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MPE-MS "dribla" lei do teto e gasta mais de R$ 10 milhões com 207 servidores

Média de ganhos é superior ao rendimento de um ministro do STF

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11 de novembro de 2016

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Teoricamente, nenhum servidor público em Mato Grosso do Sul pode ganhar mais de R$ 30,4 mil por mês. Na prática, no entanto, inúmeras manobras contábeis driblam a lei do &39;teto constitucional&39; e criam categorias que dragam dinheiro dos cofres públicos com vantagens convertidas em dinheiro. É o que tem acontecido no MPE-MS (Ministério Público Estadual), onde 74% dos membros recebem mensalmente mais que o salário legal de um desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). 

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) um brasileiro ativo no mercado de trabalho ganha em média R$ 2,2 mil, todavia, o mesmo órgão mostra que cerca de 44% dos lares no país sobrevivem com até um salário mínimo (atualmente R$ 880). Já entre os membros do MPE-MS, a maioria tem mais de R$ 33,7 mil depositados nas contas bancárias todos os meses. Quem paga são os contribuintes.

O chamado teto constitucional é mensurado pelo salário recebido por ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), a mais alta Corte do país, que há cerca de um ano decidiu que vantagens pessoais recebidas por servidores públicos não poderia ultrapassar o que recebe, por exemplo, a presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia, R$ 33,7 mil. 

No caso de Mato Grosso do Sul, o teto é o salário de um desembargador do Tribunal de Justiça. O presidente da Corte Estadual, João Maria Lós, tem proventos correspondentes a 90.25% do que ganha Carmem Lúcia, ou, R$ 30,4 mil.

Dentro da lei, fora da realidade

De acordo com o Portal de Transparência do MPE, em setembro de 2016, o órgão gastou R$ 7,1 milhões com rendimento bruto dos 32 procuradores e 175 promotores, o que dá uma média de cerca de R$ 34 mil. Sem entrar no mérito social da questão, tudo, garante o Ministério Público, está dentro da legalidade.

Da lista de 207 promotores e procuradores sul-mato-grossenses, 75 receberam menos que Lós, isso sem levar em conta os acréscimos com verbas indenizatórias. O restante, 132, ganharam em setembro mais que a remuneração constitucional do presidente do TJ. 

Auxílio para tudo

Somam-se ao salário, as chamadas ‘indenizações’, que são, segundo o próprio MPE, valores referentes a ‘Auxílio-alimentação, Auxílio-transporte, Auxílio-Moradia, Ajuda de Custo e outras dessa natureza, exceto diárias’, que somam R$ 3,1 milhões, que representam uma média de R$ 15 mil de acréscimo no que recebe na conta todo mês um promotor ou procurador.

Todavia, a tabela disponibilizada no Portal de Transparência do MP, mostra que em alguns casos, como promotores na região da fronteira, as indenizações chegam a R$ 25 mil, enquanto para outros o valor não ultrapassa R$ 3,5 mil.

Vale destacar que em alguns casos, como promotores ou procuradores que exercem função de confiança ou receberam férias neste mês citado, os rendimentos brutos, sem considerar as indenizações, chegaram a mais de R$ 53 mil.

Teve promotor agregado ao gabinete do Procurador-Geral que, com férias, recebeu, bruto, mais de R$ 60 mil em setembro. Os saltos salários chegam a ser questionados pelos próprios colegas, que alegam que alguns promotores exercem funções administrativas e há anos não tocam um procedimento investigativo, atividade-fim do cargo.

Na lista divulgada pelo MPE há casos de procuradores que somadas as férias, abono de permanência, salário e indenizações os valores totais ultrapassam R$ 76 mil em setembro.

"Um cara com um salário desse ir a público contra a mobilização que tenta frear os gastos públicos chega a ser ridículo. Esse corporativismo cego fere de morte a confiança da população nas intenções do MP", pondera um membro que ganhou, ele mesmo, mais de R$ 50 mil em setembro.

Apenas com adicionais por função de confiança ou cargo em comissão o Ministério Público gasta R$ 208 mil por mês. No campo ‘descontos’, deduções obrigatórias dos salários, o documenta registra um valor de R$ 2 milhões.

No mês de setembro, a soma dos campos de &39;total rendimentos brutos&39; somado às &39;indenizações&39; chegou a cerca de R$ 10,2 milhões. Em agosto, aproximadamente R$ 10,5 milhões e um mês antes, julho de 2016, o montante ficou por volta de R$ 10,4 milhões. 

Tudo Legal

Procurado, o MPE-MS se limitou a informar, em nota de sua assessoria, que não há ilegalidades ou irregularidades no salário dos promotores e procuradores.

Confira na íntegra a nota enviada pelo Ministério Público

“a referida verba indenizatória questionada, tem previsão tanto na Lei Orgânica Nacional, como a Estadual do MPMS. O pagamento tem ainda, a chancela do Conselho Nacional do Ministério Público e decisão do Supremo Tribunal Federal.

Ademais, conforme prevê o artigo 37, parágrafo 11 da constituição Federal, as verbas de caráter indenizatório não serão computadas no teto constitucional. Deste modo os pagamentos realizados aos membros e Servidores obedecem a lei e a Constituição Federal. 

A remuneração do MPMS atende aos comandos da ordem constitucional e ao regramento do CNMP.  A resolução n. 9, de 5 de junho de 2006, do CNMP disciplina a aplicação do teto remuneratório constitucional e do subsídio mensal dos membros do MP.

Ademais, especificamente em relação ao auxílio-moradia, o pagamento obedece ao que decidiu o STF na medida cautelar na ação originária 1773, da relatoria do Ministro Fux. Ademais, o MPMS segue o pagamento de todas as suas verbas em conformidade com a legalidade e sob supervisão do órgão de controle externo constitucional (CNMP).”

Supremo

Em novembro de 2015 o STF decidiu que vantagens pessoais, como adicionais por tempo de serviço, incorporadas ao salário precisam respeitar o teto constitucional. Entretanto, no julgamento da matéria, o ministro Gilmar Mendes chegou a criticar o que chamou de ‘penduricalhos’ que faz com que o salário dos servidores ‘estoure’ o teto.

Mendes criticou diretamente os salários dos membros do MP e do judiciário. “É urgente a discussão sobre esse tema. É claro que se deve pagar um salário adequado, mas que seja legítimo e não fruto de concessões. É chegada a hora de discutirmos. Isso vale para nós e para o Ministério Público, que toda fala em equiparação. Avançaram tanto... Como o sujeito depois vai se olhar no espelho e depois fiscalizar a lei?", pontuou o ministro à época. 

Política

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina nesta quarta-feira

Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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6 de maio de 2026

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

Eleições 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...

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5 de maio de 2026

MS se aproxima de 2 milhões de eleitores e reforça peso no cenário das eleições de 2026

 

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.