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Ruralista doa R$ 1 milhão e supera Piquet como maior financiador de Bolsonaro

O produtor rural Oscar Luiz Cervi fez uma doação de R$ 1 milhão à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

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5 de setembro de 2022

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Rafael Neves/Uol SP

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O produtor rural Oscar Luiz Cervi fez uma doação de R$ 1 milhão à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o aporte, Cervi superou o ex-piloto Nelson Piquet, que havia doado R$ 501 mil, e passa a ser o maior financiador individual da candidatura bolsonarista. 

Conforme mostrou a reportagem, empresários do agronegócio têm sido os maiores investidores da campanha de Bolsonaro, que arrecadou R$ 7,89 milhões com pessoas físicas até o final da tarde de ontem (4), segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Dos 10 maiores doadores da campanha registrados até o momento, Piquet é o único que não é do agro. 

Quanto a campanha de Bolsonaro já recebeu?

Segundo os dados mais recentes do TSE, atualizados às 17h41 deste domingo, a campanha bolsonarista recebeu até o momento R$ 17,89 milhões, sendo R$ 10 milhões provenientes do fundo partidário do PL. O restante, R$ 7,89 milhões, foi desembolsado por 806 doadores. Destes, 15 repassaram à campanha quantias de R$ 100 mil ou mais, mas a maioria dos colaboradores (55,7%) doou R$ 1 mil ou menos. 

Bolsonaro é, disparado, o presidenciável que mais recebeu recursos de pessoas físicas até agora. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal rival do chefe do Executivo nas pesquisas de intenção de voto, arrecadou por enquanto R$ 176 mil com doações privadas, quase todo o valor proveniente de um financiamento coletivo.

O petista, por outro lado, é o candidato que mais recebeu recursos do fundo eleitoral até aqui: foram R$ 66 milhões despejados pelo PT na campanha dele, quantia seis vezes maior do que o PL depositou na candidatura de Bolsonaro.

Quem é o maior doador de Bolsonaro?

De perfil discreto, sem redes sociais, Cervi é produtor de soja, milho e algodão em propriedades no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. Suas duas principais empresas estão sediadas em Coxim-MS e Campo Novo dos Parecis-MT.

Segundo uma homenagem feita pelo ex-deputado estadual Wagner Ramos na AL-MT (Assembleia Legislativa do Mato Grosso), em 2013, Oscar e o irmão dele, Telmo Antonio Cervi, nasceram no Rio Grande do Sul e chegaram ao Mato Grosso do Sul em 1983, onde fizeram uma sociedade e começaram a plantar soja.

Trinta anos depois, segundo a homenagem, ambos plantavam 50.000 hectares de soja e 30.000 hectares de milho em suas propriedades. Juntas, as terras têm mais da metade da área da cidade de São Paulo. Um encarte da multinacional Bunge, de 2004, afirmava que Cervi era "um dos maiores fornecedores de soja" da empresa em todo o mundo.

Qual é o perfil dos doadores de Bolsonaro? 

O estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, é onde atuam seis dos dez maiores financiadores da campanha bolsonarista. Mas Bolsonaro também recebeu grandes montantes de ruralistas baseados no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. 

Cervi, o maior doador individual de Bolsonaro, não fez até o momento repasses para nenhum outro candidato. Mas alguns dos que também contribuíram com campanhas como a de Antonio Galvan, que se licenciou da presidência da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso) para concorrer ao Senado.

Galvan, que é investigado no inquérito dos atos antidemocráticos do STF (Supremo Tribunal Federal), ficou conhecido ao comparecer à sede da PF (Polícia Federal), para prestar depoimento, em um comboio de tratores.

Como Bolsonaro tem arrecadado?

Apesar de Bolsonaro estar bem à frente dos demais na arrecadação de doações, a campanha não está satisfeita. Segundo apurou o UOL, a preocupação com as despesas da corrida eleitoral levou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a pressionar Bolsonaro a gravar um vídeo pedindo recursos, no início do mês passado.

Com bom trânsito no agronegócio, apoiadores próximos do presidente têm feito reuniões e jantares para "passar o chapéu" entre empresários do ramo. Um dos correligionários que está capitaneando os pedidos é o ruralista Luiz Antonio Nabhan Garcia, secretário de assuntos fundiários do governo Bolsonaro. 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

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5 de maio de 2026

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.