quinta, 04 de junho, 2026
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Diante dos ataques em ônibus e tentativa de envenenamento de agentes penitenciários na Capital, o juiz federal Odilon de Oliveira afirmou ao TopMídiaNews que não acredita que o problema esteja no sistema carcerário, mas sim na legislação que deixa a desejar na aplicação de punições a criminosos.
“O problema é a legislação que é muito fraca. O sistema penal deixa a desejar, vejo muitas pessoas reclamando da justiça, mas o problema não está no judiciário e sim na legislação. É no Congresso que são feitas as leis que devem ser cumpridas pelo judiciário. Se recebemos leis ruins, o resultado não será bom”, diz o juiz.
Para Odilon, o Brasil é um país onde a desigualdade social predomina e isso interfere diretamente no desenvolvimento da população. “O Brasil tem uma desigualdade muito grande, o sistema se divide entre ricos e pobres. A Legislação costuma dar beijo e abraço em bandido e isso faz com que eles não tenham medo e nem respeito pela sociedade”.
De acordo com Odilon, o sistema penal é considerado fraco pelos criminosos, já que age para beneficiar o réu, que tem o direito de cumprir 1/6 da pena imposta. “Eles não tem medo das punições, cumprem 1/6 da pena, convivem com celulares dentro das celas direcionando o tráfico de drogas e ordenando crimes pelo Brasil, eles consideram fracas as punições que recebem”.
Questionado sobre as ameaças que já recebeu ao combater o tráfico em Mato Grosso do Sul, Odilon destaca que vive sob escolta há 18 anos. “Meu caso é duradouro, tem 18 anos que eu vivo sob escolta direta. Aqueles que atuam precisam viver assim porque eles não aceitam, querem acabar com todos que combatem o tráfico”.
Sobre a segurança na fronteira com o Paraguai, Odilon afirma que falta atenção do governo federal, que deveria dar uma segurança maior para combater o tráfico, que coloca em risco a vida da população sul-mato-grossense.
“A União tem que dar mais atenção para essa questão, temos que ter um reforço maior do governo federal na fronteira que é o ponto mais violento. O nosso problema maior está na fronteira, se acabar com o suplemento deles, o Brasil conseguiria diminuir o número de violência”, finaliza Odilon.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.