sábado, 04 de julho, 2026
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O Brasil registrou um novo aumento nos casos de Covid-19, com 28,8 mil diagnósticos confirmados em apenas 24 horas, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. Embora o cenário atual seja diferente dos momentos mais críticos da pandemia, especialistas reforçam que o vírus continua em circulação e exige atenção, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade.
Desde o início da pandemia, o país já contabilizou mais de 36,3 milhões de casos confirmados da doença. No mesmo período, 693,8 mil brasileiros perderam a vida em decorrência da Covid-19, número que evidencia o impacto histórico da emergência sanitária.
Apesar dos novos registros, o balanço também aponta um dado positivo: 34,9 milhões de pessoas já se recuperaram da infecção, reflexo do avanço da vacinação, do fortalecimento da assistência médica e do desenvolvimento de tratamentos mais eficazes ao longo dos últimos anos.
Nas últimas 24 horas, foram contabilizadas 119 mortes relacionadas à doença. O número é significativamente menor do que os registrados durante o pico da pandemia, mas demonstra que o coronavírus ainda representa risco para parte da população.
Autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas gripais procurem atendimento médico, mantenham o esquema vacinal atualizado e adotem medidas preventivas sempre que necessário, como higiene frequente das mãos e o uso de máscara em ambientes de maior risco, especialmente para grupos vulneráveis.
O Ministério da Saúde segue monitorando a evolução dos casos em todo o país e reforça a importância da vacinação, considerada a principal ferramenta para reduzir o risco de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos.
Saúde
Hospital quer fazer vestibular já em 2027 e vê chance de melhorar condição financeira
3 de julho de 2026
A Santa Casa de Campo Grande comemorou a publicação no Diário Oficial da União do certificado do Ministério da Saúde que reconhece a instituição como um hospital de ensino. Embora já ofereça residências, esse passo habilita o hospital a criar o curso de Medicina, possibilidade que a direção espera concretizar já em 2027, com o lançamento do primeiro vestibular.
A presidente, Alir Terra, considerou que a certificação demonstra o reconhecimento da excelência do hospital, que já investia em formação de profissionais, participando de 12 pesquisas com outras instituições, com 16 residências médicas e 2 multiprofissionais. Ela lembrou que a notícia chega no mês em que a instituição completa 109 anos, no próximo dia 17.
No ano passado, em abril, a Santa Casa divulgou que estava pleiteando a certificação porque também ajudaria na condição financeira do hospital, com o recebimento de mensalidades, além de recursos adicionais.
O diretor da Escola de Saúde, Fábio Edir, apontou que médicos poderão ter vencimentos melhores por receberem também como preceptores. Por outro lado, o hospital passa a contar com novas fontes de financiamento diante da formação de pessoas e pesquisas.
Ele informou que a Santa Casa tentará adotar os procedimentos necessários para já ofertar no ano que vem a primeira turma. "Essa certificação demonstra o reconhecimento da qualidade do serviço assistencial prestado aos pacientes e que a Santa Casa é um polo na produção do conhecimento e de profissionais na área de saúde", analisou.
Em 2024, o MEC (Ministério da Educação) divulgou um edital para habilitar hospitais-escola para a oferta do curso de medicina. A formação possibilita que os estabelecimentos recebam até 30% a mais por procedimentos e tenham acesso a programas públicos específicos.
A Santa Casa convive com uma crise crônica de financiamento que se arrasta há anos. Atualmente, recebe aportes adicionais do poder público e há uma negociação com o Estado e o Município, com a participação do Poder Judiciário e do Ministério Público, em uma tentativa de haver uma nova pactuação para a prestação de serviços pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O hospital é a referência em uma série de especialidades e a falta de recursos ameaça a continuidade de serviços, como ocorreu no final do ano passado, quando salários atrasaram e funcionários ameaçaram com greve.
Em uma reunião na semana passada, no Fórum de Campo Grande, os presentes definiram a realização de uma perícia contábil que deve trazer parâmetros para a nova contratualização com o poder público.
CGNEWS
Saúde dos idosos
Uma nova etapa na assistência à população idosa brasileira começou a ser desenhada pelo Governo Federal. Com o lançamento do Programa de...
3 de julho de 2026
Uma nova etapa na assistência à população idosa brasileira começou a ser desenhada pelo Governo Federal. Com o lançamento do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar, pela primeira vez, com uma estratégia nacional de financiamento voltada exclusivamente ao atendimento domiciliar de idosos que enfrentam limitações físicas e dificuldades de locomoção.
Apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Rio de Janeiro, o programa prevê um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões para estruturar equipes multiprofissionais que atuarão diretamente nas residências dos pacientes. Os recursos serão distribuídos entre R$ 163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027, fortalecendo a Atenção Primária à Saúde em todo o país.
A proposta busca oferecer um cuidado mais humanizado aos idosos que, por condições de saúde, têm dificuldade para se deslocar até unidades médicas. Com visitas programadas, profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros especialistas poderão acompanhar os pacientes em casa, monitorando tratamentos, prevenindo complicações e promovendo maior autonomia e qualidade de vida.
Além de beneficiar diretamente os idosos, a iniciativa também representa um importante suporte às famílias e cuidadores, que muitas vezes enfrentam desafios diários para garantir assistência contínua aos parentes acamados ou com limitações funcionais.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de três milhões de idosos acamados recebem atendimento pelo SUS em todo o Brasil. A expectativa é que, com a implantação do Padi Brasil, mais da metade desse público passe a contar com acompanhamento domiciliar regular, reduzindo internações evitáveis e melhorando o controle de doenças crônicas.
Especialistas avaliam que o fortalecimento da assistência em casa também pode contribuir para desafogar hospitais e unidades de pronto atendimento, permitindo que muitos problemas de saúde sejam acompanhados precocemente no ambiente familiar, onde o paciente costuma apresentar maior conforto e segurança.
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, o novo programa surge como uma resposta à crescente demanda por políticas públicas voltadas ao cuidado contínuo da pessoa idosa, reforçando o compromisso de ampliar o acesso à saúde e garantir um atendimento mais próximo, eficiente e digno para quem mais precisa.