quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
A Polícia Federal está nas ruas da manhã desta segunda-feira para cumprir mandados relacionados ao acordo de delação premiada da JBS. Os agentes cumprem ordens de busca e apreensão nas casas do ex-procurador Marcelo Miller, do empresário Joesley Batista e do diretor da JBS Ricardo Saud.
A ação foi batizada de Operação Bocca, segundo a PF, em uma referência à Bocca della veritá, escultura romana que serviria como “detector de mentiras”. Segundo lendas da idade média, a boca da escultura se fecharia se alguém dissesse alguma mentira com a mão, o que teria sido usado no passado para “provar” veracidade. Ao todo, são cinco mandados de busca e apreensão, quatro em São Paulo e um no Rio de Janeiro
Os três tiveram as prisões pedidas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a divulgação de um novo áudio, um diálogo entre Joesley e Saud em que os executivos dão a entender que omitiram informações importantes no acordo de colaboração premiada com o Ministério Público. Apesar da suspeita de que Marcelo Miller tenha assessorado a JBS enquanto ainda era procurador, o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se limitou a decretar as prisões de Joesley e Saud.
Diante do exposto por Janot, Fachin concordou que há indícios de que os delatores entregaram provas de maneira “parcial e seletiva” e que isso é motivo para suspender os benefícios da delação recebido por eles, que incluíam imunidade total contra as investigações. O ministro do STF determinou que fossem presos de forma temporária, com duração inicial de cinco dias.
Sobre Marcelo Miller, o relator da Lava Jato disse concordar com a avaliação do procurador-geral de que há indícios “consistentes” do envolvimento deste com a suposta má-fé na colaboração dos executivos da JBS com o Ministério Público. No entanto, ainda não vê os elementos necessários para decretar também a sua prisão.
O magistrado escreve que a detenção de Joesley Batista e Ricardo Saud vai auxiliar no esclarecimento dessa questão. Uma das justificativas para que os delatores fossem presos era, justamente, “angariar eventuais elementos de prova que possibilitem confirmar os indícios sobre os possíveis crimes ora atribuídos a Marcelo Miller”.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.