quinta, 04 de junho, 2026
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O secretário municipal de saúde, Jamal Salem, garantiu, na manhã de ontem (5), que vai cortar os supersalários dos médicos e servidores lotados no Cempe (Centro Municipal Pediátrico) que recebem três e duas vezes mais, respectivamente, em comparação aos profissionais que trabalham nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Um pediatra do Cempe, por exemplo, recebe, em média, R$ 3 mil por plantão. Já um pediatra de uma UPA, recebe R$ 1 mil.
A declaração do secretário foi dada após o Conselho Municipal de Saúde determinar, em assembleia, essa redução. Caso a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) não atenda ao pedido do Conselho, o município poderá ficar sem a verba do Fundo Municipal de Saúde, que é composto por, entre outras, verbas do governo federal e do Estado. A deliberação do Conselho foi publicada no DioGrande (Diário Oficial de Campo Grande).
“Já estávamos estudando isso [o corte]. Eu garanto que os salários serão cortados, mesmo porque esses servidores e médicos já sabiam, desde o início, que eles não poderiam ganhar mais do que seus colegas de profissão, que também trabalham para o município. Sempre fui contra essa medida, pois não é legal”, destacou Jamal.
Para tentar evitar reclamações dos servidores que terão parte do salário cortado, Jamal afirma que a Sesau está elaborando um plano de cargos e carreiras. “Estamos estudando isso, está em fase de planejamento”, diz.
Além do corte de salários, o Conselho de Saúde decidiu pelo remanejamento do Cempe, passando, assim, a fazer parte da estrutura da Sesau. “Para que o Cempe revogue os decretos que criaram os supersalários, é preciso que o centro passe para a DAS [Diretoria de Assistência à Saúde], já que, ao ser criado, ele fazia parte do gabinete do secretário. Desta forma, a unidade terá mais autonomia”, explicou o primeiro secretário do Conselho de Saúde, Sebastião Campos Arinos.
Sebastião reforça que, caso as deliberações do Conselho não sejam atendidas pela Sesau, a Saúde de Campo Grande pode ficar sem as verbas do Fundo Municipal. “Hoje, o Cempe está sendo mantido por meio de uma suplementação orçamentária, que foi autorizada pela Câmara Municipal. Se eles usarem dinheiro do fundo sem cumprir as determinações do Conselho estarão cometendo improbidade administrativa”, termina Arinos.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.