quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Em fala agressiva durante defesa de seu parecer na relatoria da CCJ (Comissão de Constituição de Justiça), Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) acusou Michel Temer de compra de votos para obter na comissão decisão contrária à abertura da investigação contra o presidente.
— O senhor Michel temer, contra quem pesam seríssimos indícios, acha que pode, usando bilhões de reais de dinheiro público, submeter a Câmara dos Deputados a seu bel sabor para proibir a sociedade de saber o que realmente aconteceu.
Advogado, Zveiter argumentou que os “bilhões de reais” repassados a parlamentares configurariam outro crime, do qual o presidente não é acusado:
— Distribuir bilhões em dinheiro público é obstrução de justiça. Para que os deputados venham aqui nesta comissão atrás de liberação de verba, emendas parlamentares e cargos, e votarem contra este parecer.
Ele ainda reforçou que uma eventual derrota do parecer na CCJ “representa não uma derrota do relatório, mas do povo brasileiro”.
Defesa em plenário
Sergio Zveiter afirmou que o PMDB, partido seu e do presidente Michel Temer, o ameaça de expulsão devido seu posicionamento na CCJ. “Se eu soubesse que o PMDB quer que eu aprove a entrega de emendas parlamentares e cargos para obter apoio, jamais entraria no PMDB”, afirmou o relator.
O peemedebista garantiu que irá defender seu parecer a favor da investigação do presidente Michel Temer no plenário da Câmara, no caso de uma eventual derrota do relatório na comissão.
— Vou defender meu voto até o final julgamento na casa, porque o PMDB nem nenhum deputado pode me tirar esse direito. Não estamos aqui para condenar ou absolver Michel Temer, mas para aprovar que sejam feitos os devidos esclarecimentos. O Presidente da república quer tirar o direito da população de ver esclarecidos os fatos. Subtrair do povo brasileiro o direito de ter certeza absoluta sobre o que aconteceu em todo esse episódio é um equívoco ao qual eu absolutamente não posso concordar.
Aprovado ou não, a denúncia da PGR contra Michel Temer e o parecer do relator serão votados na Câmara dos Deputados, e, caso seja aprovado por 2/3 da Casa, segue para o STF (Supremo Tribunal Federal) que decide se afasta ou não o presidente por 180 dias para encaminhar a investigação.
Publicidade Fechar anúncioPara o deputado, a narrativa do procurador-geral da República, Eduardo Janot, “é fortíssima”.
— O presidente recebeu fora de horário, no palácio do Jaburu, residência presidencial, um empresário que respondia a inúmeros processos, e indicou, sim, o senhor Rocha Loures, que posteriormente recebeu 500.000 de propina.
Zveiter criticou os deputados que foram trocados, segundo ele, de forma artificial, para conseguir o apoio ao presidente. “Aqueles que foram retirados a força daqui não poderão se esconder no plenário, com voto aberto. Esse resultado artificial pode parecer uma derrota ao relatório, mas é só o começo da discussão da matéria”, afirmou o deputado, afirmando que a sujeição a manobras leva à rejeição dos políticos pela população.
A CCJ deve votar hoje, por volta das 16h, a aprovação da denúncia do promotor-geral da República, Eduardo Janot,
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.