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Servidores fantasmas e altos salários na OMEP e Seleta levam MPE a propor TAC

Recomendação se estende a todos os funcionários contratados pela prefeitura

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11 de fevereiro de 2016

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Midia Max

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Funcionários fantasmas, terceirizados realizando funções que deveriam ser atribuições de efetivos e altos salários discrepantes com a realidade para os contratados via OMEP (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar) e Seleta (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária), levaram o MPE (Ministério Público Estadual) a propor à Prefeitura de Campo Grande um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que se estende a todos os terceirizados do município.

Segundo o promotor responsável pelo TAC, Fernando Martins Zaupa, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, as informações fornecidas pelo próprio município levaram à constatação do que ele classificou de ‘diversas discrepâncias e irregularidades’, que existem desde gestões anteriores.

Alguns dos contratos ainda em voga na Capital foram firmados ainda na primeira gestão de André Puccinelli (PMDB) à frente da Capital (1997-2000). Nos contratos firmados entre prefeitura e as duas entidades, o parquet identificou remuneração diferenciada ou desproporcional para os mesmos cargos e funções ou, então, auxiliares que recebem valores superiores aos cargos aos quais devem assistir.

O próprio município, informa o MPE, informou da existência de muitos cargos com ‘nomenclatura vaga’, sem especificação do local de lotação e trabalho, o que prejudica a fiscalização do serviço e abre espaço para os chamados ‘servidores fantasmas’.

Alguns dos terceirizados contratos pela Prefeitura via OMEP e Seleta sequer trabalhavam para o município, prestando serviços nas próprias entidades, mas recebiam seus salários dos cofres públicos.

Diversos outros cargos da gama de terceirizados não podem, segundo o promotor, continuar na condição de ‘contratados’, ou pela função exercida, pertinente a efetivos, ou pelo caráter permanente em que se encontram, já que alguns há décadas estão contratados pela administração municipal.

As constatações foram consideradas ‘graves’ pelo Ministério Público, que recomendou ao prefeito da Capital, que cumpra as obrigações ‘estampadas’ no TAC, que seja, a apresentação de um plano cronológico e sistemático para o ‘referido cumprimento’, inclusive referente à celebração de concurso público para os serviços considerados ‘essenciais’.

O promotor também pediu que o município ‘sane’ imediatamente ‘as discrepâncias e colocações ilegais ligadas aos serviços não essenciais’. Ele frisa ainda que diante das alegações do prefeito de crise financeira no município, as irregularidades nas contratações se tornam ainda mais ‘nocivas’ aos cofres públicos.

A Prefeitura da Capital também terá que apresentar uma relação de todos os servidores municipais contratados, com identificação de seu local físico de trabalho e horário de expediente, tornando público (via internet e imprensa oficial) a informação para toda a população.

Na visão do promotor, é fundamental que a prefeitura estabeleça ‘rotinas’ de fiscalização da recomendação, o que levaria à instalação e regulação do registro eletrônico de frequência dos servidores públicos (contratados e concursados) vinculados ao Poder Executivo Municipal.

Para o MPE, os terceirizados só devem ser contratos ‘nos termos estritos da excepcionalidade e temporariedade’,  para os casos e situações como emergência e calamidade, previstos em lei.

A recomendação foi tornada pública no começo da última semana e o prazo para que o prefeito da Capital responda por escrito se cumprirá ou não a recomendação vence no começo da próxima semana, e o MPE já avisou que, em caso de não cumprimento, irá adotar ‘as medidas legais por omissão no dever de agir, mediante o ajuizamento da ação civil pública cabível’.

 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.