quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Política

A+ A-

Peça-chave da Lava Jato, Youssef ganha "liberdade" após três anos

Segundo a colaborar com a operação, doleiro foi condenado a 132 anos de prisão, mas tira a tornozeleira hoje após delatar Lula, Cunha e Renan, entre outros

Icone Calendário

17 de março de 2017

Continue Lendo...

 

Exatos três anos após ser preso pela Polícia Federal em um hotel em São Luís (MA), na primeira fase da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef progredirá nesta sexta-feira ao regime aberto. Depois de dois anos e oito meses preso no Paraná, entre a carceragem da PF em Curitiba e o Complexo Médico Penal de Pinhais, Youssef, um dos principais delatores da operação, voltará à capital paranaense para retirar a tornozeleira eletrônica e, enfim, poder ir e vir sem restrições, a trabalho ou lazer.

Os advogados dele não comentam a quais atividades o doleiro se dedicará a partir de hoje, quando voltar a São Paulo, onde cumpria prisão domiciliar há quatro meses. Limitam-se a dizer que ele busca recomeçar a vida longe dos holofotes da imprensa. Desde novembro, o delator passa os dias em um apartamento de cerca de 50 metros quadrados com vista para o Parque do Ibirapuera na Vila Nova Conceição, bairro nobre da zona oeste da capital paulista.

Este será o segundo “recomeço” de Youssef. Ele foi preso e condenado no caso Banestado, que veio à tona em 1998, por crimes contra a ordem tributária, evasão de divisas, formação de quadrilha e corrupção ativa nas fraudes no antigo Banco do Estado do Paraná (Banestado), que envolveram cerca de 30 bilhões de dólares.

Foi nessa época que Youssef conheceu o rigor da caneta do juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos do Banestado e da Lava Jato. “Eu sou homem de ter coragem de mamar em uma onça, mas o único homem de quem eu tenho medo nesta terra se chama Sergio Moro”, revelou o doleiro em entrevista ao jornalista Vladimir Netto, autor do livro Lava Jato (Primeira Pessoa, 2016).

Com duas condenações no Banestado, cujas penas totalizam onze anos e quatro meses de prisão, o doleiro só se safou de uma longa temporada na cadeia ao firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2014. O compromisso de se afastar da vida criminosa não prosperou, no entanto, como mostra o escândalo da Petrobras investigado na Lava Jato.

Diante da reincidência do doleiro, Moro resolveu rescindir seu acordo de colaboração do Banestado e condená-lo no caso, em setembro de 2014, a quatro anos e quatro meses de prisão. “[Youssef] teve sua grande chance de abandonar o mundo do crime com o acordo de colaboração premiada, mas a desperdiçou, como indicam os fatos que levaram à rescisão do acordo”, afirmou o magistrado.

Apesar do puxão de orelhas do juiz, Youssef repetiu na Lava Jato o mesmo expediente para evitar passar o resto da vida atrás das grades: contar o que sabe. E conseguiu uma segunda “grande chance” ao firmar o segundo acordo da Lava Jato – ele só não foi mais rápido que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, seu amigo de longa data.

Em seus depoimentos à força-tarefa do MPF, Youssef relatou como – e a quem – encaminhava remessas de propina de contratos da Petrobras com empreiteiras. O doleiro e seus “funcionários” cruzavam o país para entregar malas recheadas com dinheiro vivo ou faziam depósitos no exterior por meio de empresas offshore.

Entre os políticos citados por Alberto Youssef aos procuradores, estão os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Fernando Collor de Melo (PTC-AL), os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e deputados de PT, PP e PMDB.

As revelações do doleiro sensibilizaram Moro. Ao condenar Youssef pela primeira vez na Lava Jato, em abril de 2015, a nove anos e dois meses de prisão, o juiz ponderou que “ainda que o colaborador seja um criminoso profissional e mesmo que tenha descumprido acordo anterior, como é o caso de Alberto Youssef, se as declarações que prestou soarem verazes e encontrarem corroboração em provas independentes, é evidente que remanesce o valor probatório do conjunto”.

Esta foi uma das nove sentenças condenatórias que o magistrado assinou contra o doleiro, réu em 14 ações penais da Lava Jato. O total das penas é de intermináveis 132 anos e 20 dias de prisão.

A 5ª cláusula de seu acordo de delação premiada com o MPF prevê, no entanto, que as penas dos processos sejam suspensas quando transitarem em julgado condenações que somem 30 anos de prisão. Graças a esta condição, Youssef já teve suspensas três sentenças. Ele também acabou absolvido em outros três processos e teve uma ação penal extinta sem julgamento de mérito.

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

6 de maio de 2026

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

 

Continue Lendo...

Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.