quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Política

A+ A-

Quem pagou vistoria ilegal deve procurar a Justiça para ser ressarcido, orienta o MP

Promotoria diz que advogado ou defensor público poderão ser acionados

Icone Calendário

22 de julho de 2016

Icone Autor

Midia Max

Continue Lendo...

Se você é um dos muitos motoristas sul-mato-grossenses que precisou pagar a vistoria ilegal para conseguir o licenciamento de seu veículo com mais de cinco anos de fabricação, o MPE-MS (Ministério Público Estadual) orienta a procura de um advogado ou defensor público para ter seu dinheiro de volta.

O órgão informou, por meio de sua assessoria, que não ‘possui atribuição legal para analisar ou efetuar eventual cobrança de ressarcimento de valores pagos por aqueles que já realizaram as vistorias, cabendo a cada cidadão procurar um profissional habilitado (advogado ou defensor público) para que seja verificado se juridicamente é possível ou não haver o ressarcimento’.

Já o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) reafirmou que não fará devolução do dinheiro da taxa de vistoria, considerada ilegal pelo Ministério Público, que até 20 de julho de 2016 a Portaria que instituía a cobrança ainda estava valendo.

O diretor-presidente do Detran, Gerson Claro, que recentemente migrou do PDT para o PSB, não foi encontrado para comentar o assunto. De acordo com sua assessoria, ele não apareceu na sede do órgão nesta quinta-feira (21) já que estaria de viagem.

Segundo o Detran, a liberação da cobrança obrigatória é válida a partir de hoje, e já está disponível para motoristas que decidiram esperar um pouco mais para pagar seu licenciamento. Os mais ‘precavidos’ perderam o dinheiro das vistorias.

A reportagem do Jornal Midiamax procurou o Detran, sem sucesso, no começo desta semana, antes da revogação da cobrança, para saber sobre uma reunião anunciada pelo governo entre a direção do Detran e o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que aconteceria na 1ª quinzena de julho, e que poderia pôr fim à taxa.

Recomendação

O MPE revelou ainda que até hoje não teve resposta do governo estadual sobre a recomendação, publicada em 10 de junho, que pedia a suspensão da cobrança e o cancelamento do credenciamento das vistoriadoras. Todavia, a 29ª Promotoria de Justiça da Capital, aponta que a revogação da portaria atende ‘à Recomendação quanto à cessação da ilegalidade apontada’.

Denúncias

Em março de 2015, logo após do início da cobrança da taxa, instituída por André Puccinelli (PMDB) e mantida por Reinaldo Azambuja (PSDB), o Jornal Midiamax denunciou irregularidades no serviço de vistoria na Capital.

Um mesmo veículo, que teve o freio isolado e um amortecedor removido, foi levado a várias vistoriadoras e aprovado em todas, o que atentava contra o discurso mantido pelo governo de que a cobrança visava garantir a segurança no transito, retirando de circulação veículos sem condições de uso.

As denúncias continuaram durante todo o ano de 2015, motoristas sempre reclamando da má qualidade dos serviços prestados pelas vistoriadoras, e do mau atendimento prestado pelo Detran. Leitores flagraram e filmaram longas filas na sede do Detran na Capital.

No começo de 2016, o Jornal Midiamax teve acesso a novos vídeos de vistoria veicular feita sem os critérios básicos de verificação de itens de segurança, justificativa usada pelo governo para criação da portaria que estabeleceu a cobrança obrigatória. Um proprietário de um Hyundai Vera Cruz levou o veículo com pneus carecas, sem estepe, macaco, chave de roda e triângulo, itens obrigatórios para circulação de qualquer carro em território brasileiro, cuja ausência é considerada infração gravíssima, com multa que ultrapassa R$ 540.

Alem da recomendação do MPE-MS, a vistoria também recebeu um parecer contrário da AGU (Advocacia-Geral da União), uma manifestação do MPF (Ministério Público Federal) classificando a cobrança obrigatória como ‘flagrantemente inconstitucional’, e o STF (Supremo Tribunal Federal) chegou a suspender a mesma taxa em outros Estados. Até mesmo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), procurado pelo Jornal Midiamax, afirmou que ‘manifestou-se contrariamente à realização de vistoria veicular para fins de licenciamento, em razão da falta de previsão legal’.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

6 de maio de 2026

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

 

Continue Lendo...

Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.