quinta, 09 de julho, 2026
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atualizou as regras para a composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil. A mudança busca adequar os imunizantes às variantes do coronavírus que estão em circulação e estabelece critérios para que fabricantes apresentem novas fórmulas.
A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9) e substitui uma regra anterior, divulgada em março. Pela decisão, as vacinas devem ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para provocar resposta imunológica contra uma única linhagem do vírus.
Entre as composições previstas estão aquelas baseadas na cepa LP.8.1 e em variantes derivadas da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1.
Os fabricantes também poderão propor fórmulas diferentes das indicadas pela agência. Nesse caso, terão de apresentar provas de que o imunizante é capaz de gerar resposta contra as variantes em circulação ou estimular a produção de anticorpos neutralizantes com atuação mais ampla.
A Anvisa também definiu um período de transição para evitar o descarte imediato de vacinas produzidas com fórmulas anteriores. As doses já fabricadas ou distribuídas poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses após a aprovação da nova versão do mesmo imunizante.
Esse prazo, porém, não é automático em todas as situações. A agência poderá reduzi-lo ou suspender o uso das doses anteriores caso identifique alguma razão sanitária para isso.
Quando uma empresa quiser atualizar uma vacina por uma fórmula que não esteja prevista nas regras atuais, será necessário apresentar um pedido específico. A documentação deverá incluir dados sobre fabricação, qualidade, segurança e eficácia, seguindo também parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A atualização periódica ocorre porque o Sars-CoV-2 continua sofrendo mutações e dando origem a novas variantes. A lógica é parecida com a adotada nas vacinas contra a gripe, que também têm sua composição revista para acompanhar os vírus mais presentes em cada período.
Na prática, a mudança pretende aproximar a fórmula das vacinas das variantes que estão circulando. As doses aplicadas anteriormente não perdem a validade por causa da atualização e continuam tendo papel na prevenção de casos graves e mortes.
Saúde
O Brasil registrou um novo aumento nos casos de Covid-19, com 28,8 mil diagnósticos confirmados em apenas 24 horas, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da...
4 de julho de 2026
O Brasil registrou um novo aumento nos casos de Covid-19, com 28,8 mil diagnósticos confirmados em apenas 24 horas, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. Embora o cenário atual seja diferente dos momentos mais críticos da pandemia, especialistas reforçam que o vírus continua em circulação e exige atenção, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade.
Desde o início da pandemia, o país já contabilizou mais de 36,3 milhões de casos confirmados da doença. No mesmo período, 693,8 mil brasileiros perderam a vida em decorrência da Covid-19, número que evidencia o impacto histórico da emergência sanitária.
Apesar dos novos registros, o balanço também aponta um dado positivo: 34,9 milhões de pessoas já se recuperaram da infecção, reflexo do avanço da vacinação, do fortalecimento da assistência médica e do desenvolvimento de tratamentos mais eficazes ao longo dos últimos anos.
Nas últimas 24 horas, foram contabilizadas 119 mortes relacionadas à doença. O número é significativamente menor do que os registrados durante o pico da pandemia, mas demonstra que o coronavírus ainda representa risco para parte da população.
Autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas gripais procurem atendimento médico, mantenham o esquema vacinal atualizado e adotem medidas preventivas sempre que necessário, como higiene frequente das mãos e o uso de máscara em ambientes de maior risco, especialmente para grupos vulneráveis.
O Ministério da Saúde segue monitorando a evolução dos casos em todo o país e reforça a importância da vacinação, considerada a principal ferramenta para reduzir o risco de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos.
Saúde
Hospital quer fazer vestibular já em 2027 e vê chance de melhorar condição financeira
3 de julho de 2026
A Santa Casa de Campo Grande comemorou a publicação no Diário Oficial da União do certificado do Ministério da Saúde que reconhece a instituição como um hospital de ensino. Embora já ofereça residências, esse passo habilita o hospital a criar o curso de Medicina, possibilidade que a direção espera concretizar já em 2027, com o lançamento do primeiro vestibular.
A presidente, Alir Terra, considerou que a certificação demonstra o reconhecimento da excelência do hospital, que já investia em formação de profissionais, participando de 12 pesquisas com outras instituições, com 16 residências médicas e 2 multiprofissionais. Ela lembrou que a notícia chega no mês em que a instituição completa 109 anos, no próximo dia 17.
No ano passado, em abril, a Santa Casa divulgou que estava pleiteando a certificação porque também ajudaria na condição financeira do hospital, com o recebimento de mensalidades, além de recursos adicionais.
O diretor da Escola de Saúde, Fábio Edir, apontou que médicos poderão ter vencimentos melhores por receberem também como preceptores. Por outro lado, o hospital passa a contar com novas fontes de financiamento diante da formação de pessoas e pesquisas.
Ele informou que a Santa Casa tentará adotar os procedimentos necessários para já ofertar no ano que vem a primeira turma. "Essa certificação demonstra o reconhecimento da qualidade do serviço assistencial prestado aos pacientes e que a Santa Casa é um polo na produção do conhecimento e de profissionais na área de saúde", analisou.
Em 2024, o MEC (Ministério da Educação) divulgou um edital para habilitar hospitais-escola para a oferta do curso de medicina. A formação possibilita que os estabelecimentos recebam até 30% a mais por procedimentos e tenham acesso a programas públicos específicos.
A Santa Casa convive com uma crise crônica de financiamento que se arrasta há anos. Atualmente, recebe aportes adicionais do poder público e há uma negociação com o Estado e o Município, com a participação do Poder Judiciário e do Ministério Público, em uma tentativa de haver uma nova pactuação para a prestação de serviços pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O hospital é a referência em uma série de especialidades e a falta de recursos ameaça a continuidade de serviços, como ocorreu no final do ano passado, quando salários atrasaram e funcionários ameaçaram com greve.
Em uma reunião na semana passada, no Fórum de Campo Grande, os presentes definiram a realização de uma perícia contábil que deve trazer parâmetros para a nova contratualização com o poder público.
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