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Política
Denúncias se baseiam na 27ª e na 28ª fases da Lava Jato. Também foram denunciados a Sergio Moro os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro e Ricardo Pessoa, e os mensaleiros Delúbio Soares e Marcos Valério
6 de maio de 2016
Veja
A força-tarefa do Ministério Público Federal que conduz a Operação Lava Jato apresentou nesta sexta-feira duas novas denúncias ao juiz Sergio Moro. As acusações são baseadas nas apurações da 27ª fase da operação, a Carbono 14, e a 28ª fase, batizada de Vitória de Pirro. Entre os denunciados estão o empresário Ronan Maria Pinto, preso na Carbono 14, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), detido na Vitória de Pirro, e os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia.
Deflagrada em abril, a 28ª fase da Operação Lava Jato prendeu Gim Argello por suspeitas de que ele negociou e intermediou pagamento de propina de empreiteiras envolvidas no petrolão a partidos políticos para que empreiteiros não fossem convocados a prestar esclarecimentos em duas CPIs criadas para investigar irregularidades na Petrobras. Os assessores de Gim Paulo César Roxo Ramos e Valério Neves, também foram denunciados hoje pelo MPF.
Revelada nas delações premiadas de Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro, ex-executivo da UTC, a versão para a atuação do ex-senador na CPI mista da Petrobras foi corroborada na colaboração premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido -MS), que, além de Argello, envolveu no esquema o presidente da CPMI, Vital do Rêgo - hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) -, e o relator, deputado federal Marco Maia (PT-RS). Como os dois têm direito a foro privilegiado, ao contrário de Gim, a PGR pediu ao STF abertura de um inquérito contra Vital e Marco Maia.
Além do ex-senador, seus assessores e os empreiteiros, o MPF também denunciou no âmbito da Vitória de Pirro: Jorge Afonso Argello Junior, filho de Gim Argello, os ex-executivos da OAS Roberto Zardi Ferreira e Dilson de Cerqueira Paiva Filho, Walmir Santana e Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht.
Entre os denunciados da Carbono 14 estão, além de Ronan Maria Pinto, o ex-diretor do Banco Schahin Sandro Tordin, o operador do mensalão Marcos Valério, o operador de propinas Enivaldo Quadrado, o corretor Luiz Carlos Casante, o jornalista Breno Altman, os empresários Natalino Bertin e Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Deflagrada também em abril, a operação mirou o esquema que distribuiu parte do dinheiro proveniente do empréstimo fraudulento de cerca de 12 milhões de reais contraído pelo pecuarista José Carlos Bumlai no Banco Schahin. Empresário do ramo de transportes de Santo André (SP), Ronan foi o destinatário final de metade do dinheiro, que usou para comprar ações do jornal Diário do Grande ABC.
O empréstimo nunca foi quitado por Bumlai e acabou compensado, de acordo com as investigações da Lava Jato, por um contrato de 1,6 bilhão de dólares entre a empreiteira Schahin e a Petrobras para operação do navio-sonda Vitória 10.000.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.