quarta, 03 de junho, 2026
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Uma investigação jornalística internacional apontou a existência de 107 offshores, como são conhecidas as empresas instaladas em paraísos fiscais no exterior, ligadas a no mínimo 57 pessoas citadas na Operação Lava Jato. A revelação foi feita neste domingo em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, publicado pelo portal UOL.
As empresas teriam sido abertas pelo escritório de advocacia e consultoria panamenho Mossack Fonseca. O escritório foi um dos alvos da 22ª fase da Lava Jato, no início deste ano. Uma funcionária do escritório no Brasil revelou naquela ocasião, em depoimento, que a Mossack dispunha de uma série de offshores "de prateleira" a serem oferecidas a seus clientes - segundo disse naquele momento o juiz Sérgio Moro, entre os clientes estavam pessoas investigadas em fases anteriores da Lava Jato.
A investigação jornalística, chamada de Panamá Papers, foi uma iniciativa do Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ). Ela envolveu 376 jornalistas de 76 países, que investigaram um acervo de 11,5 milhões de documentos do Mossack Fonseca. Os papéis foram obtidos originalmente pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung.
Ainda de acordo com as reportagens, o escritório Mossack abriu dezesseis empresas offshore para ao menos seis grandes empresas ou famílias brasileiras, além de políticos brasileiros com passagem pelo Congresso Nacional.
Abrir uma offshore não é necessariamente ilegal, desde que esteja declarada para a Receita Federal. Em geral, tais empresas são utilizadas para quem deseja reduzir o pagamento de impostos, seja de maneira legal, via planejamento tributário, ou ilegal, quando se trata de sonegação.
A investigação mostra ainda um uso recorrente de offshores por pessoas ligadas ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, além de mais de uma dezena de líderes mundiais. Os valores envolvidos chegam a 2 bilhões de dólares no caso do político russo.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.