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Política

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Vereador grava prefeito oferecendo dinheiro em suposto ‘mensalinho’ da base

O município de Ivinhema, distante 297 km da Capital, foi palco de uma denúncia que mexeu com a política local. Um vereador, da oposição, acusou o prefeito da cidade de lhe oferecer dinheiro em troca de apoio, como já fazia com os membros de sua base aliada. O acusado rebate o adversário e diz que apenas criou uma ‘história’, já desconfiando que estava sendo gravado clandestinamente.

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26 de setembro de 2017

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O município de Ivinhema, distante 297 km da Capital, foi palco de uma denúncia que mexeu com a política local. Um vereador, da oposição, acusou o prefeito da cidade de lhe oferecer dinheiro em troca de apoio, como já fazia com os membros de sua base aliada. O acusado rebate o adversário e diz que apenas criou uma ‘história’, já desconfiando que estava sendo gravado clandestinamente.

As gravações teriam sido feitas em agosto, pelo vereador Juliano Ferro (PR), contra o prefeito Eder Uilson França, o Tuta (PSDB), mas tornadas públicas apenas no final de setembro. O MPE-MS (stério Público Estadual) já instaurou um procedimento para averiguar o caso.

“A gente sabe as maracutaias, mas ninguém nunca escancarou”, disparou Juliano ao Jornal Midiamax. Ele contou que estava na presidência interina da Câmara quando teria sido cobrado a fazer a devolução de dinheiro do duodécimo, aproximadamente R$ 50 mil por mês.

“Ele (prefeito) foi vindo de devagarzinho e fui me passando por corrupto, fui conversando para abrir o jogo. Ai ele me falou que tinha voltar R$ 50 mil, R$ 25 mil para mim, seria tudo meu, que os R$ 25 (mil) dele ele tinha compromisso com a base dele, R$ 2 mil para cada um e ficaria com R$ 15 (mil)”, detalha.

Foram pelo menos três conversas gravadas, com mais de três horas duração, todas dentro da Prefeitura, e o próprio vereador revela que o prefeito já desconfiava que estava sendo gravado, tanto que ao cobrar do prefeito sua parte, ele não esperava receber o dinheiro, cerca de R$ 15 mil, que foram deixados em uma lata de lixo em frente ao seu comércio em Ivinhema.

“Não tenho conhecimento de quem deixou (o dinheiro). Veio R$ 15 mil. Eu nem acreditei que eles ia deixar esse dinheiro, em uma das gravação ele diz: ’é fiquei sabendo que parece que você me gravou, rapaz, não sei o que’, mas no dia seguinte fui olhar e tava lá (o dinheiro)”, revela Juliano.

Além de entregar as gravações ao MPE, o vereador afirmou também que vai cobrar a instalação de uma comissão da Câmara para investigar os colegas que teriam recebido ‘mesada’ do prefeito.

Encenação

Do mesmo modo que o denunciante diz que se ‘passou por corrupto’, o denunciado alega que também encenou nas conversas com o vereador, e que inclusive criou a história do repasse de R$ 2 mil aos vereadores da base.

“Ele começou a me chantagear para poder levar alguma vantagem”, acusa Tuta. De acordo com o Chefe do Executivo de Ivinhema, que já desconfiava que estava sendo gravado, o vereador lhe procurou pedindo dinheiro para quitar dívidas de campanha. “segundo meus advogados meu único erro foi ter dado corda pra ele”, emendou.

Tuta afirma que o dinheiro recebido como devolução do duodécimo da Câmara vai permitir a compra de seis veículos, cuja licitação já estaria marcada para acontecer nos próximos dias, sendo quatro carros para saúde, um para educação e outro para tributação.

O prefeito destaca que já protocolou uma queixa crime contra Juliano, a quem acusa de ter mudado a versão sobre a entrega do suposto suborno. “Na Câmara ele disse que eu entreguei, depois no outro dia mudou a versão. Ele tem que provar, quem deu R$ 25 mil? De que lugar saiu? Quem pegou? Quem entregou?”, disse Tuta, que já pediu que o stério Público solicite as imagens das câmeras de segurança da loja de Juliano e de residências próximas, para identificar quem teria deixado R$ 15 mil em uma lata de lixo.

“Ninguém nunca pegou dinheiro, até porque a gente não é infantil. Até disse para ele que em breve a cidade vai saber quem é o cidadão Juliano Barros Donato, o passado dele o condena”, finaliza o prefeito Tuta, que afirma já ter disponibilizado à Justiça a quebra de seu sigilo fiscal e telefônico.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.