quarta, 03 de junho, 2026
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A nova pesquisa Ipespe, divulgada a clientes da corretora XP Investimentos nesta sexta-feira 24, mostrou uma repetição dos cenários registrados ao longo desta semana, com o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) ocupando as primeiras posições nas simulações que desconsideram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inelegível pela Lei da Ficha Limpa, como candidato. Bolsonaro registrou 23% das intenções de voto, enquanto Marina apareceu com 12%.
Com uma margem de erro acima dos padrões usuais – 3,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos –, aparecem tecnicamente empatados com Marina pela segunda posição os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) com 8% e Fernando Haddad (PT), com 6%. Alvaro Dias (Podemos) registrou 5% das intenções de voto. João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) apareceram com 2%, Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL) e João Goulart Filho (PPL) registraram 1%. Vera Lúcia (PSTU) e José Maria Eymael (DC) não alcançaram 1%.
Todos os candidatos, no entanto, seguem perdendo para o “não voto”. Brancos, nulos e indecisos somaram 29% no cenário, segundo o levantamento. Todas as oscilações na pesquisa, que é divulgada semanalmente, aconteceram dentro da margem de erro.
Apoiado por LulaDepois de apresentar essa simulação, a XP/Ipespe propõe outra, em que o ex-prefeito aparece como “Fernando Haddad apoiado por Lula”. Nesse cenário, ele passa de 6% para 13% e supera os demais empatados na segunda posição. Nesse cenário, com um direcionamento maior dos eleitores do ex-presidente, os candidatos que mais caem são Bolsonaro (de 23% para 20%) e Marina (de 12% para 9%), ambos, portanto, com oscilação de três pontos percentuais.
Apesar disso, a pesquisa também registra uma queda no índice de eleitores de Lula que migrariam para Haddad. Antes, eram 44% dos apoiadores do ex-presidente. Nesta semana, são 32%, sem nenhum relevante fato novo que possa explicar a oscilação, ocorrida depois de um período de alta no levantamento anterior. Em contrapartida, cresceu o índice daqueles que passariam a votar nulo (de 25% para 36%).
Em um cenário em que Lula seria autorizado a concorrer, ele lideraria a pesquisa, com 32% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (20%), Ciro Gomes (7%), Alckmin (7%), Marina (7%), Alvaro Dias (4%), João Amoêdo (2%), Cabo Daciolo (1%), Henrique Meirelles (1%). Os demais não pontuam. Brancos, nulos e indecisos somam 18%.
Segundo turnoEm uma particularidade desta pesquisa, feita por telefone, Jair Bolsonaro se sairia melhor no segundo turno do que o registrado no Datafolha, quando ele só se daria melhor contra Fernando Haddad. Nos resultados, Bolsonaro só perderia fora da margem de erro em um embate contra o ex-presidente Lula, por 45% a 33%.
Ele aparece na frente nos confronto contra o ex-prefeito (38% a 32%) e Geraldo Alckmin (34% a 33%), equivalente a Ciro Gomes (ambos com 32%) e derrotado dentro da margem por Marina (37% a 33%). No caso de uma disputa entre Alckmin e Ciro, melhor para o tucano (33% a 28%), mas também dentro da oscilação possível prevista.
RejeiçãoDe todos os seis candidatos com melhores resultados nas pesquisas, apenas Alvaro Dias tem menos de 50% de rejeição dos eleitores. O senador do Podemos aparece com 48%. Os demais ficam na mesma faixa. Lula e Marina com 60%, Ciro, Alckmin e Bolsonaro com 59%. Haddad é rejeitado por 54%.
Dias também é o mais desconhecido, com 31% dos eleitores dizendo que não o conhecem, seguido por Haddad, com 25%. Os demais já apresentam taxas muito menores. Ciro só é desconhecido por 11%, Bolsonaro, 10%, Alckmin, 8%, Marina, 5% e Lula por só 1%.
ExpectativaEssa é a primeira vez, segundo a XP, que a maior parte dos eleitores acredita na vitória de Lula (31%), apesar de ser uma diferença pequena para os que acreditam que Bolsonaro vá ser eleito (30%). Outros 7% acreditam que Geraldo Alckmin vá vencer, seguido por Ciro e Marina (3% cada), Alvaro Dias (2%). Um total de 16% não sabe, 5% citaram outros candidatos e 1% não respondeu.
A pesquisa ouviu 1.000 pessoas por telefone entre os dias 20 e 22 de agosto e tem margem de erro de 3,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. A taxa de confiança é de 95,5%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07829/2018.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.