoção.
Apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Rio de Janeiro, o programa prevê um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões para estruturar equipes multiprofissionais que atuarão diretamente nas residências dos pacientes. Os recursos serão distribuídos entre R$ 163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027, fortalecendo a Atenção Primária à Saúde em todo o país.
A proposta busca oferecer um cuidado mais humanizado aos idosos que, por condições de saúde, têm dificuldade para se deslocar até unidades médicas. Com visitas programadas, profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas poderão acompanhar os pacientes em casa, monitorando tratamentos, prevenindo complicações e promovendo maior autonomia e qualidade de vida.
Além de beneficiar diretamente os idosos, a iniciativa também representa um importante suporte às famílias e cuidadores, que muitas vezes enfrentam desafios diários para garantir assistência contínua aos parentes acamados ou com limitações funcionais.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de três milhões de idosos acamados recebem atendimento pelo SUS em todo o Brasil. A expectativa é que, com a implantação do Padi Brasil, mais da metade desse público passe a contar com acompanhamento domiciliar regular, reduzindo internações evitáveis e melhorando o controle de doenças crônicas.
Especialistas avaliam que o fortalecimento da assistência em casa também pode contribuir para desafogar hospitais e unidades de pronto atendimento, permitindo que muitos problemas de saúde sejam acompanhados precocemente no ambiente familiar, onde o paciente costuma apresentar maior conforto e segurança.
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, o novo programa surge como uma resposta à crescente demanda por políticas públicas voltadas ao cuidado contínuo da pessoa idosa, reforçando o compromisso de ampliar o acesso à saúde e garantir um atendimento mais próximo, eficiente e digno para quem mais precisa.
Saúde
O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia nacional de resgate da vacinação contra o HPV destinada a adolescentes e jovens de...
3 de julho de 2026
O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia nacional de resgate da vacinação contra o HPV destinada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante. A medida tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, proteger essa faixa etária e reduzir a circulação do vírus em todo o Brasil.
Desde o início da estratégia, quase 300 mil doses já foram aplicadas, demonstrando a adesão da população à campanha. A pasta reforça que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), um dos vírus sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo.
O HPV está relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, principalmente o câncer do colo do útero, além de tumores que podem atingir o pênis, a vulva, o ânus e a região da boca e da garganta. Em muitos casos, a infecção não apresenta sintomas, o que reforça a importância da prevenção por meio da imunização.
A estratégia de resgate busca alcançar adolescentes que, por diferentes motivos, não receberam a vacina na idade recomendada. Com a prorrogação do prazo, estados e municípios terão mais tempo para identificar esse público e intensificar as ações de vacinação nas unidades de saúde e em campanhas locais.
O Ministério da Saúde orienta que os jovens de 15 a 19 anos procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar a situação vacinal e receber a dose, caso ainda não tenham sido imunizados.
Além de proteger individualmente, a vacinação contribui para diminuir a transmissão do vírus na população, reduzindo a incidência de doenças e evitando milhares de casos de câncer que poderiam ser prevenidos ao longo dos próximos anos.
Saúde
Formação na modalidade EaD oferece 40 horas de conteúdo sobre diagnóstico, direitos, acolhimento e redes de apoio.
2 de julho de 2026
Com o objetivo de ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado integral às pessoas com síndrome de Down, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul disponibiliza gratuitamente o "Curso de Formação para Pais e Profissionais no Cuidado à Pessoa com Síndrome de Down". A capacitação é oferecida na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul, e é voltada especialmente para familiares e profissionais que atuam junto a crianças, adolescentes e adultos com a condição.
Com carga horária de 40 horas, o curso oferece conteúdos fundamentados em evidências científicas e orientações voltadas ao cuidado humanizado e integral. A proposta é apoiar mães, pais, familiares e profissionais no enfrentamento dos desafios e na promoção do desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down em todas as etapas da vida.
Entre os temas abordados estão o diagnóstico e o período pós-parto, aspectos psicológicos e familiares, direitos e cidadania, além da importância da interação social e da construção de redes de apoio.
A capacitação pode ser realizada no ritmo do próprio participante e de qualquer localidade, por meio da plataforma Moodle da ESP/MS.
Para a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, ampliar o acesso ao conhecimento é uma estratégia essencial para fortalecer o cuidado às pessoas com síndrome de Down e suas famílias.
"O cuidado começa pela informação de qualidade. Quando famílias e profissionais têm acesso ao conhecimento, conseguem tomar decisões mais seguras, compreender melhor as necessidades de cada pessoa e construir uma rede de apoio mais preparada e acolhedora. Essa formação representa o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde com a promoção da inclusão, da autonomia e da atenção integral ao longo de toda a vida", afirmou.
Além de apoiar familiares, a formação contribui para a qualificação dos profissionais que atuam junto às pessoas com síndrome de Down, fortalecendo práticas baseadas no acolhimento, no respeito às singularidades e na garantia de direitos.
Os interessados podem acessar gratuitamente o curso por meio da plataforma da ESP/MS.
Acesso ao curso:
Plataforma EaD da Saúde MS