quinta, 04 de junho, 2026
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A Operação Lama Asfáltica encontrou as planilhas com supostos pagamentos de propina pela JBS antes da delação premiada do empresário Joesley Batista, que indicam o pagamento de R$ 34 milhões em propinas para políticos e para o PMDB no Mato Grosso do Sul. O valor teria sido pago pela empresa, centro do mais recente escândalo nacional.
Conforme reportagem da Folha de S. Paulo, um mês antes de estourar o escândalo da delação dos sócios da JBS, a Polícia Federal havia divulgado as planilhas com a relação dos supostos pagamentos. Em 2016, a PF havia localizado na casa de André Luiz Cance planilhas com datas, nomes e valores e cópias de três acordos assinados entre a JBS e o governo do Estado para concessão de benefícios fiscais. Os acordos eram assinados, na JBS, por Valdir Boni, que se tornou delator no acordo fechado com a PGR (Procuradoria Geral da República).
A PF entregou à Justiça Federal, no dia 19 de abril, uma análise sobre os papéis apreendidos. Uma auditoria feita nas planilhas pela CGU (Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União) apontou uma correspondência entre os benefícios obtidos pela JBS na área tributária e os valores anotados como pagamentos, à proporção de 20%.
As anotações indicam que R$ 5 milhões foram pagos ao "PMDB", R$ 9,2 milhões para as empreiteiras Ase e Proteco, de propriedade de João Amorim e mais R$ 2 milhões para a gráfica Alvorada, de propriedade de Mirched Jafar Junior, entre outros pagamentos.
As conclusões da PF na operação encontraram confirmação no conteúdo das delações da JBS e que vieram a público depois da investigação de MS. Em depoimento gravado em vídeo no acordo assinado com a PGR, um dos donos da JBS, Wesley Batista, afirmou que "o esquema" começou na época do governador e atual deputado Zeca do PT.
Em documento entregue à PGR, Valdir Boni, afirmou que a JBS pagou R$ 150 milhões como remuneração pelos decretos, tanto na gestão de Puccinelli quanto na do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
Em entrevista coletiva, Reinaldo Azambuja disse que doações feitas pela JBS foram declaradas à Justiça Eleitoral no diretório do PSDB, que repassou os recursos à sua campanha. Azambuja disse que, desde que tomou posse em 2015, mudou a política de incentivos fiscais e isso fez "dobrar" os recolhimentos da JBS em impostos.
Em nota, André Puccinelli negou com veemência as acusações, e chamou a história de “inverossímil”, devido aos valores.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.