quinta, 04 de junho, 2026
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Em época de eleições, a intensa caça ao voto não deixa que o povo perceba claramente os custos das campanhas. O marketing produz nos candidatos tantas máscaras que inebriam as multidões. Maquiagens nas fotos, branqueador de dentes, belos discursos de efeito contagioso, viagens para pressupor onipresença, abraços supostamente solidários e muitas promessas. Tantas que até dá inveja aos santos.
Mas, tudo isso tem um preço. Um alto preço. Embriagados pelas campanhas, os eleitores sequer imaginam os maços de notas de reais que são necessários para que os partidos políticos continuem no poder. Santinhos, adesivos, veículos com alto-falantes, almoços, combustível, anúncios na mídia e tantos outros itens de propaganda que são produzidos para sejamos convencidos a votar neles. Sim, porque cada candidato deseja algo que somente o povo tem: o voto.
Na declaração de bens que os candidatos veiculam, a gente fica até com dó. Dá vontade de fazer uma vaquinha para emprestar um dinheirinho para os coitadinhos. Dizem que o carro é velho, que somente possuem uma casinha aqui, uma fazendinha ali, umas terrinhas acolá, uma poupançazinha, uns trocados em dólares, um apartamentozinho, e por ai vai. E mesmo assim, os pobrezinhos desejam servir à pátria insistindo que estão “atendendo aos clamores do povo e, por isso, colocam seus nomes à disposição para merecerem o voto de cada cidadão.”
De repente, como num passe de mágica, o dinheiro inunda as campanhas, como se alguém abrisse as comportas de uma usina hidrelétrica. Empresários, banqueiros, industriais e similares botam fé nas campanhas, ou melhor, injetam recursos milionários. Dos totais dessas cachoeiras de dinheiro, os relatórios representam apenas a ponta do iceberg - aquela parte que é obrigatória pela lei. E antes que você pense que eles são tão bonzinhos ao financiarem as campanhas, lembre-se que essa gente ama e vive por causa de um único objetivo: o lucro.
Ora, se o candidato não tem dinheiro suficiente para se eleger e quem o apóia vai querer o retorno com lucro, então é óbvio que somos eu e você que pagaremos a conta. Por isso, depois de eleitos, a maioria deles se envolve em escândalos, corrupção e todos os nomes complicados que a lei criou para uma coisa simples chamada ‘roubo’. Pagaremos a conta, sim, porque o é dinheiro público que sai do meu e do seu bolso. O salário milionário deles somos nós que pagamos através dessa vergonha nacional chamada “salário mínimo”.
Enquanto pagamos para eles terem magníficos planos de saúde, usamos o falido SUS. Enquanto pagamos para os filhos deles estudarem no exterior, nossos filhos usam a rede pública de ensino quando não há greve. Enquanto pagamos todas as mordomias de moradia, viagens, telefonia, automóveis importados, motoristas, seguranças, férias, recesso e até roupa nova para eles usarem toda semana, nós meros mortais chegamos ao meio do mês sem poder levar a família para dar um passeio ou sequer tomar um picolé na praça.
É. O poder custa caro e é o povo quem paga essa conta. Há milênios, essa história se repete na democracia seja de direita ou de esquerda. Talvez não consigamos viver neste Brasil onde cada candidato não seja um profissional do partido, onde cada partido não exista para mamar nas tetas do governo, onde cada governo sirva ao bem-estar do cidadão, onde cada cidadão tenha aprendido a votar, e onde cada voto signifique a construção do Estado alicerçado na ordem e no progresso, com justiça e paz, sem a necessidade do povo mendigar o pão e o direito à saúde com o mínimo de qualidade.
Mas, enquanto esse tempo não chega, pense bem a quem você dará o seu voto.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.