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Semana terá batalhas decisivas para Temer na Câmara e no Senado

De um lado, presidente tenta salvar a pele indicado um aliado para relatar denúncia contra ele na Câmara; no Senado, risco é não aprovar reforma trabalhista

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3 de julho de 2017

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O presidente Michel Temer (PMDB) terá esta semana duas batalhas que vão influenciar os rumos do seu mandato nas principais frentes abertas pelo peemedebista: uma, para livrar a própria pele, arquivando a denúncia contra ele na Câmara; outra, para dar sobrevida ao seu governo, sacramentando a aprovação da reforma trabalhista no Senado.

Nas duas, a vitória parece certa, mas o governo não canta vitória antes da hora: teme ser abandonado por alguns parlamentares, que, apesar de integrarem a base aliada, podem não querer vincular seus nomes de forma definitiva a um governo cujo futuro é incerto.

A primeira batalha será nesta terça-feira, quando deve ser definido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o relator da denúncia contra Temer feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A comissão tem 66 parlamentares, sendo 40 deles integrantes de partidos da base aliada, mas isso é relativo. Um exemplo é o próprio presidente da CCJ, o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), que, apesar de ser do mesmo partido do presidente, tem se mostrado independente do governo e acenado com a escolha de um nome independente para analisar a denúncia.

Pacheco também já deu mostras de rebeldia em relação ao governo ao dizer que acha que as denúncias contra o presidente – Janot pode fazer três – devem tramitar de forma separada, o que desagrada aos líderes do governo, que querem encerrar da forma mais rápida possível a discussão sobre as acusações contra o presidente na Câmara.

“Os critérios para a escolha do relator são ter conhecimento jurídico, ter relativa independência em relação aos interesses em jogo, porque isso é fundamental: a sobreposição dos critérios jurídicos e técnicos sobre os critérios políticos”, disse Pacheco na semana passada. Segundo ele, o relator pode ser da base aliada, do próprio PMDB  ou da oposição, “mas que tenha relativa independência em suas posições”, disse.

O Planalto já viu o sinal amarelo: para agradar a Pacheco, vai trocar o presidente de Furnas, colocando Júlio César Andrade, que agrada ao peemedebista e ao PMDB de Minas Gerais, no lugar do atual dirigente, Ricardo Medeiros. Avisado da intenção do governo, Pacheco voltou a dizer que isso não mudará a sua postura e que a troca em Furnas era só a correção de uma “falta grave” com Minas, já que o PMDB local sempre indicou o dirigente máximo da estatal.

Placar apertado

Já na quarta-feira o presidente tem luta em outra frente: tentar aprovar a reforma trabalhista no plenário do Senado, último passo para sacramentar as mudanças na legislação. Ser um presidente capaz de conduzir a aprovação das reformas econômicas no Congresso é hoje o principal trunfo de Temer para permanecer à frente do cargo.

Por isso mesmo, uma derrota seria catastrófica. E o governo teme por ela. Nas contas mais otimistas dos aliados, Temer tem 48 dos 81 votos do Senado, o que seria suficiente, já que precisa apenas da maioria simples da Casa, ou seja, 41 votos. Mas no cenário pessimista, a base governista acredita em cinco traições, o que deixaria o projeto no limite de não ser aprovado.

A derrota da reforma trabalhista seria uma tragédia para o governo porque ela é considerada a mais fácil de ser aprovada. A da Previdência, que foi adiada por causa da crise política, é tida como muito mais complicada, já que, por ser uma emenda à Constituição, precisa do apoio de 2/3 dos senadores e deputados.

Diante do cenário, não está descartado que o governo adie a votação da reforma para tentar consolidar um cenário mais otimista. Um termômetro da disposição dos parlamentares poderá ser sentida já na terça-feira, quando o Senado irá apreciar o requerimento de urgência para a votação, que permite a tramitação mais rápida do projeto.

Nova denúncia

Além das batalhas na Câmara e no Senado, Temer deve ter pela frente esta semana mais uma denúncia apresentada por Janot – desta vez por obstrução de justiça, tendo como base, principalmente, o suposto aval de Temer para que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprasse o silencio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de seu operador, o doleiro Lúcio Funaro.

Janot ainda pode apresentar uma terceira denúncia por formação de organização criminosa, que incluiria, além de Temer, outros peemedebistas como Cunha e os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Alves e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.