quinta, 04 de junho, 2026
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Habituado em fazer as coberturas jornalísticas mais importantes que mudaram a história de Mato Grosso do Sul, o Jornal Diário do Estado destaca com louvor a eleição da senadora Soraya Thronicke (PSL) que conquistou 16,22% dos votos válidos (370.666 mil) e superou “pesos pesados” da política sul-mato-grossense como Waldemir Moka, Zeca do PT e o candidato do governador Marcelo Miglioli. Foram contabilizados 2.285.755 votos válidos no estado com 240.683 brancos e nulos 373.420. O novo fenômeno eleitoral do estado nega que a fórmula do sucesso tenha sido o fato de estar no mesmo partido de Jair Bolsonaro, mas ao seu posicionamento político construído ao longo dos anos.
A coragem de Soraya Thronicke que representa a figura da mulher numa campanha que foi mais difícil para ela do que os demais candidatos. Fez carreatas no interior do estado usando colete à prova de balas debaixo da camiseta verde e amarela repleta de adesivos de apoio ao presidenciável do seu partido, Jair Bolsonaro. Além disso, ela só saia de casa na companhia de dois seguranças armados.
Toda a cautela da advogada de 45 anos deve-se ao medo do próprio primeiro suplente, Rodolfo Oliveira Nogueira (44) depois de, segundo ela, ter sido ameaçada de morte por ele no telefone. A versão foi narrada em um boletim de ocorrência registrado em 29 de agosto, na 1ª Delegacia de Campo Grande. Nogueira é um pecuarista na região de Dourados, sul do estado.
Filiado ao PSL desde março, tornou-se presidente da legenda no estado e agora encarou sua primeira eleição. É muito próximo de Bolsonaro - na página de Nogueira no Facebook há várias fotos de ambos e um vídeo em que o presidente nacional do partido, Gustavo Bebianno, diz que o pecuarista é “amigo pessoal do capitão”.
Soraya também é estreante em eleições. Surgiu como liderança popular nas passeatas de 2013, em Campo Grande. Filiou-se ao Novo em setembro do ano passado e, em março deste ano, ao PSL. Declarou patrimônio de apenas 10 mil reais, dinheiro em espécie. Em pesquisa Ibope divulgada no dia 4, Soraya tinha 4% de intenções de voto, atrás de outros seis candidatos. O imbróglio entre ele e Soraya começou em meados de agosto, quando ela se deparou, nas ruas de Campo Grande, com adesivos colados nos vidros traseiros de automóveis em que a figura de Bolsonaro aparecia ao lado do candidato a senador Dorival Betini, do PMB, adversário de Soraya.
Ao se queixar a Nogueira, ele teria dito que autorizara Betini a usar a imagem do presidenciável. Dias depois, a candidata encontrou santinhos em que o número de Bolsonaro na urna aparecia ao lado de candidatos do PSDB e do PTB ao Senado – as duas siglas são coligadas ao PSL no estado. Soraya decidiu reclamar diretamente com o presidente nacional do PSL. Horas depois da conversa com Bebianno, Nogueira teria telefonado para a candidata e feito ameaças. “Eu vou te avisar, nunca mais passe por cima de mim… Escute bem: na próxima vez que você passar por cima de mim eu acabo com você”, teria dito Nogueira, na versão da advogada. Mesmo com tantos transtornos durante a campanha, Soraya conseguiu a segunda vaga para o Senado.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.