quarta, 03 de junho, 2026
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Prefeitos de 50 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram de paralisação e se encontram ontem (10) na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) para discutir a crise que enfrentam com a diminuição dos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Aluízio São José, prefeito de Coxim, disse que não conseguiu pagar todos os servidores no quinto dia útil e teve que deixar 10% da folha para depois, no mês passado, assim como em Campo Grande. A reclamação não é só dele, mas da maioria dos prefeitos que estão no local.
“Fechamos a folha e vamos precisar escalonar de novo. A situação é crítica em Coxim, precisei cancelar a conclusão de algumas obras por falta deste repasse. Acabamos fazendo um empréstimo de R$ 22 milhões para obras de contenção de alagamentos”.
Para o prefeito, a paralisação dos municípios é importante para mostrar para a população que a situação não é isolada. “Não é má gestão. Faltam, recursos federais. Acredito que crise vá interferir na eleição ano que vem, porque nos bastidores todos dizem que prefeitos vão mal”.
Paulo Duarte, prefeito de Corumbá, disse que há queda de receita desde o início do ano e que medidas consideradas impopulares tiveram que ser tomadas para tentar contornar a falta de dinheiro. “A crise começa a afetar até o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), que é um imposto municipal, teve queda de 50% na arrecadação. Está grave, só não está pior porque cortamos despesas. Diárias, por exemplo, só em casos de extrema necessidade. Fora isso, não tem”.
O prefeito corumbaense disse que não precisou, ainda, escalonar os salários. “Pode ser que aconteça em alguns meses, mas por enquanto fizemos adiantamento de salários.
Márcia Moura, prefeita de Três Lagoas, disse que ainda não utilizou o recurso, mas que para isso precisou demitir 250 servidores no mês passado. E mais demissões estão por vir. “Vamos substituí-los por concursados, estamos enxugando a prefeitura para conseguir manter o planejamento. A promessa era de que receberíamos R$ 80 milhões do PAC 2. Depois, o valor diminuiu para R$ 5 milhões e nem isso recebemos ainda”;
Prefeito de Água Clara, Silas José disse que a folha dos servidores é paga antes do dia 30, mas por causa da crise uma reserva de R$ 10 milhões, prevista para obras, está sendo usada para pagar os servidores. “Como município menor, dependemos quase exclusivamente dos repasses do governo federal, que neste mês caiu 26%. Ainda não estamos escalonando o salário, só usando a verba de obras para o custeio”, ressaltou.
Juvenal Neto, prefeito de Nova Alvorada do Sul e presidente da Assomasul disse que não há um levantamento oficial sobre os escalonamentos, mas que todo mês mais cidades de MS aderem à alternativa e que o número tende a aumentar. “Se a situação do repasse não se resolver, cada vez mais será preciso dividir os salários dos servidores”, finalizou. (Midiamax)
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.