quinta, 04 de junho, 2026
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou na última sexta-feira (18) que o esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, é “enorme” e destacou que as eleições de outubro não vão interferir nas investigações, ainda que haja candidatos envolvidos nos crimes apurados.
“É um esquema enorme de lavagem de dinheiro e esse dinheiro era utilizado em mais de uma utilidade, tem campanha, corrupção, são vários destinos dessas importâncias. O volume do dinheiro é enorme e as investigações procedem. Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida. É muito dinheiro”, afirmou Janot em entrevista coletiva na sede da Procuradoria-Geral, em Brasília.
Deflagrada em março deste ano, a Operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro que envolveu mercado clandestino de câmbio e movimentou cerca de R$ 10 bilhões, conforme a Polícia Federal. Entre os envolvidos estão o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, políticos e empresários. O grupo é acusado de lavar dinheiro para o tráfico de drogas e desviar recursos públicos.
Como as investigações correm em sigilo, o procurador-geral não quis dar detalhes, mas contou que o governo Suíço compartilhou com o Ministério Público brasileiro informações sobre dinheiro que Paulo Roberto Costa mantém em contas do país europeu. No mês passado, o Ministério Público da Suíça conseguiu o bloqueio de US$ 23 milhões depositados em contas atribuídas ao ex-diretor da Petrobras.
Conforme as investigações, Paulo Roberto Costa ajudou empresas de fachada mantidas pelo doleiro Alberto Youssef a fechar contratos com a Petrobras, incluindo obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Nessa operação, a PF estima que foram desviados R$ 400 milhões da obra, considerada superfaturada pelo Tribunal de Contas da União. Costa nega as acusações.
Perguntado sobre o envolvimento de outros executivos ou políticos, Janot não quis adiantar informações e destacou que as eleições de outubro não vão afetar as investigações. Segundo ele, quando o Ministério Público estiver pronto para denunciar as pessoas envolvidas no esquema, os nomes serão divulgados ainda que entre eles haja candidatos a mandato eletivo.
“São pessoas eventualmente investigadas e estamos atrás dessas pessoas. As investigações começaram muito antes do processo eleitoral. O que a gente não pode fazer é deixar de trabalhar por causa do processo eleitoral”, disse Janot.
“O que a gente não pode fazer é uso político das investigações. Esses nomes serão revelados quando a investigação estiver madura para ir a juízo. Isso pode acontecer ou não antes de outubro”, completou o procurador.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.