quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Vereadores de São Gabriel do Oeste cassaram na terça-feira (22) o mandato do vereador Rogério Rohr (PSD) por violação de decoro parlamentar. Rohr foi cassado após o prefeito Jeferson Tomazoni (PSDB) denunciar o parlamentar por violação de decoro parlamentar.
A denúncia foi feita pelo fato de Rogério Rohr derrubar parte do muro do lixão da cidade no dia 13 de outubro, após uma chuva com ventos de 47 quilômetros por hora, que já havia destruído parte do muro. Ele filmou a ação e chegou a insinuar que teria ocorrido superfaturamento da obra do muro, por parte do prefeito.
O vereador disse que o prefeito embolsou o dinheiro público para campanha eleitoral. Na época, a Polícia Civil chegou a instaurar um inquérito policial para apurar dano ao patrimônio público, após o vídeo circular nas redes sociais.
Na denúncia recebida pela Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar, consta que a conduta do vereador viola o regimento interno da Câmara Municipal, que “abusou de prerrogativas ao depredar patrimônio público e incitou a população a realizar mesmos atos”, publicou o site Idest.
Em sua defesa, o vereador Rogério Rohr citou a má qualidade da obra e que todo o muro deverá ser demolido e refeito, conforme laudos de engenheiros. Disse também que intenção do vídeo foi demonstrar à população a indignação por uma obra de “alto custo e mal executada”, afirmando que não tinha intenção de derrubar o muro e que não agiu com intuito de incitar a população a pratica de violência ou qualquer crime de dano público.
Parlamentares utilizarem a tribuna a respeito do assunto. Os vereadores Angelo Mendes (Republicanos) e Vagner Trindade (PSDB), anunciaram serem contra a cassação. “Entendo que o ato de derrubar o muro foi impulsivo. Não vi nenhuma intenção de ir lá para derrubar. Foi apresentar o defeito”, disse Vagner, relatando ser favorável a uma advertência ao vereador e não a cassação de seu mandato.
Como com suspeita de estar infectado pelo coronavírus, Rogério Rohr não pode estar presente na sessão e foi representado pelo advogado Alexandre Barros Padilhas, que destacou que o parlamentar não cometeu um crime para que fosse cassado.
Foi então realizada a votação secreta, através de dois questionamentos. “O ato praticado pelo vereador Rogério Rohr, que foi derrubar parte do muro do lixão, caracteriza-se como abuso das prerrogativas legais asseguradas aos membros da Câmara Municipal? O ato praticado pelo vereador Rogério Rohr, que foi derrubar parte do muro do lixão, é incompatível com o decoro parlamentar?”, ambos com três votos “não” e seis “sim”.
Com o resultado da votação, o presidente da Casa de Leis, Valdecir Malacarne determinou que fosse expedido decreto legislativo de cassação do vereador Rogério Rohr, que após publicado será comunicada a Justiça Eleitoral.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.