quinta, 04 de junho, 2026
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Três vereadores protocolaram, na manhã de ontem (19), pedido de abertura de Comissão Processante para investigar o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), na Câmara Municipal. A formalização do pedido foi feita por Marcos Alex (PT), Thais Helena (PT) e Luiza Ribeiro (PPS). Eles foram aplaudidos pelos manifestantes no plenário.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Edil Albuquerque (PMDB), afirmou que os integrantes da base aliada vão se reunir para conversar sobre a processante. “Eu acho que a solução no momento não é com a Comissão Processante. Não acredito que prospere. O que prospera é o diálogo, é conversa”, afirmou o peemedebista.
Após o pedido de abertura, o Jurídico da Câmara tem que analisar e dar parecer em até cinco dias.
Se aberta, a Comissão Processante vai ouvir testemunhas de acusação e defesa e chamar o denunciado, no caso Olarte, para apresentar defesa. Depois disso, o relatório final é confeccionado e, se aprovado, é marcada a sessão de julgamento que pode cassar o mandato do prefeito.
Na segunda-feira (18), Thais Helena destacou que são cinco os motivos contra Olarte. Entre as denúncias, a petista destacou que o prefeito responde pelos crimes de corrupção passiva, estelionato e lavagem de dinheiro. O segundo motivo é o não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, pois Olarte não teria prestado as devidas contas, de acordo com a vereadora. A terceira questão se refere ao uso de um avião monomotor por parte de Olarte.
“Ele usou o jatinho particular de um fornecedor sem prestar contas ao município. Ainda temos a questão dos nomeados e também o piso dos professores, no qual ele mesmo, como vice-prefeito na época, aprovou o pedido da categoria e agora, como atual prefeito, não cumpre”, disse Thais Helena.
A não apresentação de um balanço financeiro por parte da prefeitura e ainda a reportagem veiculada no Fantástico, da Rede Globo, fazem parte do documento que pede a abertura da processante.
A sessão da Câmara Municipal começou com protesto contra Olarte na manhã de ontem. Com cartazes, folhas de cheque nas mãos e narizes de palhaço, os manifestantes gritavam palavras de ordem e cantavam gritos de guerra como “Ei, você aí, me dá um cheque aí, me dá um cheque aí”. O plenário estava lotado.
Logo após o início da sessão, o vereador Paulo Pedra (PDT) ocupou o microfone para pedir desculpas aos servidores concursados, dizendo que Olarte é o pior prefeito dos últimos 115 anos, e para cobrar uma posição da Câmara. “Tem que investigar o prefeito que aí está para trazer a paz para o município de Campo Grande. Ele não tem a mínima condição de prefeitar”, declarou Pedra, que foi aplaudido pelo público no plenário.
Quando outros vereadores falavam sobre outros assuntos, como iluminação pública e semáforos, o público gritava, pois queriam discutir só sobre as denúncias contra o prefeito.
A população de Campo Grande espera respostas sobre as denúncias de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que envolvem o prefeito Gilmar Olarte (PP).
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.