terça, 16 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), novo imunizante incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. As doses já chegaram à Rede de Frio Estadual e serão distribuídas aos municípios conforme os critérios definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A Pneumo 20 representa um avanço na estratégia de imunização do país ao oferecer proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, principal causadora de doenças como pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas que podem provocar internações, sequelas e até mortes, especialmente entre crianças pequenas.
Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Paula Goldfinger, a chegada da nova vacina fortalece as ações de prevenção dentro do SUS.
“A Pneumo 20 é uma importante inovação incorporada ao calendário vacinal do SUS. Ela amplia significativamente a proteção oferecida às crianças e demais grupos contemplados, fortalecendo a prevenção contra doenças graves e contribuindo para reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo”, afirmou.
A distribuição das doses ocorrerá de forma proporcional ao quantitativo recebido e à população-alvo definida pelo Ministério da Saúde. Paralelamente, a SES realizará orientações técnicas e capacitações voltadas aos profissionais de saúde sobre a utilização do novo imunizante e as estratégias adotadas durante o período de transição.
Conforme Ana Paula Goldfinger, o Estado trabalha para garantir que a nova tecnologia esteja disponível à população de forma rápida e segura.
“Em Mato Grosso do Sul, a chegada dessas primeiras 8,3 mil doses representa um passo importante para fortalecer a proteção da nossa população contra doenças pneumocócicas. Estamos trabalhando para garantir uma distribuição ágil aos municípios e apoiar as equipes de saúde nesse processo de implantação, assegurando que essa nova tecnologia chegue de forma segura e eficiente a quem mais precisa”, destacou.
Neste primeiro momento, a vacinação ocorrerá de forma mista. Como Mato Grosso do Sul ainda possui estoque da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), as doses remanescentes continuarão sendo aplicadas até o esgotamento do estoque, seguindo orientação do Ministério da Saúde.
O esquema vacinal previsto para a transição contempla uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. Após o fim dos estoques da VPC10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a nova vacina.
A Pneumo 20 será destinada aos públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Além das crianças menores de cinco anos, o imunizante também estará disponível para povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação com vacina pneumocócica conjugada, idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).
A expectativa é que a ampliação da cobertura vacinal contribua para reduzir ainda mais a incidência de casos graves, internações e mortes relacionadas às doenças pneumocócicas.
Desde a inclusão da vacina pneumocócica no Programa Nacional de Imunizações, em 2010, o Brasil registrou redução significativa nos casos de doença pneumocócica invasiva e meningite pneumocócica entre crianças pequenas.
Com a incorporação da Pneumo 20 ao SUS, a expectativa é ampliar esses resultados, fortalecendo a proteção da população e garantindo acesso gratuito a uma tecnologia mais avançada de prevenção em saúde pública.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a...
15 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote falsificado do hormônio do crescimento Criscy (somatropina) e proibiu a comercialização, distribuição e utilização de um lote do medicamento oncológico Kimmtrak, após identificar que o produto foi desviado durante um furto de carga na Europa.
As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e têm como objetivo evitar riscos à saúde dos pacientes que utilizam esses medicamentos.
De acordo com a Anvisa, o lote do hormônio do crescimento foi identificado como falsificado, o que significa que sua origem e composição não podem ser comprovadas. Já o lote do Kimmtrak foi retirado da cadeia regular de distribuição após ser alvo de um roubo de carga, comprometendo as condições de armazenamento e transporte do medicamento.
Diante da situação, a agência determinou que os produtos sejam retirados imediatamente de circulação, uma vez que não há garantias de que tenham sido conservados de forma adequada nem de que mantenham sua eficácia e segurança.
A Anvisa orienta pacientes, profissionais de saúde, hospitais e estabelecimentos farmacêuticos a verificarem a procedência dos medicamentos antes da utilização. Caso algum dos lotes interditados seja identificado, a recomendação é interromper o uso e comunicar imediatamente a Vigilância Sanitária local ou a própria agência.
O órgão também reforça que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados e por canais oficiais de distribuição. A medida busca reduzir o risco de exposição da população a produtos falsificados, adulterados ou desviados, que podem colocar a saúde dos pacientes em perigo.
A Anvisa ressalta que ações como essa fazem parte do monitoramento contínuo do mercado farmacêutico para garantir que apenas medicamentos seguros, eficazes e com origem comprovada cheguem aos consumidores brasileiros.
maus-tratos
Equipe médica apontou que lesão aparenta ser antiga; Conselho Tutelar e Ministério Público foram notificados.
15 de junho de 2026
Uma bebê foi transferida para a Santa Casa de Campo Grande na tarde deste domingo (14) após dar entrada no Centro Regional de Saúde (CRS) do Bairro Tiradentes com uma fratura no fêmur. A equipe médica suspeita de maus-tratos qualificados, uma vez que a lesão aparenta ser antiga.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol e será investigado pela Polícia Civil. O Conselho Tutelar e o Ministério Público foram formalmente notificados sobre a situação.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após a criança dar entrada na unidade de saúde por volta das 12h40.
Em conversa com a assistência social, os pais informaram que a fratura teria ocorrido no sábado (13), mas que não procuraram atendimento médico imediato por acreditarem que a lesão não era grave.
Durante o atendimento, a médica responsável constatou indícios de que a fratura não seria recente, o que levantou a suspeita de possível crime.
Diante da gravidade do quadro, a profissional determinou a transferência da bebê para a Santa Casa de Campo Grande. A criança foi encaminhada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acompanhada pelos pais.
Após a comunicação dos fatos às autoridades competentes, o Conselho Tutelar e o Ministério Público foram acionados pela equipe da unidade de saúde.
A Polícia Civil investiga o caso para apurar as circunstâncias da lesão e eventual responsabilidade dos suspeitos, apontados como os pais da criança.