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Política

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Temendo derrota, Puccinelli pode desistir nos próximos dias e iniciar outra novela

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17 de junho de 2024

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WENDELL REIS / INVESTIGA MS

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É grande a possibilidade de o ex-governador, André Puccinelli (MDB) anunciar, nos próximos dias, a desistência da candidatura a prefeito de Campo Grande. O anúncio deve iniciar outra novela, com enredo: quem Puccinelli apoiará?

Adversários e filiados ao MDB sempre desconfiaram da candidatura porque, embora repita que é pré-candidato, em várias ocasiões, o ex-governador deixou claro que poderia recuar.

A renúncia deve ter como principal justificativa a falta de recurso do partido para a campanha, o que para muitos é apenas uma desculpa do ex-governador, já que o partido encomendou uma pesquisa que, segundo emedebistas, aponta Puccinelli como melhor candidato na qualitativa.

Recentemente, Puccinelli contou para pessoas mais chegadas que sua candidatura poderia ser derrubada pela nacional para servir a interesses da coligação PSDB/MDB em São Paulo, o que foi desmentido pelo MDB local. Neste cenário, ele teria que apoiar o candidato do PSDB em Mato Grosso do Sul, em troca de apoio do PSDB de Sao Paulo para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que tenta a reeleição para a maior cidade do País.

Indagado sobre a possibilidade deste boicote acontecer, o deputado estadual Junior Mochi (MDB) afirmou que o MDB de Mato Grosso do Sul tem diretório constituído e, portanto, autonomia para definir candidatura própria. Neste contexto, segundo Mochi, Puccinelli só não seria candidato se não quisesse.

Ao dizer que poderia ter a candidatura derrubada pela nacional, Puccinelli chegou a falar que dinheiro nem era mais o problema, porque tinha conseguido promessa de investimento de pelo menos R$ 10 milhões.

Década de derrotas

Há dez anos, Puccinelli deixava o governo, ainda reinando na política local. Na ocasião, era visto como favorito para o Senado, mas desistiu para abrir espaço a Nelsinho Trad (então MDB) na disputa para o governo, com Simone Tebet (MDB) para o Senado.

Nelsinho perdeu e Simone foi eleita. Depois disso, Puccinelli viveu dias difíceis, chegando a ficar preso por cinco meses. Ele chegou a dizer à reportagem que, ter desistido do Senado, certamente foi um erro político.

A prisão impediu Puccinelli de concorrer com Azambuja em 2018. Ele voltou para a urna em 2022 e figurava como favorito até o efeito Jair Bolsonaro levar Capitão Contar (PRTB) para o segundo turno.

O terceiro lugar rendeu a Puccinelli a primeira derrota após anos de sucesso, onde reinou absoluto na política de Mato Grosso do Sul. O ex-governador não escondeu a decepção de perder e disse em algumas situações que faltou grana, reconhecendo também o peso das máquinas do governo do Estado e Federal, que apoiaram Eduardo Riedel (PSDB) e Contar.

Puccinelli sentiu o peso das máquinas após se beneficiar em várias eleições, onde dinheiro nunca foi problema para o ex-deputado estadual, federal, prefeito eleito e reeleito na Capital, e governador eleito e reeleito.

O medo de Puccinelli se justifica pelo histórico. Quando disputou as eleições majoritárias que venceu (para prefeitura da Capital e Governo), ele tinha apoio de alguma máquina, seja do Governo do Estado, ou da Prefeitura de Campo Grande, sempre comandadas pelo MDB.

Quando disputou, pela primeira vez, sem uma máquina, na última campanha para o Governo do Estado, acabou perdendo. Foi a segunda derrota de Puccinelli, que havia perdido apenas em 1982, quando debutava como candidato a prefeito em Fátima do Sul.

A falta de dinheiro foi, ao longo deste período de pré-campanha, a principal justificativa de Puccinelli para uma eventual desistência. Todavia, em uma entrevista no Município de Camapuã, ele chegou a dizer que poderia renunciar em troca de apoio do PSDB para a eleição de 2026, quando pretende disputar o Senado.

Se confirmada a desistência, o ex-governador pode iniciar novo mistério, pelo menos até a convenção, quando o partido decidirá quem apoiar. Há quem aposte que tudo não passaria de um jogo de cena para se manter no holofote e valorizar o passe, em uma eleição que promete ser disputada.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.